Pfizer anuncia testes da vacina em grávidas no Brasil



 Pfizer anunciou, ontem, o início de testes clínicos no Brasil para medir a eficácia e segurança da sua vacina contra a COVID-19 em gestantes. O estudo será realizado com 200 grávidas acima dos 18 anos e saudáveis, distribuídas em quatro centros de pesquisa pelo país. A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais participará dos estudos.

O objetivo do estudo é medir a segurança nas mães e nos bebês, a tolerabilidade e a imunogenicidade da vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech, após intervalo de 21 dias entre a aplicação das duas doses. O levantamento também vai investigar a possível transferência de anticorpos para o feto e monitorar os recém-nascidos por aproximadamente seis meses.
 
As gestantes brasileiras participarão das fases 2 e 3 do estudo mundial, que envolve um total de 4 mil mulheres entre a 24ª e a 34ª semanas de gestação. Além da Faculdade de Medicina da UFMG, os centros escolhidos para liderar o levantamento no país são o Centro Multidisciplinar de Estudos Clínicos, em São Bernardo do Campo; o CMPC Pesquisa Clínica, em Sorocaba; e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
 
"As mulheres grávidas têm um risco aumentado de complicações e de desenvolver a forma grave da doença. É muito importante reunirmos evidências sobre segurança e eficácia da vacina para este grupo, pensando no binômio mamãe e bebê", comentou a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine.

Suspensão


A vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 foi a primeira a receber no Brasil o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa firmou um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 100 milhões de doses até o final deste ano.
Há duas semanas, o ministério suspendeu a aplicação da vacina produzida pela Universidade de Oxford/AstraZeneca em gestantes e puérperas como medida de precaução, após a morte de uma grávida do Rio de Janeiro que havia sido vacinada. O evento adverso também impulsionou a Anvisa a orientar a interrupção do imunizante nesse grupo.
 
A orientação mais recente indica que a vacinação em gestantes e puérperas com comorbidades que ainda não receberam a vacina deve ser feita com aquelas que não contenham vetor viral, como a Coronavac ou a da Pfizer. Já para as grávidas sem comorbidades pertencentes a outros grupos, como profissionais da saúde ou de outros serviços essenciais, a imunização fica condicionada à prescrição médica, após avaliação de benefício.
 

Moderna em adolescentes


A Moderna informou ontem que sua vacina contra o novo coronavírus se mostrou eficaz em adolescentes entre 12 e 17 anos em estudo de fase 2/3 realizado nos Estados Unidos. Segundo a farmacêutica, os testes contaram com 3,7 mil participantes, entre os quais não houve casos sintomáticos de COVID-19, sugerindo eficácia de 100%. Com base nos resultados, a empresa pretende solicitar, em junho, a autorização para uso emergencial nos EUA, onde o imunizante já pode ser aplicado em adultos. Se aprovado, o produto será o segundo com permissão para uso em adolescentes no país, após a injeção da Pfizer com BioNTech ter sido liberada nessa faixa etária este mês.

Estado de Minas

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