Coluna Fatos & Versões 03/03/2021

 

Os insatisfeitos

Depois da Coluna divulgar, na semana passada, sobre a polêmica envolvendo a não realização da eleição do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Varginha – Sindserva, alguns insatisfeitos promoveram enorme movimentação nas redes sociais. As manifestações majoritárias de apoio e perplexidade com as informações da coluna, bem como, ataques e retórica ao Jornal Gazeta e este jornalista estiveram presentes em diversas redes de servidores públicos, que são justamente o centro de toda a celeuma. A direção do Sindserva deseja realizar as eleições, ato maior e principal da democracia. Para isso tem a seu favor a lei e as regras internas da instituição, além de contar com o apoio de duas das três chapas que concorrem ao Sindserva e não tem receio do julgamento final dos servidores. Naturalmente, que todos os servidores desejam ver este episódio findar e eleger a nova diretoria do Sindicato, bem como o próprio Governo municipal, que embora não tenha envolvimento direto, sabe que o tumulto interno prejudica o Servidor e a Administração. As regras legais para a realização da eleição no Sindserva foram, inicialmente, aprovadas por todos os concorrentes, sendo que, apenas uma chapa, mudou de ideia após decorrer do prazo! Porque isso ocorreu? Esta mesma chapa, da torcida do quanto pior melhor, foi a responsável por toda mudança que quase levou o servidor municipal a perder o plano de saúde da Unimed e o atendimento dos Servidores no Hospital Regional. Se tanto querem o poder no SindServa, porque a tal chapa tem medo da disputa com as duas demais concorrentes? Porque os ataques a direção do Sindicato, as demais chapas e, agora, os ataques a Coluna? Existe ai o medo do voto democrático do Servidor? Existe ai a certeza de que sem proposta nenhuma chapa convence? Quem tem medo da Democracia prega o pânico e o ataque. Quem tem proposta de trabalho quer é a opinião e participação do Servidor Público por meio de eleições diretas, sejam virtuais ou não! Afinal, todos os servidores que repudiam a mentira farão valer sua vontade por meio da manifestação democrática do voto, seja ele virtual ou presencial, em 2020 ou 2021. De resto, a História e escrita por aqueles que vencem, realizam e não tem medo de expor suas ideias e propostas para analise pública, neste caso, aos milhares de servidores do município.


Dengue

Depois que o noticiário foi tomado pela pandemia do Covid-19 que tem causado prejuízos a saúde pública e a economia em todo mundo, não vemos mais os registros de mortes causadas por outros males como a Dengue, Câncer, violência etc. Será que acabaram? Gestores de saúde e até mesmo autoridades da Segurança Pública se vangloriam com números enganosos, dando a entender que reduziram mortes etc. Pura falácia, já que tais problemas existem e continuam a perturbar a sociedade. Quais são os números reais?


Coleta Seletiva e conscientização da população

O vereador Rodrigo Naves defendeu a instalação de lixeiras em locais públicos para a coleta seletiva em Varginha. A ideia não é nova, embora a medida de nada adiantaria sem uma campanha de conscientização. A população de Varginha certamente não tem noção de sua responsabilidade individual na eficiência da gestão da cidade. Daqueles que jogam lixo na rua aos que perambulam pela cidade sem máscara em plena pandemia, passando por aqueles que furam o sinal vermelho, não pagam seus impostos ou recebem auxílio emergencial irregularmente e a totalidade da cidade que cobra muito e pouco ajuda, todos precisam se conscientizar de suas responsabilidades! E como fazer isso? Campanhas educativas e de conscientização constantes e permanentes! Afinal, todos querem mudança, mas ninguém quer mudar! Informação e conscientização devem estar nas rádios, jornais, redes sociais, outdoor etc. Todos precisam dar sua cota de contribuição, fiscalização e tempo para construir uma cidade melhor. Aliás, a Gazeta faz isso na medida em que participa de campanhas educacionais pagas e gratuitas em favor da Cultura, da coleta seletiva do lixo, contra a pandemia etc. Ainda assim há quem tente desvirtuar o processo de dar informação e participação ao povo. O vereador Rodrigo Naves, um educador e democrata, precisa “ensinar o povo a caminhar, antes de querer ensinar a voar”. As poucas lixeiras que ainda restam no centro da cidade, que sobreviveram ao vandalismo da sociedade e não são utilizadas precisam de todos para ensinar ao povo seus compromissos! De nada adianta espalhar as necessárias lixeiras seletivas sem antes mostrar ao povo a necessidade de preservá-las e utilizá-las corretamente.


