Coffee Coin é a moeda do futuro na Minasul

 


Pensando na digitalização de novos processos, a Minasul sai na frente e cria o Coffee Coin, uma moeda digital que permite a troca de café em produtos. Desenvolvido em 2019, o Coffee Coin entrou na primeira fase de operação em agosto de 2020 como “barter” digital. A segunda fase está prevista para o segundo semestre de 2021quando haverá a conversão para criptmoeda.

 Segundo o diretor de Novos Negócios da Cooperativa, Luiz Henrique Albinati, há muitas vantagens no uso da moeda digital.

 “Por enquanto, esse processo é feito internamente, apenas entre cooperativa e cooperado. Essa primeira fase que estamos vivenciando é como um barter. Troca-se café por produtos, desde chapéus a tratores, por exemplo”. Monetariamente falando, um quilo de café verde equivale a um coffee coin, diretamente ligado a Bolsa de Valores de NY.

Por conta disso, todas as transações financeiras e de estoque são feitas dentro do ERP (sistema de gestão) junto com a Microsoft e a equipe da Inove. Já na fase dois é quando se inicia a definição dos lotes de café que serão convertidos em coffee coin, tecnologia usada de blockchain (cartório virtual), a mesma utilizada para bitcoin.

 De acordo com Albinati, a ideia é que a criptomoeda já esteja no mercado nesta segunda fase.

“A fase dois é talvez a maior ‘disruptura’ no mercado de café. Não existe no mundo proposta igual a nossa para a fase dois, onde nós colocaremos no mercado uma moeda digital (criptmoeda), mas não é uma critpomoeda comum, como o bitcoin. Ela é semelhante ao bitcoin, porém tem uma diferença que ela seria lastreada em café. É uma moeda digital lastreada num ativo real, o café. O bitcoin foi criado a partir de uma equação matemática que roda na internet. O coffee coin parte de um lastro real de café que vai ficar sob a guarda da Minasul. Esse é o projeto”, completa.

E a partir daí, o Coffee Coin vira um token e estará disponível ao mercado, não se restringindo mais à Cooperativa, como acontecia na fase um do projeto. Na segunda fase passa a ser uma moeda que pode ser comercializada no mercado de criptmoedas.

Esse é o futuro das transações bancárias. Os produtos serão tokenizados (ou seja, transformados em moedas). Em breve, essa e outras terminologias serão inseridas ao nosso vocabulário.

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