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Agenda 21 e Cidadania - 28/05/2021



 Repensando a moda

Nos primórdios da humanidade, os seres humanos se vestiam para se cobrir e se proteger do frio. Com o passar do tempo, a roupa mudou de função. Hoje em dia, a necessidade é o que menos motiva uma pessoa a entrar numa loja. Compra-se roupa nova por status, por modismo, por carência, ansiedade...
     O automatismo do consumo nos impede de procurar saber sobre os recursos naturais que são sacrificados para que tenhamos uma roupa nova a cada estação. Por exemplo: sabiam que são necessários 2.720 litros de água para fazer uma simples camiseta? Que 34,5% dos micros plásticos nos oceanos vem de materiais têxteis? E que há rios na Ásia que estão coloridos por causa dos corantes de tecidos? 
     A partir da revolução industrial, no século XIX, a produção de roupas aumentou muito, chegando ao ponto de produzir-se muito mais do que era necessário. Assim, as roupas passaram a ser consideradas descartáveis. Só a partir dos anos 1970, começou-se realmente a pensar nos ciclos de vida das coisas. O que acontece com o que jogamos fora? Onde é fora, em se tratando de planeta?
     Pois bem, sabendo de tudo isso, o que podemos fazer a respeito? 
     Usar uma peça de roupa pelo máximo de tempo possível significa diminuir a quantidade de peças produzidas.
     Evitar tecidos sintéticos, que jogam micro plásticos na água a cada lavagem.
     Comprar de forma consciente: procurar saber quem produziu a peça, se é uma empresa que cuida não só do meio ambiente, mas de seus funcionários também. Algumas empresas de roupas populares podem ter trabalhadores operando em condições de subemprego – por isso as peças são tão baratas. Comprando destes empresários, estamos compactuando com esta situação de descaso social. 
     Doar as roupas que queremos e comprar em brechós também é uma excelente maneira de prolongar a vida delas. Você vai ficar surpreso com os bons negócios que se pode fazer nessas lojas. O mesmo montante de dinheiro que gastaríamos comprando roupas baratas de empresas que desrespeitam seus funcionários e o meio ambiente, pode fazer maravilhas em peças de qualidade no comércio de usados.
     Já não há muito tempo para decidirmos de que lado da sustentabilidade estamos. Temos que agir agora! Você vem?

* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.

                 
Engº Alencar de Souza Filgueiras 
Presidente do Fórum Agenda 21 Local 
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG  
Contato: agenda21localvarginha@gmail.com


 
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