Anel rodoviário

Não é de hoje que empresários e políticos falam em Varginha da criação de um anel rodoviário na cidade. Um caminho para reduzir o trânsito de veículos pesados em avenidas urbanas e, sobretudo, trazer desenvolvimento e estrutura urbana para regiões como a avenida do Contorno, que tem desenvolvido vertiginosamente. A ideia inicial seria criar uma avenida que ligasse o Distrito Industrial Cláudio Galvão Nogueira (onde esta a Wallita) ao trevo de acesso ao Unis e ao aeroporto. Diversas empresas seriam beneficiadas, gerando emprego e renda. A reboque disso, haveria redução de fluxo na avenida do contorno, que se consolidaria como trecho urbano e não como rodovia de ligações entre municípios. Além disso, é também estudada a possibilidade de uma ligação entre a avenida Celina Ottoni e a estrada rural que vai para Carmo da Cachoeira, seguindo-se até a rodovia que vai para Três Pontas. Tudo isso sem passar pelo perímetro urbano da cidade. O sonho é grande, o gasto maior ainda, mas como a iniciativa privada pensa e executa projetos mais rápido que o Poder Público muitos “especuladores imobiliários” já trabalham hoje pensando nos lucros de amanha! Será?


Resíduo sólido: Um problema caro para Varginha

A coluna vive a denunciar o descaso com o resíduo sólido em Varginha, o popular lixo! Há diversas modalidades de lixos na cidade. Temos lixo urbano, rural, industrial, residencial, contaminante, hospitalar, esgoto, reciclável etc. Cada qual com sua regulamentação específica de descarte e recuperação. As autoridades fiscalizam o lixo descarte do lixo produzido por clínicas hospitalares, dentárias, veterinárias que é produzido em Varginha? E quanto ao lixo hospitalar produzido nos 4 hospitais da cidade? O lixo industrial e mesmo o esgoto residencial é bem tratado pela Copasa? Afinal a Copasa é quem também gerencia o aterro sanitário de Varginha, bem como o tratamento de esgoto! E quanto ao antigo lixão, ainda há descarte de lixo naquele local? Quem fiscaliza? Quando será concluída a recuperação da área do antigo lixão? Quanto se gasta com a coleta seletiva e o valor arrecadado pela cooperativa de catadores, como é distribuído? A Copasa ampara alguns destes trabalhos? Quanto o município gasta com o aterro sanitário? Porque os valores pagos pela tonelada de lixo armazenado no aterro da Copasa é maior que outras cidades semelhantes a Varginha? Porque a fiscalização de órgãos como Ministério Público, Codema, Ibama etc nos parece tão distante e inexistentes?


O reajuste desejado, que não virá!

Um assunto que virou tabu no Legislativo de Varginha é o aumento de salários, seja para o Legislativo ou para o Executivo. É bem verdade o valor pago aos vereadores é muito em contrapartida ao que fazem e tendo em vista que não precisam ter exclusividade para a missão de legislar e fiscalizar o Executivo municipal. Em outra ponta, também o salário do prefeito e do vice-prefeito também estão de bom tamanho tendo em vista a economia do país e a crise econômica que estamos passando com a pandemia. Não há aqui possibilidade moral nem necessidade emergencial de aumento de salários para vereadores, prefeito ou vice! Contudo, o baixo salário pago pelo município de Varginha aos secretários municipais é um entrave para a contratação de bons profissionais no mercado. Primeiro porque o secretário municipal é um “ordenador de despesa” e como tal está sujeito a diversas responsabilizações cíveis e criminais que podem destruir a vida e o patrimônio particular de qualquer secretário que não tenha total controle e domínio sobre a atuação de sua pasta, algo difícil tendo em vista o tamanho de algumas áreas como saúde, educação, obras etc. Segundo porque a dedicação do cargo de secretário precisa ser exclusiva, integral e por vezes, até mesmo o trabalho aos finais de semana e feriado estão “incluídos no pacote”. Também vale destacar que o mercado privado paga melhor que o Poder Público, para o caso de secretário do primeiro escalão de Varginha. Não é mistério que ocupantes do primeiro escalão em outros governos deixaram a Prefeitura de Varginha para trabalhar na iniciativa privada ou mesmo em outras prefeituras que pagavam mais que Varginha. Atualmente o município conta com “alternativas caseiras” utilizando muitas vezes a contração de servidores experientes das pastas ou mesmo servidores aposentados. Mas ainda assim, estamos na iminência de perdas no primeiro escalão ou mesmo “afrouxamento na dedicação integral” de alguns secretários tendo em vista a baixa remuneração.


