Coluna Agenda 21 - 12/03/2021

 

NOVA CULTURA URBANA!

Nosso país está inserido num cenário trágico de crise humanitária, impactado pela pandemia Covid 19, que demanda por profundas mudanças que promovam a elaboração de um planejamento econômico-social juntamente com qualidade da gestão, requerendo uma sociedade mais ética, justa e atuante que ocupe espaço estratégico no debate do futuro que desejamos para nós como povo.
Este é um momento propício para que, em conjunto, possamos pensar numa nova cultura urbana aonde o cidadão, como ponto central,, seja respeitado em suas percepções,  almejando uma qualidade de vida coerente através da elaboração de políticas públicas transparentes exequíveis em conjunto com o poder público  em prol da cidade , com a finalidade de melhorar sua realidade,  definindo os rumos e os gargalhos para o desenvolvimento socioeconômico,  com maior segurança na saúde, na educação e infraestrutura. No nosso dia a dia, conforme nossa realidade, há boas atitudes que podemos adotar que se traduzem em “fazer a nossa parte” pelo bem comum, que merecem uma atenção especial, visando acima de tudo respeito às nossas vidas. Por exemplo, atualmente ocorre um aumento expressivo do uso de plásticos, com destaque para as sacolas de supermercado e canudos, cujo destino mais comum é o descarte do lixo doméstico. Será que temos ciência desta quantidade acumulada diariamente em nossa cidade? Não seria um momento ímpar pensar em evitar de usar este material ou usando-o em menor quantidade, substituindo-o por papel, sacolas   de reuso ou buscar meios para sua reciclagem?
Podemos seguir o mesmo raciocínio para os vasilhames feitos de isopor, como as embalagens de marmitex e de sanduiches, garrafas pets.
Destaco também os materiais oriundos dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) utilizados pelos funcionários da saúde que deverão ter uma atenção especial no seu destino ambientalmente correto, pois não podem fazer parte dos materiais recicláveis. Infelizmente a dificuldade em gerir o lixo e ampliar sua reciclagem tem demonstrado como estamos atrasados na resolução destes problemas que deveriam ter sido encarados antes de uma emergência como a da pandemia.
Primordial uma mudança no perfil do consumo doméstico devido o aumento do volume de lixo, ocasionado pelas medidas de isolamento social e que afetou enormemente o ciclo da reciclagem.
Todo este impacto ambiental pode ser reduzido ou até eliminado através da redução do consumo urbano mediante programas de informação e educação ambiental direcionados à população, incentivando uma postura de consumo consciente ao comprar somente o necessário, informando a correta separação e destinação do lixo, atentando para sua reutilização e reciclagem, quando possível.  
Será que é difícil adquirirmos esta nova cultura urbana, contribuindo para o futuro do nosso planeta e da nossa cidade? Fato é que toda mudança acontece a partir da reflexão e só podemos refletir se temos acesso à informação para adquirirmos o conhecimento necessário para reavaliarmos nossa postura cidadã. Portanto, façamos a nossa parte! 
                                                                                     “Pensar globalmente, agir localmente!”

Engº Alencar de Souza Filgueiras 
Presidente do Fórum Agenda 21 Local 
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG  
Contato: agenda21localvarginha@gmail.com

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