Farmácia de Minas vai entregar medicamentos para dois meses a partir de março



A Farmácia de Minas vai alterar as regras de retirada dos medicamentos a partir do mês que vem, quando os pacientes vão poder pegar as caixas de remédios equivalentes para dois meses e não para um mês como é feito atualmente. 

O objetivo, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), é evitar aglomerações no local em função da pandemia pelo novo coronavírus. Nos últimos dias, a farmácia, que fica na avenida do Contorno, bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, está ficando com filas enormes para retirar os medicamentos.

Em março a retirada para dois meses será de 9 remédios. São eles: ambrisentana 5 mg ; calcitonina 200 UI; cloroquina 150 mg ; codeína 60 mg ; genfibrozila 900 mg; lamotrigina 25 mg; morfina sol oral ; morfina LC 100 mg e orfina LC 60 mg

Para o mês de abril a secretaria avalia a possibilidade de acrescentar outros medicamentos na lista que também possam ser pegos para dois meses. Ainda não há informações de quais medicamentos seriam esses. 

Filas Extensas 

A auxiliar de produção Ana Carolina Palmeira, de 29 anos, todo mês encara a fila da Farmácia de Minas para ter acesso ao medicamento do filho, de 7,  transplantado de fígado.

“É essa fila imensa todo o mês. Geralmente, eu venho por volta de 9h30 e teve mês que eu saí daqui 14h30. Essa fila vira o quarteirão. Hoje eu trouxe meu filho porque ele precisou fazer exame de sangue, mas não costumo trazer para não expor ele ao risco da pandemia”, explicou. A jovem aprovou a decisão do governo de liberar medicamentos que dê para mais tempo.

“Eu fiquei muito feliz. Trabalho e todo mês tenho que pedir folga para vir aqui. Tem todo esse transtorno. Como eles estão falando que vão entregar a medicação de dois em dois meses, eu fiquei bem satisfeita. Vou procurar saber hoje se a medicação dele está nessa lista. Isso vai evitar de vir aqui todo o mês”, explicou.

A dona de casa Soraia Nascimento, de 48 anos, também vai à farmácia todos os meses para buscar o remédio para o cunhado.

“Hoje a fila está até melhor. Está andando, mas tem mês que eu fico muito tempo esperando. Quanto mais cedo a gente chega, mais fila a gente encontra. Eu consigo ver pelo aplicativo antes se a medicação está disponível, mas tem muita gente que não tem acesso, chega aqui e não tem medicamento”, disse.

O cunhado dela tem 74 anos, faz uso de oxigênio domiciliar e ano passado não foi beneficiado com a entrega do medicamento em casa.

“Não tem como ele pegar o remédio aqui, não podemos expor. Essa possibilidade de ter remédio por mais tempo em casa vai melhorar a situação. Ainda não sei se o remédio dele está na lista, mas a gente dá graças a Deus de ter lugar para buscar. Muita gente não tem essa oportunidade”, finalizou.

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