Coluna Fatos & Versões 19/03/2021

 

Caciques desorganizados e muitos índios endividados

O bate cabeça entre Governo de Minas e as centenas de prefeitos, por conta do fechamento das cidades está se tornando um caos em Minas e no Brasil. O Supremo Tribunal Federal deu autonomia aos prefeitos e governadores na esperança que estes tivessem competência para trabalharem de forma coordenada, mas não é isso que temos visto. Depois que o Governo de Minas decretou fechamento em todo o Estado, diversos prefeitos em Minas descumpriram a determinação de Zema. Do prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kallil ao prefeito de Varginha Verdi Melo, centenas de líderes municipais ignoraram as normativas estaduais e, atendendo cobranças paroquianas municipais abriram o comércio ou tomaram decisões menos restritivas que as determinadas pelo Governo de Minas. Não vou aqui entra r no mérito de quem esta correto nesta briga de “egos”, mesmo porque, cada qual tem suas razões para tomarem as suas atitudes. Porem, fica clara a falta de sintonia entre governos estadual e municipais, talvez falta de liderança e diálogo de ambos os lados. Além disso, o caso ilustra bem que o STF falhou ao dar “direitos e autonomia a todos sem também dar responsabilidades e sansão pela desordem”. Afinal, neste balaio de gatos de ordens e contra ordens, abre e fecha comércio etc, de quem é a culpa pela morte de pessoas, empresas e empregos? Neste caos onde temos muitos caciques que não se entendem, nós, índios, estamos sem poder trabalhar, endividados e muitos ainda de luto por parentes que faleceram sem atendimento nos hospitais.


Meu bônus e seu ônus

A coluna vive a questionar a “privatização” irregular pela qual passou o Estádio Municipal do Melão. O imóvel que custou milhões aos cofres públicos para sua construção e custa outros milhares de reais por mês para sua manutenção esta sob o comando do Boa Esporte Clube, que não vem conseguindo bom desempenho nos campeonatos que disputa. Ainda assim, a gorda verba pública que recebe do governo municipal não reduziu, pelo contrário, parece que os cartolas do Boa possuem “regalias que saltam os olhos”. Mesmo com as restrições impostas pela pandemia que limitou os jogos é comum vermos a realização de alguns jogos por Minas afora. E não é difícil vermos informaç&oti lde;es de que outros times vão jogar em Varginha, disputando outros campeonatos. Curioso é que, se algum time local, com atletas de Varginha, quiser utilizar o Melão isso não é possível. Mas quando algum time de fora, até de outros estados negocia com o Boa Esporte, é permitido o jogo e o estádio público municipal é utilizado. Será que é cobrado algum aluguel destes outros times que jogam no Melão? Quem cobra e recebe este aluguel? É legalmente possível sublocar um bem público que foi cedido gratuitamente ao Boa Esporte? Porque será que os cartolas do Boa Esporte ganham tanto “carinho” do governo enquanto os atletas locais não tem o mesmo tratamento?


CASSERV, SINDSERVA E SINPREV a disputa continua rendendo

As três estruturas ligadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Varginha – SINDSERVA, foram assunto para um requerimento apresentado pelo vereador Marquinho da Cooperativa na Sessão Ordinária da Câmara de Varginha na semana passada. O vereador solicitou resposta sobre alguns questionamentos entre os quais quem é o presidente dessas instituições, qual a remuneração recebida pelo presidente, se há repasses financeiros do poder público municipal para essas entidades, entre outros. Uma enorme disputa envolvendo o comando do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais interrompeu a eleição na instituição, que deveria ter ocorrido em 2020, o que tem causado apreensão e ansiedade nos sindicalizados. “A situa&ccedi l;ão tem causado preocupação entre os servidores e aposentados ligados ao Sindicato, principalmente quanto à questão do plano de saúde disponibilizado aos sindicalizados”, explicou Marquinho. Ainda de acordo com o parlamentar, é dever dos vereadores fiscalizar, questionar e obter as respostas para que sejam repassadas a todos os interessados, notadamente os servidores públicos ativos e aposentados. Os vereadores terão agora as informações necessárias para também atuarem na busca de uma solução para disputa que envolve as instituições que representam os servidores públicos municipais. É claro que a disputa no Sindserva envolve muita vaidade e, sobretudo, recursos e “poder municipal”. Contudo, enquanto a disputa ficar dentro dos “muros da instituição” não haverá solução, pois a atual diretoria já esgotou as tratativas de busca de solução. Agora com a “ferida exposta para fora da instituição”, ficará claro as responsabilidades e irresponsabilidades de cada qual dos envolvidos. Fato é que, sem a atuação da atual diretoria do Sindserva, os servidores municipais estariam hoje desprovidos do plano de saúde. Certamente que muita “roupa suja” será lavada neste caso, vai faltar sabão e sobrar palavrões... A conferir!


