Coluna Fatos & Versões 19/02/2021


 COLUNA FATOS E VERSÕES – 19/02/2021


Pavãozinho e o Soberbo
O folclore local do poder em Varginha esta cada dia mais diverso. Com o início do novo governo diversos secretários e cargos de confiança de destaque lutam para garantir seu “espaço de poder” no Executivo e outros até no Legislativo, onde a disputa é bem menor, mas também existe. Já fartamente reconhecido e evitado em várias áreas do governo municipal, o “soberbo secretário” tem colecionado inimizades por onde passa. É visto pelo “canto do olho” no Executivo e no Legislativo, onde muitos vereadores vão direto ao prefeito Vérdi para não ter que passar pela Secretaria de Governo. Aliados do governo também evitam o Soberbo secretário que coleciona desafetos até entre os que deixaram o poder, muitos deles justamente por conta das “peripécias financeiras e políticas” do Soberbo. Nesta semana que passou a coluna tomou conhecimento de um novo personagem municipal. Este bem mais ameno e que não ameaça a lisura do serviço público, pelo contrário, trata-se do “pavãozinho”! Homem simpático e empenhado, originário do mundo universitário, sempre bem vestido e visto como o “esteio jurídico” do prefeito Vérdi. Legalista apegado a moralidade, o Pavãozinho por vezes “salvou” o governo de pisar em armadilhas, talvez por isso, hoje seja um desafeto do Soberbo secretário. Há quem diga que o Soberbo e o Pavãozinho não trocam nem um “bom dia”. E a vida segue no governo, enquanto um acorda pensando em formas de “ganhar riqueza e poder, outro amanhece perfumado e pronto para usar a lei para salvar o CNPJ do governo, o CPF do prefeito e o próprio currículo das mirabolantes intenções do Soberbo”.

Os coronéis da Lei
Já no Legislativo municipal a vida dos coroneis do poder segue tranquila. Apenas dois tubarões dividem o mundo jurídico/legal e outro a administração/gestão do Legislativo municipal. Instalados há anos no poder, entra presidente e sai presidente no Legislativo e os coroneis continuam absolutos. Em verdade os dois trazem “segurança e conforto” ao portador da caneta de chefe do Legislativo, afinal não colocam a mão em cumbuca e sabem como fazer “o bem ou o mal dentro da lei”. Outro ponto importante é que os dois coroneis não brigam entre si, sabem bem dividir o poder não invadem o espaço um do outro. Não se tem notícia de mudança no Legislativo, que continua estável e unificado. Mesmo com a disputa do começo do ano onde até mesmo o Soberbo secretário tentou influenciar e foi derrotado. Os coroneis estiveram juntos e não sabemos quem vai assumir o comando do Legislativo nos próximos anos, mas certamente os ventos atuais indicam que o coronelismo vai continuar no Legislativo nesta legislatura.

Ela vai voltar?
Depois da enorme pressão que sofreu para ser candidata a prefeita em 2020, a ex-deputada Geisa Teixeira sumiu do mapa político em Varginha. Sua recusa em ser candidata a prefeita foi uma das razões do PT não lançar candidato e tomar enorme tombo político na cidade. A sorridente ex-primeira dama de Varginha chegou a desligar-se do Partido dos Trabalhadores onde tem muitos amigos e até chegou a arrumar desafetos depois do afastamento. Mas a vida seguiu e o campo das esquerdas sofreu perdas e ganhos e Geisa poderá voltar em 2022, mas não com a mesma estrela petista do passado. Um dos “mandachuvas do PT” no Sul de Minas, o deputado federal Odair Cunha não é mais o que podemos chamar de “melhor amigo” da ex-deputa Geisa Teixeira. A ex-petista teria trocado a amizade de Odair Cunha pela proximidade de outro deputado federal que tem carreira promissora em Minas. Seria o deputado federal Diego Andrade, que já “adotou” ex-petistas em seu staff, como o conhecido “Carlão do PT”, que agora é Carlão do PSD! Se vingar as conversas entre Geisa Teixeira e Diego Andrade, os dois poderiam ser candidatos em 2022 com grandes chances de boa votação em Varginha. Não se sabe se Geisa voltaria a se filiar no PT ou PSD ou mesmo se adotaria outra legenda, visto que a ex-deputada seria acolhida facilmente em diversos outros partidos na cidade. A conferir!

