Coluna Luiz Fernando Alfredo - 11/03/2021

 

Surpresa, porém, esperada

Após uma soneca esta semana, dia 08 de março pp, sonhamos que estávamos num Brasil diferente e ficamos apavorados, por ver que quem mandava era o exército, sob o comando de Presidente Bolsonaro e as atrocidades da ditadura eram um desrespeito aos direitos humanos e uma estagnação da economia provocando uma inflação assustadora, fazendo com que os brasileiros começassem a evadir-se desesperados e famintos, do país, na surdina, com destino aos nossos países vizinhos.

Acordamos atordoados e constatamos que era meio sonho, meio pesadelo, ao assistir o plantão da Globo, com seus repórteres parecendo em êxtase total, noticiando a decisão monocrática do Ministro Edison Fachin, anulando os processos de Lula e tornando-o elegível, doravante ele seria apenas um  grande ex-ladrão, ex-amigo dos comunistas de Cuba, Venezuela, Bolívia, ex-investidor de obras em Cuba, empréstimos diversos a ditadores internacionais, ex-traidor da pátria, ex-canalha, ex-corrupto, eu acho até que ex-pingaiada.

A partir destas constatações verificamos que em nosso sonho/pesadelo, estávamos era na Venezuela, porque aqui quem manda é o STF - não os militares - estes comandam apenas como auxiliares do governo (na verdade com a cultura que eles têm e a disciplina, estão ajudando muito o Brasil) e Bolsonaro é apenas um sujeito simples e simplório que foge à liturgia do cargo, mas que já fez mais pelo Brasil em dois anos e dois meses, do que a trajetória petista em três mandatos em termos de qualidade e lisura.

Achamos que o nosso STF pode estar com síndrome da hermenêutica jurídica, cuja origem é do verbo “hermeneuein” e se relaciona com um mito onde o deus grego Hermes, filho de Zeus que morava no Olimpo, junto com outros deuses - um lugar muito diferente da terra, onde residiam os homens. Hermes era encarregado de levar mensagens para os habitantes da terra, e durante sua trajetória, Hermes após ter recebido as referidas mensagens, tinha a incumbência de interpretar e transmitir aos receptores, pois a linguagem dos deuses era ininteligível e daí estes homens não entenderiam o âmago das normas.

Poderíamos falar aqui em filigranas jurídicas do STF, mas o direito é uma ciência tão importante e bonita que o termo seria pejorativo, portanto desrespeitoso.

De uma coisa estamos certos: os Ministros do STF são políticos, alguns militantes e não escondem suas preferências, em função de atos de militância do passado.

Deveria haver algum meio de consertar esta situação que parece ter surpreendido a todos, porém já era esperada pois ficou nitidamente demonstrada mais uma vez que vivemos é uma democracia de fachada: Executivo encurralado e refém da maioria das Instituições Públicas, Segmentos econômicos (Especuladores), politicagens e torcedores da pandemia,  STF inconfiável, Congresso acovardado pelos possíveis ilícitos “sub judice”, Imprensa manipuladora e chantagista, alguns governantes tiranos e cidadãos intimidados.

Estão avacalhando com as atribuições da Instituições brasileiras há muito tempo! Cadê os pensadores, cientistas (da política e da medicina), economistas, sociólogos, operadores do direito brasileiros, pelo menos para clarear mais o que está escurecido pela guerra de narrativas.

E por outro lado, nossa opinião é que se concretizar os “benefícios” do ex ladrão, o STF, os candidatos de meia boca que temos, mais o Lula concorrendo, serão os maiores “cabos eleitorais de Bolsonaro”.  A não ser que nossos eleitores esqueçam o passado negro daqueles que enterraram o Brasil.


Luiz Fernando Alfredo

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