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CPI dos 'fura-filas' na ALMG tem desfecho esperado para até três semanas

 


Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos “fura-filas” instaurada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual João Vítor Xavier (Cidadania) acredita que um desfecho seja possível em “duas a três semanas”.

CPI apura possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a COVID-19 entre servidores públicos de Minas Gerais, em especial na Secretaria de Estado de Saúde (SES). Funcionários administrativos - alguns até em regime de trabalho remoto - e até membros da alta cúpula da pasta, como o ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, foram imunizados, mesmo fora do grupo prioritário.

Nesta terça-feira (06/04), a CPI será contará com a presença de representantes de servidores. Serão ouvidos pelos deputados Núbia Roberta Dias, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (SindSaúde-MG) e secretária-executiva da Mesa Estadual de Negociação Permanente do Sistema Único de Saúde (Sus), e Gustavo Ribeiro Bedran, presidente da Associação dos Especialistas em Políticas e Gestão de Saúde do Estado de Minas Gerais (AEPGS).

“A CPI está caminhando muito bem. Nenhuma investigação pode ser feita de maneira açodada, tem que dar o tempo às pessoas e o direito de defesa. É o que vamos fazer, vamos ouvir representantes dos servidores também, queremos entender como se deu a questão da vacinação dos servidores pelo ponto de vista dos servidores. São representantes de categorias, pessoas que representam servidores públicos. Vamos dar uma oportunidade também de eles falarem, de se colocarem, acho que isso é importante. Queremos ouvi-los, como se deu, do ponto de vista deles, esse processo”, disse João Vítor Xavier ao Estado de Minas.
A CPI foi instaurada pela ALMG em 18 de março deste ano e tem até 120 dias (com possibilidade de prorrogação de 60) para divulgar um resultado. Fora do governo de Minas de forma oficial desde 13 de março, Carlos Eduardo Amaral deve ser um dos últimos a falar com os deputados, de acordo com João Vítor Xavier, próximo ao depoimento do também vacinado e ex-secretário-adjunto de Saúde, Luiz Marcelo Cabral.

“O Marcelo vai ser ouvido próximo dele (Carlos), isso posso te confirmar, mas acho que ele e o secretário, na melhor das hipóteses, na semana que vem. O secretário é o último a ser ouvido, pois é o investigado. (Podemos ter um desfecho) em duas a três semanas, provavelmente”, afirmou o presidente da CPI dos “fura-filas”.

O caso veio à tona a partir de reportagem do Portal R7, publicada no início de março deste ano. A princípio, seriam 500 funcionários vacinados que atuam na Cidade Administrativa, sede do governo de Minas. Depois, uma lista com 806 nomes de pessoas vacinadas foi entregue pelo Executivo à ALMG. O deputado estadual Agostinho Patrus (PV), presidente da Casa, não reconheceu a legitimidade do documento e pediu nova relação, que conta com 828 nomes após a retificação.

Posteriormente, uma nova lista com nomes de mais 1.852 servidores da SES vacinados contra a COVID-19 foi recebida pela ALMG. “Tem que ver a responsabilidade e objetivo das pessoas. Tem que ver se, de fato, as pessoas vacinadas foram responsáveis pelo ato, se tiveram participação, se de alguma maneira contribuíram para aquilo ou se apenas seguiram orientação anterior. Isso tudo faz parte da investigação, precisa ter um pouco de paciência porque a gente não quer cometer nenhuma injustiça”, afirma João Vítor Xavier.
“Temos que partir da premissa que o secretário de Estado é a principal autoridade do SUS no estado, é o responsável pela saúde pública do estado, isso em todo o processo estrutural do SUS isso é considerado. Não é nem o governador, é ele que responde pelo SUS no estado. Se a maior autoridade do Sus no estado chega e fala que a pessoa pode tomar a vacina… tem que ser levado em conta, e vamos ter paciência para analisar”, completou o deputado.

Enquanto isso, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (05/04) pelo governo de Minas, o estado chegou à marca de 25.713 óbitos por coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Também nos números totais, são 1.159.039 diagnósticos positivos, sendo 1.033.692 recuperados e 99.634 em acompanhamento. Também de acordo com o Executivo, 1.737.750 receberam a primeira dose da vacina, enquanto 560.090 tomaram a segunda.

Estado de Minas

 
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