O reajuste desejado, que não virá! – 02

O problema com o salário atual de secretário pago pela Prefeitura de Varginha é que, convencionou-se que, politicamente, que o valor do salário de secretário estaria ligado ao salário do vereador: igualando-se e reajustando-se no mesmo momento e na mesma medida, o que sabemos nunca foi uma lei aprovada na cidade! Mas assim acontece e se entende no Legislativo, e convencionou-se também no Executivo. Os atuais vereadores, embora não tenham vivido crises passadas quando aumentos impopulares causaram a derrota de muitos edis, sabem que não vivemos momento para aumentos de salários no serviço público. Ademais, se o Legislativo for demovido a desgastar-se para aumentar salário de secretário, porque não aproveitar o risco para aumentar o próprio salário? E vamos assim caminhando com as comparações que não existem: vereador “trabalha dois dias por semana” em jornada inferior a 8 horas, enquanto secretário precisa ter dedicação exclusiva e trabalhar cinco dias por semana, para ganhar salários semelhantes. O Executivo deseja o aumento para secretários e a “desvinculação política” das remunerações. Já o Legislativo, que é quem paga o pato da insatisfação política com a sociedade, sabe que o preço para aumentar seus próprios salários e o mesmo para o aumento dos secretários. E nenhum dos poderes, seja Legislativo ou Executivo têm coragem de escrever em lei o que pensam. Assim, vamos ai vivendo de “aposentados e biqueiros que atuam no primeiro escalão enquanto não surge algo melhor”.


Empodeirando o poderoso?

Não é mistério que o Soberbo Secretário é visto na administração municipal como um dos mais “poderosos” do Governo municipal, protagonizando brigas e desgastes que já teriam causado a demissão de qualquer outro mortal no governo. Talvez por isso, o Soberbo Secretário seja também um dos mais combatidos e tenha tantos desafetos dentro e fora do governo. Após a polêmica relatada pela coluna de que o Soberbo Secretário teria sido enquadrado pelo prefeito Vérdi Melo e estaria prestes a mudar de pasta para limitar seu poder e o estrago que vem causando a administração, o secretário problemático conseguiu uma nova forma de mostrar poder junto ao chefe do Executivo. O Soberbo acompanhou o chefe em visitas a empresários e gabinetes importantes na Capital Federal, registrando tudo nas redes sociais do próprio chefe. Aliás, fez questão de dar depoimentos e mostrar pró-atividade na viagem. Mesmo ocupando cargo de destaque na administração municipal, o desgaste e burburinho interno de sua transferência para outra pasta fizeram o Soberbo secretário desesperar-se no desejo de mostrar que “ainda tem força”, mesmo que cada dia menor! O prefeito Vérdi Melo não fala nem se desgasta, não é mais necessário! Ele sabe que precisa “por freio” nos fatos ocorridos que circulam pelo governo e fora dele, sob pena de contaminar sua história política e até mesmo seu CPF. A mudança do Soberbo não é questão de se, mas questão de quando! Qual o melhor momento para dar uma mudança honrosa ao Soberbo? Ninguém além de Vérdi Melo sabe. Talvez a “demonstração de força do Soberbo seja a lambida final no doce, antes de ser privado do pirulito”. Será?


O que vem por ai?

As redes sociais de vereadores e outras lideranças políticas populares mostram que Varginha será alvo de diversos deputados estaduais e federais que vão aportar por aqui em busca de votos em 2022. Figuras completamente desconexas da realidade local e distantes das vozes e ouvidos da população de Varginha vão aparecer por aqui ancorados por lideranças políticas locais que ganharão alguns trocados ou receberam “algum troco em emendas parlamentares” para fazerem política no varejo da cidade. Será que vamos conseguir eleger representantes locais para falar por Varginha nas esferas estadual e federal? O eleitor deve ficar atento aos paraquedistas, serão muitos e estarão acompanhados dos mais “descabidos nativos para dar o ar de proximidade” com a cidade que mal conhecem! Abram o olho!


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