Empresários admitem que adquiriram doses de vacina contra COVID-19

 


Em depoimento à Polícia Federal (PF) nessa última segunda-feira (29/3), os empresários Rômulo e Robson Lessa, proprietários da Saritur, admitiram que compraram as doses da vacina contra a COVID-19. Uma garagem de ônibus, na Região Noroeste de Belo Horizonte, foi utilizada como ponto de encontro para a aplicação dos imunizantes.

Ainda segundo a PF, os empresários prestaram depoimento de forma espontânea. “Os empresários da empresa de transporte de passageiros admitiram, em depoimentos prestados de forma espontânea, na segunda-feira (29), a aquisição dos medicamentos de procedência ilícita”, disse, em nota, a instituição.

Nesta terça-feira (30/3), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da mulher que fez a imunização irregular e em uma clínica. Vários materiais foram recolhidos nos locais, como seringas, agulhas, cartões de vacinação, entre outros.

Frascos com substância análoga a soro também foram encontrados, o que levanta a hipótese de que as doses aplicadas sejam falsas. Outra hipótese investigada é a de que as doses tenham sido desviadas do Ministério da Saúde. A importação ilegal dos imunizantes também não é possibilidade descartada.

Ainda de acordo com a PF, a mulher tem passagem por furto. Ela teria comercializado as vacinas ilegais para outras pessoas, além dos investigados na Operação Camarote.

A mulher (que se apresenta como enfermeira, mas, na verdade, seria cuidadora de idosos), o filho dela e um outro homem foram conduzidos à sede da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais para prestarem esclarecimentos. Em depoimento nessa segunda-feira, os empresários admitiram a aquisição das doses de procedência ilícita. Na sexta-feira (26/3), agentes da Polícia Federal estiveram na garagem que teria sido o local da vacinação.

No mesmo dia, uma lista com 57 nomes de pessoas que podem ter recebido a primeira dose foi recolhida pela instituição.

Fonte: Estado de Minas

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