Funed amplia em mais de dez vezes capacidade de realizar diagnósticos do coronavírus



 Desde quando foi decretada situação de emergência em Saúde Pública em Minas Gerais, em março de 2020, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), assumiu protagonismo não apenas na realização do exame molecular PCR em tempo real, mas também no processo de habilitação de 29 laboratórios, presentes em 15 instituições, que formam a RedelabCovid-19. A rede foi criada com a intenção de descentralizar o diagnóstico da doença no estado. Do início da pandemia até quinta-feira (18/2), foram realizadas 405.890 análises, sendo que 404.490 já tiveram seus resultados liberados e 1.400 ainda estão em estudo. 

Para a chefe da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças do Lacen/Funed, Ana Luísa Cury, mesmo diante do cenário de incerteza, a fundação respondeu de forma célere às necessidades sanitárias do contexto pandêmico. “Processos e equipe foram repensados para atender à crescente demanda por diagnósticos de covid”, explica.

Ampliação da capacidade analítica

Para responder de forma satisfatória à demanda ao longo da grave situação de Saúde Pública, o Lacen/Funed adquiriu equipamentos e plataformas para extração de DNA/RNA automatizados. Outro investimento fundamental foi na ampliação das equipes laboratoriais. Foram contratados cerca de 40 profissionais – entre biólogos, biomédicos, farmacêuticos e técnicos administrativos – por meio de chamamento emergencial, para atuar exclusivamente no diagnóstico da doença. Ao todo, mais de cem trabalhadores compõem a força-tarefa contra a covid na Funed.

Além do aporte na capacidade analítica da fundação, as parcerias com instituições da RedlabCovid-19, incluindo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com as plataformas nacionais do Ministério da Saúde, estão permitindo que o fluxo de exames não pare. “A colaboração tem sido um ponto forte da atuação durante a pandemia. Diversas parcerias estão em curso para responder à demanda por diagnósticos e garantir que eles estejam liberados para contribuir com as necessidades clínicas dos pacientes e também com a análise do cenário da pandemia no estado”, explica Ana Luísa Cury. A gestora acrescenta que a grave carência de insumos em nível global exigiu pronta resposta da instituição. “Alternativas como doações, empréstimos, trocas, compras emergenciais e uso dos equipamentos automatizados que vêm do Ministério da Saúde e que foram adquiridos pela própria Funed, que vêm com o material pronto para analisar, são opções que encontramos para garantir a manutenção do trabalho”, exemplifica.

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