Cruzeiro perde em casa e Caldense quebra tabu de 26 anos no Mineirão

 


O Cruzeiro não sabia o que era perder para a Caldense há 26 anos jogando como mandante. Aconteceu na noite desta quarta-feira (3), no Mineirão. Exatamente o mesmo placar de 1995, quando o feito foi registrado pela última vez. A Veterana veio a Belo Horizonte e superou a Raposa por 1 a 0, com um gol marcado por Amarildo ainda aos nove minutos do primeiro tempo, conquistando a primeira vitória no Estadual. Esse foi ainda o sétimo triunfo da Caldense em toda a história do duelo com a Raposa. 

A Raposa, por sua vez, segue sem vencer no Campeonato Mineiro. Empatou com o Uberlândia e agora perdeu para a Caldense. O torcedor compreende que o time celeste está em construção, mas já se esperava uma atuação mais inspiradora após a proposta apresentada no último sábado, no Parque do Sabiá. 

O jogo 

Jogando em casa, o Cruzeiro não poderia deixar de ser o responsável por tomar o controle da partida, especialmente buscando a construção de jogadas e a posse de bola. Porém, o modelo tático desenhado por Felipe Conceição voltou a ser desmantelado com um gol do adversário no início da partida. 

Contra o Uberlândia, no último sábado, o gol do time do Triângulo Mineiro veio aos 25 minutos. Já diante da Caldense, as redes de Fábio foram vazadas ainda mais cedo, logo aos nove minutos. Uma falta em Marcinho, cometida por Rafael Tonini, não foi marcada no meio. Veio então um passe em profundidade açucarado de Bruno Oliveira que encontrou Amarildo passando por entre os zagueiros celestes e pegando a marcação desprevenida. O jovem atacante da Veterana deixou Ramon na saudade e fuzilou paa o gol. 

O que se viu no primeiro tempo foi um time celeste bastante apático, enquanto a Caldense, com um jogo simples e eficiente, ainda chegou com mais perigo, inclusive metendo uma bola na trave com Bruno Oliveira. A melhor jogada celeste foi com o Wiliam Pottker, que se aproveitou de uma falha de Morais e chutou para a intervenção de João Paulo duas vezes. 

Faltou ao Cruzeiro muita inspiração na primeira etapa. A ideia era atuar com as linhas altas, mas a execução não foi eficaz. Inclusive no gol sofrido, já que Marcinho, mesmo tendo sofrido a falta, acabou desarmado. Sem conseguir infiltrar por dentro, o que se viu foi um buraco criativo, com Marcinho e Matheus Barbosa bastante deslocados e poucas ações pelas laterais, já que a Caldense se fechava com cinco homens.

Conceição já mexeu no intervalo, propondo as entadas de Adriano e Claudinho, sacando Neris e Marcinho, respectivamente. O Cruzeiro, entretanto, continuou carecendo de inspiração. Sóbis era o principal articulador de um time, com muito espaço entre ele, Pottker, Airton e Thiago, que entraram na etapa final. Aos 45 minutos do segundo tempo, Thiago penetrou na grande área e cruzou rasteiro para o que seria a conclusão de AIrton, mas o zagueiro Verrone chegou primeiro. Contra o Uberlândia, o Cruzeiro conseguiu o empate nos acréscimos. Mas, desta vez, o resultado não veio em BH., mesmo com o jogo indo até os 55 (isso mesmo) da etapa final. 

Super F.C

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