Artigo de Opnião: Luiz Fernando Alfredo - 30/03/2021

 

Pretextos calhordas

No mundo mais da metade dos países são governados pelos regimes autoritários ou parcialmente livres (total de 115), enquanto os restantes são democráticos (total de 89), e muitos com fortes tendências à esquerda, segundo a organização americana “Freedom House” que significa Casa das liberdades.  Estando o Brasil hoje com um governo democrático de direita, praticamente com uma divisão meio a meio de simpatizantes, após longos anos sob o comando da esquerda, eis que aparece um azarão se propondo destronar o partido principal da esquerda (PT e puxadinhos), acabar com a corrupção e fazer um governo de esperança sem as mazelas dos últimos trinta anos. E valeu a intenção ou seja o discurso, o povo aderiu e muitos governadores e parlamentares foram eleitos na “carona” da esplendorosa aceitação de Bolsonaro.

Acabaram as eleições, cada um dos eleitos pegaram seu bastão e logo apareceram os candidatos a vilão. Muitos candidatos parlamentares foram eleitos em todo país, agarrados no nome de Bolsonaro, inclusive três governadores dos estados mais ricos do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Todos no Brasil de A à Z, sabiam das medidas de urgência que o país necessitava, foi então que começaram as traições e os contras – mudanças não dão votos quando são a favor do país. Que patriotismo!

Bolsonaro, mesmo sabendo rejeitado por muitos e com tendência a maiores dificuldades, saiu-se bem em 2019, mas infelizmente, apesar dos seus méritos, agiu sempre como um elefante dentro de uma loja de cristais e cada vez que ele buscava aliados encontrava ódio e ranger de dentes.

Ao invés de mudar de tática pelo menos, para facilitar para ele próprio. Bolsonaro continuou errando na diplomacia, simples assim, o que lhe rendeu uma perseguição implacável da Imprensa antiga convencional, (abalada também pela concorrência das mídias sociais) e sem os bilhões que o atual Presidente cortou corretamente. A char que a globo sairá do cenário, mesmo ameaçada sua concessão, não acontecerá, provavelmente, investidores entrarão no conglomerado.

O perseguido Bolsonaro, mesmo defendendo Deus, pátria e família, o ódio daqueles que estavam sentindo vazio, sem as vantagens do sistema, e por incrível que pareça, não era só a esquerda desempoderada, e sim às autoridades constituídas dos outros poderes que começavam a rebelar-se em tudo e com tudo, desde que atingissem Bolsonaro. Lembrem–se do General Heleno parodiando a música: “Se disser pega centrão, não fica um meu irmão”. Pelo tempo de casa de certos parlamentares o sistema deve ser muito atrativo e principalmente “colaborativo” – poder tem preço.

O Presidente Bolsonaro, com seu jeito cada vez mais grosseiro, debochado e satírico, eis que surge uma das maiores desgraça do planeta, a pandemia da covid 19, e aparece vinda da China, alastra para o mundo inteiro, sem que até hoje as autoridades sanitárias chegassem a um consenso sobre quando tratar, quais medicamentos usar e mesmo a vacina, que ninguém sabe de nada, mas poderá ser a salvação. O jeito de expressar do Presidente, que queria corretamente, proteger a economia, criou para ele um ranso, atribuindo-lhe politicamente o ônus de ser contra a vida. Que azarado este Presidente! Na política só vale o que diz em público ou que se escreve, interpretações sectárias são normalmente desonestas.

Mais uma vez o perseguido Presidente, mesmo tendo criado o maior programa de cunho econômico e sanitário, ajudando todos os estados e municípios, mantendo a União de pé até agora, no entanto, suas maneiras   incorretas politicamente, querem fazer dele, injustamente, o grande culpado de tudo – e como estamos no Brasil é bem provável que os números de óbitos pela covid 19, sejam bem menores; os excessos debitam-se na conta de Bolsonaro.

Achamos que a maioria dos governadores e Prefeitos, são os verdadeiros culpados pela situação da gestão da pandemia com economia, no entanto não podemos culpar ninguém pelos óbitos. Faltaram gestão, coragem e consenso, principalmente onde estão os infiltrados esquerdopátas e extremistas do país – parte dos servidores saudosos de São Lafrário. Vejamos como é desproporcional: o Executivo caminha quatro anos na corda bamba, fiscalizados e chantageados por 513 Deputados, 81 Senadores, Tribunal de contas, Ministério público, Poder Judiciário – e estes Fiscais quem os  fiscaliza?

O Executivo paga por irregularidades dolosas, o que é lógico, às  irregularidades culposas e erros comuns, do Presidente e seus auxiliares, no entanto os outros poderes são fiscalizados por quem? Vamos citar dois exemplos recentes: Rodrigo Maia e Alcolumbre prejudicaram as pautas do executivo por dois anos, até o orçamento, que é a base que norteia os gastos do governo, está sendo votado com três meses de atraso. Alguém vai pagar por isto? O STF, com o resultado dos casos Lula, Moro, Procuradores podem ter dado prejuízos incomensuráveis ao país, pelo menos político. Alguém vai pagar por isto? Achamos o sistema de pesos e contra pesos desfavoráveis ao palácio do planalto.

Presidente Bolsonaro, já dissemos através de textos que publicamos na imprensa, que votamos no senhor por falta de opção pois, achávamos que não governaria; chegamos até a acreditar, mas sem apoio, praticamente sozinho, a escalada é utópica, portanto esteja firme, busque fazer o melhor e deixa as urnas julgarem-no e também o sistema corrupto e desigual.

O mundo voltou-se para o lado fácil - a maldade. Está nítido que os valores mudaram do seu “status quo ante” (lugar onde se encontrava antes). Deus, pátria e família não agrega mais no mundo inteiro. A prevalência hoje é Poder, dinheiro e facilidades, o resto a terra cobre e a história registra de acordo com a tendência ou da compreensão do historiador. Com a crença exaurindo cada vez mais, a maioria sente liberto e justificado para a insubmissão.

E a propósito, o Prefeito Verdi defendeu a saúde e a economia de Varginha, fez o que deveria um corajoso líder, lamentavelmente, estamos à mercê de uma decisão judicial, que parece encomendada devido ao manifesto à favor do Estado, sem outras considerações fundamentadas e convincentes.

Governador Zema, está mais do que provado, o confinamento é maléfico, temos que cuidar das medidas de proteções e distanciamentos. Lamentamos que a população seja indisciplinada e não coopera mas, arrebentar com a economia criará uma crise insustentável, que junto com a pandemia potencializará os efeitos nefastos de difícil reversão. Suas Superintendências Regionais não relatam as variáveis em cada região de Minas, ou estão em lockdown com salário no bolso como a maioria pública?

É Contraproducente para o Brasil começar fazer política suja antes das eleições – e falta tanto tempo, por que não resolver primeiro a pandemia junto com a economia?

Luiz Fernando Alfredo


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