Polícia identifica mais um suspeito de duas explosões em agências bancárias



 O resultado foi alcançado, no último mês, pela Delegacia Regional de Polícia Civil em Passos e pela Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal (STBBL) do Instituto de Criminalística, por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

O delegado regional em Passos, Marcos de Souza Pimenta, conta que as investigações sobre as explosões nos bancos ficaram sob responsabilidade da PCMG por cerca de cinco meses, período em que 12 pessoas foram presas e diversas medidas cautelares cumpridas. Posteriormente, as apurações sobre o caso ficaram a cargo da Justiça Federal.

Outro suspeito foi preso no início deste ano em Passos e está no sistema prisional mineiro. Durante o trabalho realizado por peritos criminais da PCMG, vestígio contendo material genético relacionado ao fato foi localizado em um imóvel na zona rural, próxima a Passos.

A perita criminal Roberta de Faria Rodrigues, chefe da Divisão de Laboratório do Instituto de Criminalística, destaca que “após o processamento da amostra e a inserção pela PCMG do perfil proveniente deste vestígio no BNPG, houve ‘match’ (coincidência genética) com o perfil de um condenado depositado no banco nacional por São Paulo, que cumpre pena atualmente no sistema prisional paulista”. 

Nesse contexto, Pimenta aproveita para destacar a importância do trabalho pericial nesse ‘match’ apontado pela chefe da Divisão de Laboratório do Instituto de Criminalística. 

“Com a crescente ‘organização’ dos criminosos, o trabalho minucioso da perícia técnica precisa estar sempre na vanguarda da atividade de Polícia Judiciária”, afirma o delegado regional.

Rodrigues ressalta que “o BNPG colabora substancialmente na elucidação de crimes, pois conecta locais de crimes distintos, inclusive de unidades federativas diferentes, ocorridos em intervalo de tempo considerável. 

Além disso, o banco permite cada vez mais a identificação de pessoas desaparecidas”.

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