Pelo menos 16 cidades mineiras preveem falta de oxigênio, aponta entidade

 


Um levantamento feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) indica que pelo menos 76 cidades brasileiras podem sofrer nos próximos dias com a falta de oxigênio para tratar pacientes com Covid-19. Dessas, 16 estão localizadas em Minas Gerais.

Conforme reportagem do portal G1, a entidade enviou questionários a cerca de 2,5 mil das 5.570 prefeituras do país Destas, 574 responderam entre essa quinta (18) e sexta-feira (19).

 

Confira a respostas das prefeituras de Minas que preveem a escassez do insumo:

Toledo (Sul de Minas): Devido à falta de leitos tanto de UTI como leitos clínicos em nossa região, a maioria dos pacientes estão ficando sob monitoramento domiciliar fazendo uso de O2. É fato que toda nossa região se encontra nessa situação, e se continuar dessa maneira, a partir do mês que vem, começaremos a sentir na pele, a falta de oxigênio e insumos;

Francisco Sá (Norte): Já há desabastecimento em razão da falta de disponibilidade de produto para entrega, por parte do fornecedor atual do município, sendo necessário buscar outros fornecedores, que não possuem estoques para entregas que supram a demanda. Ou seja, o município tem adquirido pequenas quantidades de oxigênio de empresas diversas, que suprem demandas temporárias. Há enorme dificuldade para encontrar o produto disponível no mercado;

Fronteira (Triângulo): Há risco desde que haja um aumento desproporcional da demanda;

Ipanema (Zona da Mata): Em virtude do nosso município apresentar um aumento significativo dos casos de Covid-19, infelizmente nossos sistema de saúde poderá sim sofrer um desabastecimento de oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde. Isto poderá ocorrer no prazo curto de 3 a 4 meses, se a situação do nosso país não apresentar controle da Covid-19;

Iraí de Minas (Triângulo): Passamos por um momento de extrema dificuldade em conseguir cilindros de O2. Conseguimos alguns que, agora por enquanto está suprindo a necessidade e demanda do nosso município;

Turvolândia (Sul): Possuímos alta demanda de oxigênio e em nosso município somente contamos com 4 cilindros para abastecimento. Além disso, abastecemos nossos cilindros em Pouso Alegre, cerca de 2 ou 3 vezes por semana. Caso haja falta em Pouso Alegre, consequentemente faltará para nós. Não sabemos especificamente o prazo em que isso pode acontecer, pelo fato de dependermos exclusivamente de Pouso Alegre;

Delfim Moreira (Sul): Já estamos com falta de oxigênio na UBS. Estamos emprestando da cidade vizinha de Marmelópolis;

Jequitaí (Norte): Prevê escassez em 30 dias;

Piranguinho (Sul): No momento, encontramos dificuldades (aumentou o tempo de espera) para recarregar os cilindros de oxigênio devido à grande demanda do mercado;

Ituiutaba (Triângulo): Referente à previsão de desbastecimento de oxigênio, informamos que já está ocorrendo o desabestecimento do insumo em nossas unidades hospitalares, e para resolver tal problema, estamos providenciando contrato emergencial com as fornecedoras do insumo para instalação de um tanque com 5.000m³, porém, tal contratação ainda não foi finalizada por falta de recursos;

Grão Mogol (Norte): O município, assim como todos os outros da Macronorte, têm encontrado dificuldade para aquisição do oxigênio;

Bonfim (Central): Prevê escassez em dois meses;

Congonhal (Sul): Prevê escassez em aproximadamente 15 dias;

Santa Rosa da Serra (Alto Paranaíba): Temos poucas balas de oxigênio, o reabastecimento tem se tornado difícil devido à demanda. Temos oxigênio para 15 dias;

Bonito de Minas (Norte): Estamos preocupados com o desabastecimento e abastecimento do oxigenio, uma vez que a empresa fornecedora nao tem como nos abastercer;

Cordislândia (Sul): Prevê escassez em 30 dias.

 

Ajuda

A Associação Mineira de Municípios (AMM) encaminhou ofício nessa quinta-feira (18) ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco; ao líder da bancada mineira na Câmara, deputado Diego Andrade; e ao presidente da Confederação Nacional de Municípios, Glademir Aroldi, contextualizando a crítica situação e solicitando que intercedam no Ministério da Saúde para que seja priorizada a liberação de recursos de emendas parlamentares destinados aos fundos municipais de saúde.

Já nessa sexta-feira (19), a AMM enviou ofícios ao presidente da República e ao Ministério da Saúde, ratificando o estado de extrema emergência e pedindo soluções imediatas para suprir essas carências, reforçando a aquisição de insumos e medicamentos e o envio aos municípios.

"É inaceitável assistirmos brasileiros e brasileiras em total desespero e morrendo por afogamento no seco ou que, conscientes, fiquem em deplorável situação de intubação em, muitas vezes, interminável permanência hospitalar", informou a entidade.

Fonte: O tempo

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