Doar para não pagar

O vereador professor Rodrigo Naves apresentou em reunião na Câmara Municipal, uma indicação ao Executivo solicitando a possibilidade de se fazer um orçamento de concessão de isenção parcial do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aos proprietários de imóveis que sejam doadores de sangue e/ou medula óssea. Segundo o Vereador este benefício vai além de um incentivo financeiro, ele pode ser um importante instrumento para alavancar as campanhas de doação de sangue e de medula óssea. “Tendo em vista que o aumento de doadores é de extrema importância para manter os bancos de sangue abastecidos e que o cadastro de doador de medula óssea também precisa ser aumentado, essa isenção dos impostos pode ser um incentivo para que mais pessoas sejam doadoras", explicou. O vereador reforçou ainda que tal medida vai ao encontro de um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, da Organização das Nações Unidas – ONU, “SAÚDE E BEM ESTAR: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”. A proposta do vereador Rodrigo Naves é factível e pode ser importante para Varginha que possui diversas cirurgias eletivas represadas pela pandemia do Covid-19 e demanda muito sangue nas demais cirurgias em seus hospitais públicos e privados. Todavia, a demanda do vereador precisa ser complementada por outra ação, que seja a efetiva construção e operação permanente da unidade do Hemominas em Varginha. Afinal, de que adianta que tenhamos muitos doadores de sangue na cidade, se não temos estrutura para recolher e tratar este material? Alias, quando Varginha possuía seu Hemocentro recebendo doares e colhendo doações diariamente, tínhamos uma crescente no número de doadores. Todavia, com o forçoso fechamento do Hemocentro e a falta de investimentos por parte do Hemominas, não temos hoje em Varginha uma estrutura para colher sangue diariamente na cidade. Será que o Legislativo municipal vai contribuir para cobrar o Governo Zema das responsabilidades que possui junto ao Hemominas e a sociedade de Varginha e do Sul de Minas? E quanto ao terreno que o município de Varginha doou ao Hemominas para construção de sua sede e a obra ainda não foi concluída?


Indústria forte deve ser prioridade para o país

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: indústria brasileira na visão da população, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que nove em cada dez brasileiros concordam totalmente ou em parte que ter uma indústria forte deve ser prioridade para o país. E outro dado aponta a mesma conclusão: para 84% dos entrevistados, "ter uma indústria fraca é ruim para a população do país". Foram ouvidas 2002 pessoas, entre 5 e 8 de dezembro de 2020. "A população brasileira compreende como a indústria é essencial para todos. Sem indústria, não temos produtos básicos para garantirmos qualidade de vida para a sociedade. É t ambém a indústria que gera milhares de oportunidades no país e emprego de qualidade. Especialmente durante a pandemia, vimos como os produtos fabricados no Brasil são fundamentais para a manutenção e defesa da vida. Recebemos com alegria o resultado da pesquisa e seguimos firmes, junto da sociedade, na construção de um país próspero", afirma o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe. A percepção de 97% da população é que, para a economia do Brasil crescer, é necessário que a indústria também cresça e 94% concordam totalmente ou em parte que o Brasil precisa investir mais em sua indústria. Praticamente a totalidade dos brasileiros considera a indústria importante para o desenvolvimento econômico. Entre os entrevistados, 98% acr editam que a indústria é importante ou muito importante para a criação de empregos, 96% acreditam que a indústria é importante para o crescimento econômico, 95% para a melhoria do padrão de vida e 93% para a inovação. A indústria foi eleita pela população, em conjunto com a agropecuária, como os setores mais importantes para o crescimento econômico do Brasil. A indústria foi escolhida como o setor mais importante por 24% dos brasileiros, enquanto a agricultura foi mencionada por 22%. A CNI ressalta que o poder de alavancagem da indústria também é incomparável: cada R$ 1 produzido pelo setor resulta em um aumento de R$ 2,40 no PIB. Na agropecuária, o resultado é R$ 1,66. A indústria também paga os melhores salários. Trabalhadores industriais com ensino superior completo ganham 31,8% a mais do que a média na cional, contribuindo de forma expressiva para o aumento da renda per capita dos brasileiros.