Ele vai voltar?
Outro que peleja para voltar, mas, é traído pela própria boca é o polêmico Juliano Rodrigues, conhecido “agitador e difamador” que ganhou fama nas redes sociais. Depois de meses protagonizando bate-boca com internautas e ofendendo “Deus e o mundo” pela internet, Juliano Rodrigues foi preso no segundo semestre do ano passado, para a sorte de alguns políticos, antes das eleições municipais. Passadas as eleições e com Juliano mais “calmo e regenerado”, segundo informações da família, esperava-se que Rodrigues seria solto! Contudo, segundo informações que chegam a coluna, Juliano teria protagonizado novo bate-boca recheado de ofensas a autoridades públicas na última audiência onde esteve, o que agravou e prorrogou sua estadia no cárcere. A questão não é quando Juliano Rodrigues vai voltar, (afinal não se pode manter alguém preso eternamente por injúria e difamação), mas sim quando ele vai voltar? E quando isso acontecer o mistério será saber quem serão os alvos de Rodrigues? Se manterá o foco no mundo político ou se terá (de vez) virado a chave para apontar sua “bazuca de impropérios” ao Judiciário e Ministério Público. A conferir!

Mudanças que virão?
Nem se comenta a respeito, mas nos circuitos mais restritos, todos sabem que no segundo semestre haverá mudanças no primeiro escalão do governo municipal. As razões são as mais variadas, mas, todas com fundamentação, pois o prefeito não quer mudar o ritmo ou a continuidade política das ações já iniciadas desde 2020 quando assumiu provisoriamente o governo em substituição ao ex-prefeito Antônio Silva. O dinâmico secretário de Saúde de Varginha que vira e mexe enfrenta petardos por conta de sua atuação (até aqui vitoriosa) no enfrentamento da Covid-19 na cidade, é um homem que “em seu coração”, já vislumbra outros rumos quando a pandemia for debelada e a população for vacinada. Atualmente com fortes ligações com a cidade de Três Corações, o secretário tem convite para deixar Varginha e está propenso a aceitar convite para atuar na cidade vizinha. Sua eventual saída da Saúde municipal poderia abrir espaço para conhecido médico sanitarista (e também advogado) local para ocupar a importante pasta. O possível substituto é do PSD e seria uma forma de prestigiar a legenda que também faz parte do governo. Outra mudança esperada e que certamente será “festejada ou não” é a mudança do secretário de Governo, já com diversas “avarias políticas” em seu curto espaço de tempo na pasta neste governo. O prefeito não pode “se desfazer” do secretário de governo que tanto “sangrou e se comprometeu (e como)” pela reeleição, também não pode continuar bancando alguém que tanta confusão ao governo arruma ao longo do caminho. A idéia seria limitar o poder de atuação do polêmico secretário que hoje atua numa pasta ampla e com atuação para dentro e para fora do governo. Uma das possibilidades seria deslocar o secretário de Governo para a secretaria de Administração, que também possui destaque, porém com atuação voltada para dentro do governo. A mudança seria mais simples e não incomodaria tanto o mundo político, visto que o atual secretário de Administração (pessoa leve e de fino trato) poderia assumir cargo menor ou mesmo ir para a pasta de governo (visto que tem perfil discreto e conciliador). Tal mudança resolveria boa parte dos problemas do prefeito na esfera política, principalmente com o Legislativo. Ademais, não haveria justificativas para descontentamento por parte do secretário de Governo visto que a secretaria de Administração é uma das “Top Premium” da gestão e possui muito poder e destaque. A mudança daria um aviso ao mundo político. Mostraria que “não existe super secretário irremovível” no governo municipal, nem tão pouco que o prefeito estaria “na mão de ninguém”. Mas o maior trunfo das mudanças seria mostrar a todos que existe “apenas uma única e poderosa caneta neste governo e ela está na mão do prefeito, que não teria sido terceirizada a ninguém”. Será mesmo? Vamos aguardar

