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COVID-19: mortes entre idosos caem após segunda dose da vacina em Minas



Novos dados revelam uma queda importante no número de óbitos entre a população que recebeu as duas doses. Entre as pessoas de 80 a 89 anos, a redução foi de 21,7% para 9,8%. Essa é a informação divulgada na tarde desta quinta-feira (20/5) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, disse que o estado está entre os que têm maior índice de imunização proporcional à população - ocupando o 6º lugar no país.

 “A população acima de 70 anos tem uma taxa cada vez menor de óbitos, mostrando a eficácia da vacina. Em janeiro não tinha ninguém vacinado; hoje, temos a maior parte da população vulnerável vacinada”, disse.

Já para os que têm de 90 anos ou mais a redução foi de 8,1%, para 2,9%.

Na população de 70 a 79 anos, a taxa de óbitos diminuiu de 28,8% para 16,2%.

“Esperamos que o mesmo aconteça com a população na faixa de 60 anos, uma vez que a eficácia da vacina já está comprovada”, afirmou o secretário de Saúde.

O estado recebeu 9,3 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19.

Cautela


Porém, Fábio Baccheretti afirma que, apesar de a capacidade assistencial do Governo do Estado ter sido restabelecida, o momento ainda exige cautela.

“Estamos em um momento de incerteza. Tivemos uma queda no número de casos, os óbitos estão caindo bastante, mas o momento é de grande atenção para saber como será o comportamento daqui para frente. Algumas regiões estão mostrando picos, enquanto outras estão caindo", disse.

Ainda segundo ele, o estado voltou a ser 'heterogêneo'. "Isso é positivo para que não haja um colapso geral, como há dois meses. Já conseguimos transferir pacientes. Mas todos os cuidados devem ser mantidos”, disse.

 

COVID-19 em Minas 

Entretanto, os números ainda são altos no estado. Minas confirmou 9.330 casos 295 mortes por COVID-19 em 24 horas. Com esse número, o estado chegou a 38.222 mortes no total. O número de casos está próximo de ultrapassar a marca de 1,5 milhão. Ao todo, desde o início da pandemia, 1.492.530 pessoas se contaminaram com o novo coronavírus. 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.



 
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