Na corrida por oxigênio, prefeituras de Minas Gerais fazem apelo por isolamento

 


A falta de oxigênio medicinal e de cilindros que armazenam o gás preocupa em Minas Gerais, assim como em todo o país, diante do aumento das internações hospitalares provocadas pelo avanço da COVID-19. O desabastecimento do insumo levou autoridades das prefeituras de Mariana, na Região Central de Minas, e Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a lançar apelo nas redes sociais à população. Enquanto isso, empresas fabricantes e distribuidoras de cilindros de oxigênio correm contra o tempo para evitar mortes por asfixia, drama vivido em Manaus (AM) no começo do ano.

Na segunda-feira, representantes da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Saúde se reuniram com executivos da empresa White Martins, uma das principais produtoras de oxigênio medicinal do país, para avaliar as dificuldades relativas ao abastecimento do insumo em todo o país no momento de agravamento da pandemia. A companhia informou que vem registrando aumento exponencial no consumo do produto, mediante demanda que cresceu 300% em algumas regiões.

O general Ridauto Fernandes, diretor de logística do Ministério da Saúde, explicou que estão em curso tratativas para aumentar a produção de cilindros e para instalar concentradores de oxigênio em diversos locais. Segundo ele, o monitoramento feito pela pasta indica situação mais preocupante em seis estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte. No Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a condição é classificada como estado de atenção.

Em Mariana, o secretário de Saúde, Danilo Brito, fez apelo para que a população fique em casa. Em vídeo publicado no último sábado, ele conta que foi preciso fazer compra urgente de oxigênio medicinal para atender pacientes da unidade de pronto-atendimento (UPA). De acordo com o secretário, são utilizados 25 cilindros de oxigênio medicinal por dia e a aquisição é feita diariamente.

Devido ao aumento na demanda de leitos, com pacientes que precisam de oxigenação, houve a urgência em contrato adicional do gás. “Nossas unidades de saúde estão utilizando de 25 a 28 cilindros grandes por dia. Tem paciente que chega a utilizar até 15 litros por minutos. Chegamos a monitorar 4 pacientes intubados. Atualmente, temos em estoque de 57 cilindros de oxigênio”, informou a prefeitura.

Fonte: Estado de Minas

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