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Análise: consciente e letal, Palmeiras vence na Libertadores com "tática dos jogadores"



Palmeiras foi a campo para enfrentar o Independiente Del Valle nesta terça-feira, no Equador, com uma tática muito bem definida: defender bem, marcar no seu próprio campo e explorar os contra-ataques.

Embora isso seja algo tão criticado hoje em dia pelos que prezam pelo futebol bonito, mais uma vez a estratégia se mostrou muito efetiva, ainda mais em uma competição como a Libertadores. Resultado: vitória por 1 a 0, classificação garantida e 100% de aproveitamento mantido.

Melhor do que eu dar qualquer explicação aqui, uma frase de Abel Ferreira na entrevista coletiva resume bem o motivo da decisão de atuar dessa forma.

– Minha função é estudar os adversários, perceber o que fizeram no presente e no passado. Os times que vieram aqui e procuraram um jogo com intensidade, saíram daqui humilhados – explicou.

Uma das várias virtudes do técnico português é saber (e não ter vergonha) de adaptar sua equipe ao adversário, mudar a forma de atuar em cada partida de acordo com o que terá que enfrentar. Poucos exemplos são tão claros quanto o jogo desta terça.

Mas para enfrentar o Del Valle, Abel foi além. Deixou a decisão nas mãos dos jogadores, sobretudo pelo fato de ele nunca ter trabalhado ou atuado na altitude. Partiu deles definir qual seria a melhor maneira de enfrentar o rival.

O Palmeiras ficou postado em praticamente todo o jogo com uma linha de cinco na defesa, outra com quatro no meio e apenas Rony mais avançado, se matando de correr entre os zagueiros na altitude.

A intenção era clara. Fechar os espaços, povoar o campo defensivo e conter ao máximo os passes rápidos e a velocidade do ataque do Independiente Del Valle, para sair em velocidade no contra-ataque.

Quem observar apenas as estatísticas vai achar que foi um massacre. Os donos da casa tiveram mais de 70% de posse de bola, muito mais finalizações, passes certos, escanteios... Porém, isso não traduz o que foi o jogo.

O Palmeiras pouco sofreu. Deixou o Del Valle trocar passes pouco efetivos na maior parte do jogo e correu poucos riscos. A maior chance veio em uma cobrança de falta de Vite, que passou raspando o travessão de Weverton. No mais, aquela posse de bola enganosa, muitos cruzamentos na área e um pouco de uma pressão desordenada no fim.

O gol saiu justamente no que o time buscava. Contra-ataque veloz, os meio-campistas chegando ao ataque e pênalti sofrido por Luiz Adriano (que jogou como meia ou volante o tempo todo).

GE

 


 
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