Atuação Legislativa
A presidente da Câmara de Varginha, vereadora Zilda Silva tem mantido sua atuação discreta e firme no comando do Legislativo. Mulher simples e de poucas palavras, Zilda começou sua vida legislativa desacreditada e hoje comandando a casa pela segunda vez é a principal liderança da Câmara junto ao governo e a sociedade. Não tem adotado a postura de vassalagem frente ao Executivo (como já ocorreu com outros vereadores), mas facilita a vida do governo e faz cobranças pontuais da administração municipal. Uma destas cobranças realizadas por meio de requerimento tem grande importância e poderia, inclusive, ser complementada. Vejamos, na semana que passou Zilda Silva fez o seguinte requerimento ao Executivo: solicitou ao prefeito informações acerca dos fios e cabos de telecomunicação soltos e inutilizados nos postes do município: A Lei nº 6.718/2020, “Que dispõe sobre o alinhamento e retirada dos fios em desuso e desordenados existentes em postes de energia elétrica” está sendo cumprida de forma efetiva? Como é feita a fiscalização destes serviços por parte do Poder Executivo Municipal? Quem autoriza e coordena estas instalações de fios? Além dos questionamentos elencados pela vereadora também seria interessante saber outros temas que envolvem a Cemig e operadoras de telefonia e TV a cabo que utilizam os milhares de postes hoje existentes nas ruas de Varginha. Tais postes estão instalados em diversos locais, muitas vezes atrapalhando a entrada e saída de garagens, dificultando o trânsito onde temos caminhões e ônibus que passam a centímetros da fiação, etc. Será que estes postes pagam IPTU ao município de Varginha? Afinal, somados, ocupam um enorme espaço físico do território da cidade! A exemplo de qualquer grande empresa ou pequeno comerciante ou simples cidadão, a Cemig ocupa enorme espaço com seus postes, deveria, portanto, pagar IPTU como qualquer outro mortal contribuinte. Além disso, a Cemig cobra das companhias de telefonia a utilização dos postes que estão na cidade, para instalação de suas caixas de transmissão e colocação de fiação. Não seria justo e legal que a Cemig pagasse IPTU pelo espaço utilizado por seus postes que tanto lucro rendem a companhia? Será que o Legislativo, comandado por Zilda Silva e uma nova geração de vereadores não poderiam se debruçar sobre esta justa causa?

Palpite Legislativo
A nova legislatura municipal que começou a atuar na Câmara de Varginha precisa ficar atenta para não adotar os mesmos erros e vícios de legislaturas passadas. Este grande número de vereadores estreantes, embora não tenham a experiência técnica de legisladores tarimbados do passado têm a sua disposição a equipe técnica (bem remunerada) da Câmara que precisa alertar os vereadores quanto a equívocos. Um problema corriqueiro que a coluna apontava nos anos passados era o “palpite de muitos vereadores” na área de trânsito e outras áreas técnicas da cidade. Muitos vereadores, abusando do poder de caneta e da força política municipal, faziam indicações de trânsito forçando a instalação de semáforos, passagens elevadas, instalação de placas e até mesmo mudanças de mão de direção em vias da cidade em completo desacordo com as questões técnicas e de planejamento urbano municipal. Tudo isso para atender um amigo, parente ou eleitor, o que prejudicava todo o planejamento urbano local e atrasava ainda mais o desenvolvimento e a fluidez do trânsito. As indicações dos vereadores, principalmente em questões técnicas como trânsito, saúde, educação etc, devem-se basear-se em regulamentos técnicos e legislação pertinente. Não é possível que esta legislatura que chegou como grande aposta da sociedade será reduzida a “canetadas políticas” para atender necessidades paroquiais em detrimento de todo o desenvolvimento da cidade!

Pais adotivos
Falando em Legislativo municipal, é grande a pesquisa sobre projetos que existiram ou já foram propostos em legislaturas passadas e que agora começam a ser rapresentados após leve “maquiagem técnica”. Como sempre, o que é bom é copiado e nem sempre os créditos são dados ao autor da ideia. De qualquer forma, os muitos projetos que ainda podem ser analisados pelo plenário da Câmara, sejam eles trazidos de legislaturas passadas ou criados agora, precisam ser analisados pelo bem que trarão a cidade e a modernidade que representarão a sociedade. Muitos dos bons projetos apresentados no passado foram rejeitados, engavetados ou nem apreciados por conta de “querelas políticas” que hoje não existem. Neste “mar de brigadeiro” que temos entre Executivo e Legislativo municipal neste início de gestão, temos tudo para impulsionar o desenvolvimento de Varginha com boas ideias e projetos.


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