Atlético: Cuca diz não se apegar a volantes marcadores e centroavantes



 O técnico Cuca foi apresentado no Atlético na última terça-feira (16). Entre outros temas, o treinador disse não se apegar a volantes essencialmente marcadores e à figura do centroavante mais fixo. Em 2013, quando teve muito sucesso pelo clube mineiro, essas funções eram representadas por Pierre e Jô, respectivamente.

“Eu não vejo que tenha que ter um centroavante estilo Jô ou volante do estilo do Pierre. Você pode ter jogadores diferentes, que tenham boa marcação e saída para o jogo boa também. Se você não tiver a referência dessa primeira bola - e em alguns jogos ela é importante -, você tem outras situações, como tem o Vargas, o Tardelli, o Sasha. Você perde alguma coisa em algum sentido e ganha em outras situações, que são os jogadores versáteis, que têm movimentação, que saem da posição de centroavante para abrir espaço para fazerem diagonais. Tudo isso tem que ser pesado. Não diria hoje que a gente precise desses jogadores. Vamos sentir nos treinamentos e nos jogos a necessidade ou não desse tipo de jogador”, avaliou Cuca.

Na temporada 2020, a equipe de Sampaoli não contava com essas figuras. Allan e Jair foram as opções mais constantes na função de primeiro volante e, ainda que o atleta ex-Fluminense tivesse mais características de marcação e agressividade nos duelos defensivos, participava ativamente da construção ofensiva.

Já na referência do ataque, o argentino sequer contou com a clássica figura do centroavante - um jogador alto, forte fisicamente e de menor movimentação. Vargas, Sasha e Tardelli foram utilizados como 'falsos noves' - jogadores que abriam espaços para outros companheiros infiltrarem e buscavam o jogo mais distantes da área adversária.

Ainda em análise do elenco do Atlético, Cuca revelou que trabalhará com um grupo mais enxuto, com um número distante dos 45 jogadores que hoje estão à disposição no profissional.
“Da última vez, a gente aproveitou bem a base. Foram importantes jogadores. Hoje, o Atlético tem 45 jogadores. É impossível trabalhar com 45 atletas. Você não vai ter o trabalho bem desenvolvido, não vai contentar a todos os jogadores, e o trabalho não vai ser de excelência. Tem que diminuir esse número de jogadores. Alguns tem que ser emprestados. As vezes eles pegam corpo, pegam know how, para voltarem ou serem vendidos. Já fiz isso em diversos clubes. Não há outra saída além de baixar o número de jogadores. Se tiver meninos despontando, automaticamente eles vão ser escalados. Eu tenho acompanhado o Campeonato Mineiro. A gente vai utilizando todos conforme a necessidade”, pontuou.

Cuca também ressaltou a qualidade do elenco atleticano. Ele reafirmou um 'compromisso pessoal' de escalar a equipe titular estritamente pela avaliação dos treinos e jogos.

“É um grande elenco. Um elenco recheado de grandes jogadores. Lógico que tendo esse grande elenco, você precisa saber distribuir as peças, encaixar o sistema de jogo, dinâmicas, movimentações. Cada treinador tem o seu. Pretendo, num curto tempo, definir o time titular, quem luta com quem e pelo quê, porque o jogador precisa disso; e com o tempo, eles serem os próprios fiscais. Eu me comprometo a pôr em campo aqueles que desempenham melhor nos treinamentos e nos jogos”, completou.

Super Esportes

Enviar um comentário

0 Comentários