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MP começa a ouvir testemunhas e parentes de mortos em ação no Jacarezinho

 


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) começa a ouvir, nesta segunda-feira (10), testemunhas e parentes dos 27 mortos da operação policial do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, na última quinta-feira (6). Pelo menos 13 corpos já foram enterrados.

Na tarde desta segunda, por volta das 14h, também acontecerá uma reunião com as famílias dos mortos na Defensoria Pública do Rio, no Centro. O encontro também terá as presenças das Comissões de Direitos Humanos da Alerj e da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ).

Também foi morto na ação o inspetor André Leonardo de Mello Frias. Ele foi atingido por um tiro na cabeça pouco depois das 6h, quando começou a operação. Frias tinha acabado de descer do Caveirão, o veículo blindado da Polícia Civil, quando foi baleado.

Entre os suspeitos mortos, havia 24 com antecedentes criminais. Em uma operação que contou com 200 agentes, 26 armas dos policiais foram apreendidas.

A perícia, segundo os registros de ocorrência analisados pelo G1 e TV Globo, foi feita em apenas dois dos dez pontos de confronto.

Mortes por intervenção policial

Os registros de ocorrência da operação do Jacarezinho também mostraram que todas as mortes foram registradas da mesma forma: Morte por Intervenção de Agente do Estado.

Em agosto de 2020, o Supremo Tribunal Federal proibiu operações durante a pandemia, exceto em situações excepcionais. Desde então, 944 pessoas morreram em operações policiais no Rio de Janeiro.

Relatório

Um relatório de Inteligência da Polícia Civil feito após a operação cita que foram 23 suspeitos indiciados por aliciamento de menores para o tráfico de drogas. Desses 23, quatro morreram na última quinta-feira (6). São eles:

- Richard Gabriel da Silva Ferreira

- Rômulo Oliveira Lucio

- Maurício Ferreira da Silva

- Isaac Pinheiro de Oliveira

A investigação da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente foi uma das justificativas para a ação na região.

O relatório frisa que a região é tomada por barricadas construídas pelos traficantes para dificultar a ação da Polícia Civil.

G1


 
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