Aumento da taxa Selic para 2,75% preocupa setor produtivo



A FIEMG recebe com grande preocupação a decisão do COPOM de aumento da taxa Selic para 2,75% ao ano, neste momento de agravamento da pandemia de Covid-19 e de escalada das incertezas econômicas.

Reconhecemos que a decisão do COPOM é orientada pelo controle da inflação. Contudo, a economia brasileira ainda convive com elevado grau de ociosidade, sobretudo no setor de serviços, e com tendência de piora do mercado de trabalho.

 O processo de recuperação da economia ainda é parcial e desigual entre os setores, com viés de desaceleração. Enquanto a indústria apresenta sinais de recuperação, o setor de serviços é impactado negativamente pelas medidas de distanciamento social para a contenção da pandemia, com seu crescimento condicionado ao avanço da vacinação e ao arrefecimento no número de casos.

A taxa de desemprego ainda se encontra em nível historicamente elevado no Brasil, totalizando 14,2 milhões de pessoas desocupadas. A recuperação incompleta também está evidenciada na queda da confiança dos empresários, reflexo da incerteza com relação à economia nos próximos meses.

Quanto aos riscos inflacionários, é consensual que a trajetória levemente ascendente do IPCA, em relação à meta de inflação para 2021, tem caráter transitório. O avanço da inflação está fundamentado na escalada de preços dos alimentos e na desvalorização do real perante o dólar.

Nesse cenário, é evidente que a retirada do estímulo monetário, via aumento da taxa de juros, é mais um componente a prejudicar o frágil processo de recuperação da economia brasileira.

Fonte: Fiemg

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