Coluna Luiz Fernando Alfredo - 09/03/2021

 

Irracionalidades e Mentiras

O país precisa do consenso de todos os seguimentos políticos e da mídia com urgência, para o bem comum. Continuar com controvérsias desprovidas de lógicas, oposição sem fundamentos, acusações proferidas sem provas, terceirização de falhas pretéritas, impedirão o senso comum daí, continuaremos rumo ao caos por simples discórdias descabidas e irresponsáveis, em prejuízo das gerações mais novas, especialmente por causa da economia que está e ficará mais comprometida.
Irracionalidades:
“Lockdown”  – Provado a ineficácia do “fique em casa” por alguns países, afirmações de cientistas e associações de médicos. Será que não vale a pena raciocinarmos? Se dividirmos as pessoas por grau de riscos teremos idade avançada com comorbidades, pessoas de idade avançada sem comorbidades, idade abaixo de 60 anos com comorbidades, idades abaixo dos 60 sem comorbidades, jovens, adolescentes e crianças incluindo nestas divisões, os assintomáticos. Com estas divisões teremos os que deveriam trabalhar, os que saem de casa sem compromissos e os que ficariam em casa.
A classe dos que deveriam trabalhar, estão nos serviços essenciais, como hospitais, policlínicas, setores diversos da linha de frente da Saúde, Segurança pública, Supermercados, caminhoneiros, taxis, urbes, ônibus urbanos, interurbanos, vendedores ambulantes, “deliveries”, motoqueiros, indústrias, agronegócio, pessoal de outras áreas necessárias à sobrevivência, casos supervenientes, etc. Vamos imaginar que todas estas pessoas usariam seus equipamentos de segurança individuais corretamente (difícil) – neste grupo estariam em torno de 70 por cento dos trabalhadores.
Outras variáveis contrárias ao “lockdown” seriam os logradouros diversificados (muito próximos), prédios populosos, residências de pobres superlotadas, peculiaridades de regiões, encontros dos que saíram de casa com os que ficaram em casa, que logicamente não estariam dispensados do distanciamento, higiene, máscara, etc. – será que se paramentariam pelo menos? Não! Deve ser muito difícil, ficar em casa com estômago vazio. Considerando que há dificuldades extremas nos países menores, ricos, com população pequena, cultura milenar; imaginem então, estas nações continentais como Brasil?
Impossível, não há matemáticos capazes de solucionarem esta fórmula – sabemos que nós seres humanos, somos naturalmente egoístas, cada um acha que seus problemas são prioritários, não haveria controle nem juntando todos infectados num só lugar, se fosse possível.
Adianta culpar alguém? Não, talvez sejamos só vítimas do fatalismo, afinal não temos concretude deste vírus, senão confusão, desesperança e dívidas, Para sorte de todos a letalidade é baixa, se houve erros foram em função dos protocolos para cura não começando o tratamento   ou acompanhamento no início, diante do ineditismo do vírus e a rapidez na contaminação. Sentimos e respeitamos aqueles que perderam pessoas queridas – perdemos também, contudo é muito triste e irreparável.
Contamos com a vacina com urgência, estamos extenuados com o aperto financeiro, hospitalizações, tratamentos domiciliares e ansiedades quantos aos riscos, não importando o seu grau, contudo a disputa para aquisição do imunizante não é tão simples. Temos a burocracia, contratos leoninos com fornecedores internacionais, a principal lei da economia (oferta e procura) - o grande nicho pra exploração - tornando as cifras bilionárias, processos de habilitação junto a Anvisa, transportes e finalmente distribuição em duas doses com intervalos, sem contar imprevistos que acontecem numa transação global ondes todos querem a mesma coisa.
Mentiras:
Muitas outras doenças, em grande parte do Brasil, foram apropriadas na conta da covid 19, - hospitais de campanha fechados repentinamente, talvez até pelo alto custo da mão de obra e justiça seja feita, a falta dela também.
O STF está tentando minimizar sua culpa, por ter transferido a autoridade do Governo Federal no combate a pandemia para Estados e Municípios, e justifica hoje, que as funções do SUS são tripartites - na verdade são - tanto que o Governo Federal, mesmo tendo sido alijado do controle do processo, financiou todos os custos sem nenhuma parcimônia e ainda manteve a economia funcionando com o auxílio emergencial ao povo – houve politização. Parece que estão ávidos para ver a eficácia do artigo 142 da CF.  Jamais aconteceu na história do Brasil tantos recursos enviados pela União; vejam que os Estados e Municípios estão mais aliviados economicamente do que o Tesouro nacional. O lamentável é que muitos geriram mal ou desviaram para outras áreas dos seus Entes e agora querem jogar as suas incapacidades no colo do Governo Federal. A carta dos Governadores, com exceção do nosso Zema (homem honrado inteligente e estadista) e outros, não teve cabimento ao abordar a Instituição Presidência da república, de maneira tão acintosa. As verbas distribuídas foram criteriosas e proporcionais para todos os Entes Federados sem selecionamento partidário, o correto legalmente.
Verificamos o comportamento do orçamento municipal de Varginha até 2020, para tirarmos parâmetros, a fim de consolidar este texto. Vejam: Como Varginha nestes últimos 96 meses foi bem administrada, apesar da crise brasileira, e do confisco de arrecadação do ex governador Pimentel, juntando-se aos gastos da pandemia em 2020, o nosso orçamento Municipal comportou da seguinte maneira, incluindo-se IMPREV e a FHOMUV, por terem arrecadação própria.
Arrecadação prevista na LOA aprovada em 2019 para 2020, portanto antes da pandemia:   R$513.746.700,00 logo, despesas fixadas foram R$513.746,700,00.
Receitas arrecadadas em    2020         R$642.614.432,83 
Despesas empenhadas em   2020       R$549.264.606,88
Superávit                             2020        R$  93.349.825,95
Estes números oriundos do portal da transparência de uma cidade, como já adjetivamos, com bons gestores nos últimos oito anos, nos dá tranquilidade para supor com propriedade, que os demais Estados e Municípios receberam equitativamente e deveriam ter-se comportado assim.
Reiteramos que os outros incentivos repassados pelo Governo Federal como adiamento de dívidas públicas e fomento às Empresas privadas, auxílio emergencial nada tem a ver com os números acima, porém movimentaram o sistema de cada um dos Entes federados.
Achamos que tem muita gente extrapolando os limites da autoridade, da irresponsabilidade, das difamações, injúrias, calúnias, politicagem na hora errada, rotulando a sociedade como maniqueísta (dividindo bons e maus).


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