Caged: Varginha gera 300 novos empregos em janeiro

 Assim como o Brasil, Varginha vem se recuperando dos empregos perdidos durante a pandemia provocada pelo Covid-19. E fechou janeiro de 2021 com saldo positivo de 300 vagas criadas com carteira assinada. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em janeiro 1.576 admissões contra 1.676 desligamentos, o que apontou o saldo positivo de empregos gerados. O setor de Serviços foi o grande responsável no primeiro mês do ano, com 271 postos de trabalho, seguido da Construção Civil, com 33 vagas, e a Indústria, com 16 vagas. O município vem se recuperando do impacto causado pelo vírus covid-19, desde abril do ano passado quando o Caged apontou que 1.319 pessoas perderam seus empregos. O saldo negativo continuou em maio com 468 demissões. Varginha co meçou a se recuperar em julho com saldo positivo de 231 vagas criadas. Os meses seguintes também foram positivos: 534 em agosto; 429 em setembro; 381 em outubro; 279 em novembro. Os números mostram uma clara recuperação da economia, contudo, é cedo para comemorar, pelo contrário. O governo municipal tem ouvido o setor produtivo, prova disso é a defesa da redução das medidas restritivas de funcionamento, com respeito ao distanciamento e regras de higiene e demais normas impostas. O governo Verdi Melo sabe da importância dos empreendedores, ainda mais depois da pandemia, que sabemos vai passar em algum momento.


SESI-MG oferece teste PCR para pessoas físicas

O SESI-MG tem uma novidade: a instituição, que saiu à frente ao oferecer o Teste Rápido para que a população pudesse detectar a Covid-19, mais uma vez, inova. Agora as pessoas físicas podem contar com o Teste PCR, que é considerado mais assertivo e completo, proporcionando segurança e, com isso, maior produtividade para seus negócios. Segundo o SESI há dois tipos de testes mais utilizados na detecção da COVID-19, seja na fase inicial, através do vírus ou na fase intermediaria e final, através dos anticorpos. Estes testes fazem parte de um protocolo pensado e oferecido pelo SESI-MG que é destinado às indústrias, proporcionando ao setor uma continuidade produtiva de forma segura para to dos. O SESI formulou um protocolo de ação para a pandemia que é composto por várias ações que têm o intuito de colaborar para o achatamento da curva de contágio, promovendo a prevenção, controle e mitigação dos riscos. Essas ações, em conjunto com as estabelecidas pelas Normas Reguladoras (NRs), visam a manutenção dos empregos e a retomada econômica do país de forma segura. A FIEMG já investiu mais de R$ 100 milhões em ações de combate ao novo coronavírus. O Teste PCR está disponível no SESI. Os interessados devem procurar a unidade do Sesi mais próxima. Em Varginha o Sesi possui uma grande estrutura de apoio a pessoas físicas e jurídicas, principalmente neste período de pandemia. Para mais informações, entre em contato: (31) 3263-4242 / csaude@fiemg.com.br  

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