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Mulher denuncia suposta troca de vacinas contra a covid-19 no Sul de Minas



 Uma educadora física de Itajubá postou nas redes sociais, na última sexta-feira (23), uma denúncia sobre uma possível troca de vacinas contra a covid-19 pela prefeitura. Segundo a personal trainer Ellen Carvalho, os enfermeiros responsáveis por aplicar a segunda dose do imunizante nos pais dela teriam injetado a vacina do laboratório errado. Na segunda dose, tanto o pai como a mãe, teriam recebido a vacina da AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz.  Na primeira aplicação, eles tinham recebido a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Os dois imunizantes possuem protocolos diferentes. A vacina inglesa exige um intervalo de cerca de três meses entre uma dose e outra, enquanto que a chinesa possui um intervalo menor, de pouco menos de um mês. A discrepância ficou registrada no cartão de vacinação dos pais dela, que ficou preocupada com a possível troca. "Sei que os enfermeiros e assistentes estão sobrecarregados, mas aconteceu com meus pais e esse tipo de distração não pode acontecer nesse momento tão importante de vacinação", disse. Segundo ela, por serem idosos e acamados, os enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde foram até a casa dela para aplicar as vacinas, nas duas vezes.  "Na primeira dose da vacina eu pude acompanhar e foi do laboratório Sinovac/Butantan. Já na segunda dose, eu não pude acompanhar pois estava trabalhando, e foi de outro laboratório, a Fiocruz. Só vi quando cheguei em casa, ao verificar o cartão de vacina", afirmou.  A personal trainer disse que entrou em contato com a pessoa responsável pela vacinação, que disse ter acontecido apenas uma troca de etiquetas. "No entanto, como não acompanhei o processo, fica essa dúvida e a insegurança se realmente eles tomaram as doses do mesmo laboratório e se vão ficar protegidos do vírus", contou.  Diante da situação, ela alerta para que todos fiquem atentos ao receberem a segunda dose. "Deixo o alerta para os que ainda vão tomar a dose a olharem e ajudar os enfermeiros, acompanhando todas as fases da vacinação para que esse tipo de distração não ocorra novamente", disse. Um levantamento apresentado nesta semana pelo jornal Folha de S. Paulo apontou que pelo menos 16,5 mil pessoas tomaram doses trocadas das vacinas no Brasil. Os dados estão registrados no DataSus, sistema de informações do Ministério da Saúde.  Embora não existam estudos que atestam qual a eficácia da imunização por fabricantes diferentes, a recomendação do Ministério da Saúde é que uma pessoa deva receber as duas doses do mesmo fabricante.


 
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