Pouso Alegre tem mais de 4 mil famílias na extrema pobreza, 600 a mais que em 2020

 


Famílias sobrevivem com menos de 90 reais mensais por pessoa. Elas estão inseridas no Cadastro Único para serem amparadas por programas sociais como o Bolsa Família.

A pandemia do novo coronavírus impacta a saúde enormemente, mas também reverbera de forma cruel na vida da população mais pobre. No último ano, o número de famílias na faixa da extrema pobreza teve aumento de 18,1% em Pouso Alegre. Em 2020, eram 3.438 nesta condição. Hoje, são 4.062.

São enquadradas na faixa de extrema pobreza famílias que têm renda per-capta inferior a 90 reais. Para se ter uma ideia, é como se uma família com quatro pessoas tivesse disponível menos de 360 reais para todas as despesas de um mês inteiro.

Como o R24 mostrou no início do mês, o custo da cesta básica de alimentos em Pouso Alegre é de R$ 505 por pessoa. Ou seja, uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 2.020 para se alimentar dignamente ao longo de um mês. Mas, no caso daquelas que estão na faixa da extrema pobreza, na melhor das hipóteses, a renda corresponde a menos de 1/5 desse valor.

As mais de 4 mil famílias na condição de extrema pobreza podem ser conhecidas porque estão listadas no Cadastro Único do Ministério da Cidadania, que, em Pouso Alegre, é gerido pela Secretaria de Políticas Sociais. Isso significa que o número pode ser ainda maior se levado em conta aquelas famílias que não procuram apoio dos órgãos públicos. Não há, no entanto, qualquer estimativa a este respeito.

No caso daquelas que buscam o apoio, é possível inseri-las em programas sociais como o Bolsa Família e as encaminhar para outros equipamentos de apoio social, psicológico, emprego e renda.

 

Correntes nas redes sociais arrecadam doações para famílias em dificuldade

O aumento da pobreza se alarga nas estatísticas, mas é ainda mais crua no dia a dia. Tanto assim, que, nas redes sociais, ‘correntes’ começam a ser formadas para arrecadar alimentos para pessoas que estão passando por necessidade. Estabelecimentos comerciais, como padarias e minimercados, chegaram a criar espaços com donativos para aquelas pessoas que não têm dinheiro para pagar.

Mas, apesar do momento ainda mais desafiador, o novo auxílio emergencial do governo federal, a grande aposta do país para trazer alívio a essas famílias, enquanto a atividade econômica segue reprimida pela pandemia, será equivalente a menos da metade do que foi pago em 2020.

A expectativa é que ele seja pago a partir de abril, em quatro parcelas de valores que variam entre R$ 150 e 375. No total, serão pagos R$ 44 bilhões a cerca de 45 milhões de pessoas. Em 2020, foram pagos R$ 288 bilhões a 67,9 milhões, em parcelas iniciais médias de R$ 600, chegando a R$ 1.200 para mulheres arrimo de família.

Fonte: Rede Moinho

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