Com Lula no páreo, Bolsonaro quer fidelizar núcleo duro do Centrão para 2022

 


Desde que o ex-presidente Lula voltou ao tabuleiro eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem se movimentado para fidelizar o núcleo duro do Centrão ao seu projeto de reeleição em 2022. A indicação de um nome do PL para a secretaria de governo, nesta segunda-feira (29), faz parte dessa estratégia.

Entre os partidos importantes do chamado Centrão, estão PP, PL e PR.

Bolsonaro já tinha entregue o Ministério da Cidadania para o PR, mas o PL ainda cobrava espaço. O PL tem como principal cacique Valdemar da Costa Neto.

Antes de decidir pelo PL, houve uma movimentação para tentar emplacar um nome do MDB na articulação política do governo. Mas foi justamente o fator 2022 que barrou essa possibilidade: assessores lembraram a Bolsonaro que o MDB, em 2022, pode marchar com adversários do presidente, como o PSDB.

Por isso, foi descartado e a vaga acabou com a deputada federal Flavia Arruda (PL-DF).

O PP, comandado por Ciro Nogueira, já disse que apoiará Bolsonaro em 2022. Mesmo assim, Lula, que tem excelente interlocução com esses partidos, busca rachar o apoio de partidos do Centrão ao presidente antes do pleito do ano que vem.

Apesar das trocas ministeriais, líderes do Centrão afirmam ao blog que o apoio para 2022 não é automático. Mas comemoram a entrega de cargos. E avaliam que a negociação para a próxima eleição vai incluir outros pleitos, tanto ao presidente Bolsonaro quanto ao ex-presidente Lula.

G1 Política


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