COVID-19 leva alta tensão ao 'nariz' de Minas Gerais

 


A alta acelerada dos casos de coronavírus e a falta de leitos Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba  – o nariz de Minas assustam cidades e mobilizam autoridades. Em Coromandel, a prefeitura precisou implantar barreiras sanitárias e toque de recolher para conter o novo coronavírus. Enquanto isso, Uberlândia registrou a maior quantidade de mortes por COVID-19 em apenas um dia. A situação é tão grave que fez o governo do estado enviar uma força-tarefa a essas cidades ontem, com profissionais da Secretaria de Estado de Saúde, Hospital Eduardo de Menezes, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. A pressão não se restringe a essas regiões. Diante de uma alta de 3,2% no número de casos e 4,1% nas mortes em decorrência da doença provocada pelo novo coronavírus na última semana em Minas, o governo decidiu também suspender cirurgias seletivas em todo o estado (leia texto nesta página).

O decreto publicado pela Prefeitura de Coromandel que impõe o estado de calamidade pública começou a valer ontem. Entre as medidas, a prefeitura anunciou a proibição da circulação de pessoas na cidade após as 20h. Também devem ser instaladas oito barreiras sanitárias com a finalidade de orientar e fiscalizar a população sobre as medidas de prevenção e contenção ao COVID-19. Ninguém poderá entrar ou sair do município a não ser por motivo justificado. A restrição é válida até 23 de fevereiro. 

A cidade soma 1.063 casos confirmados da infecção, que já matou 24 pessoas no município. A Secretaria de Saúde de Coromandel ainda investiga se outras nove mortes foram causadas pelo novo coronavírus. De acordo com a administração municipal, não há disponibilidade de leitos de UTI e respiradores nas cidades da região suficientes para atendimento à demanda atual de pacientes. Todos os 26 leitos de enfermaria e sete de UTI estão ocupados.

Durante a visita das autoridades ontem, o secretário de Saúde de Minas Gerais, o médico Carlos Eduardo Amaral, esteve na Santa Casa de Misericórdia. “O nosso objetivo é ajudar no que for preciso, tanto na organização da regulação, do fluxo de pacientes, quanto na estruturação da assistência”, explicou o secretário.

Logo depois, a equipe foi também a Uberlândia, sede da macrorregião Triângulo Norte, “para avaliar as medidas necessárias de isolamento social, ampliação da capacidade assistencial do número de leitos, e o que se fizer necessário”, observou Amaral. No município, o secretário de Estado de Saúde visitou o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.

Na segunda-feira (15/2), Uberlândia registrou recorde de mortes por COVID-19 em 24 horas. Foram 14 vidas perdidas para a doença. A ocupação de leitos de UTI no município e em toda a Região do Triângulo Mineiro é alta, sempre beirando 100%. Com o pico de mortes em apenas um dia, a cidade chegou a 897 óbitos em decorrência do coronavírus. Antes disso, o pior dia havia sido em 1ª de setembro de 2019, quando foram confirmadas 11 mortes pela doença.

A Câmara Municipal de Uberlândia precisou ser fechada para sanitização extra depois de quatro vereadores da atual legislatura testarem positivo para COVID-19. Uma assessora parlamentar da casa morreu durante o fim de semana e uma das legisladoras está internada por complicações da doença. 

Fonte: Estado de Minas

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