COVID-19: Quase 100 prefeitos de Minas entram na corrida pela Sputnik V

 


Com a incerteza quanto à gestão do Ministério da Saúde para fazer chegar a vacinação o mais rapidamente possível aos braços da população – ao mesmo tempo que desesperados face ao colapso do sistema de saúde e o aumento exponencial das mortes diárias – foi dada a largada também entre prefeitos mineiros e de todo o país na corrida pela Sputnik V, a vacina russa. Resultados preliminares publicados na revista científica “The Lancet”, uma das mais respeitadas do mundo, indicam 91,6% de eficácia contra casos leves da COVID-19, alcançando 100% de eficácia contra casos moderados e graves.

De cidades populosas como Belo Horizonte e Betim, na Grande BH, a consórcios de pequenos municípios ou cidades isoladas de menor porte, quase 100 gestores municipais já fizeram consultas e manifestaram interesse junto ao Consulado Honorário da Federação da Rússia em Belo Horizonte. A vacina, que na América Latina vem sendo usada desde janeiro na Argentina, Paraguai, Colômbia, Bolívia, México e Venezuela, terá custo máximo de US$ 10 a dose para entes governamentais.

“O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) tem por premissa um preço melhor para organismos governamentais, que vão abastecer os sistemas de saúde, do que para entes privados”, explica Carolina Bernardes, cônsul honorária da Rússia em Minas Gerais. A projeção inicial do RDIF era viabilizar a entrega entre 30 a 60 dias. Mas, em decorrência da alta demanda global, os prazos já não são os mesmos. “Trabalhamos com a possibilidade de que parte das aquisições sejam entregues nesse primeiro semestre”, afirma Carolina Bernardes, cônsul honorária da Rússia em Minas Gerais.

A Prefeitura de Belo Horizonte já formalizou na segunda-feira passada o interesse na compra de 4 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, assinando o termo de confidencialidade que marca o início das tratativas. O consulado trabalha para que pelo menos 40% dessas doses cheguem no primeiro semestre; e o restante, por volta de setembro. Na PBH, o entendimento é de que com a resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em edição extra do Diário Oficial da União de 11 de março, a Sputnik V, –  que tem estudos clínicos de fase 3 (última) já concluídos e foi aprovada pelo Federal Service for Surveillance in Healthcare, órgão sanitário regulador da Rússia –, terá o uso liberado sob responsabilidade do município que as importou.

Enviar um comentário

0 Comentários