AS ULTIMAS


POLÍTICA

COLUNAS

ESPORTES

Presidente diz que Cruzeiro não precisa de um camisa 10 clássico na equipe



O presidente do CruzeiroSérgio Rodrigues, afirmou que a contratação de um armador não é essencial para o elenco na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro deste ano. Na opinião do dirigente, o esquema adotado pelo técnico Felipe Conceição não necessita de um articulador de jogadas, pois prioriza meio-campistas com mais intensidade em campo. De acordo com Sérgio Rodrigues, quem cobra a presença de um ‘camisa 10’ clássico no time não entende de futebol.

“Muita gente comenta futebol sem conhecer futebol. Às vezes fala, ‘ah, no Cruzeiro está faltando um camisa 10’. Mas no estilo de jogo dele (Conceição) não tem camisa 10. O Felipe joga no 4-3-3, com um volante fixo e dois volantes batendo e voltando o tempo inteiro. Ele prefere jogadores de intensidade, igual a gente fala, que corram muito, que cheguem e façam o gol, e voltem para marcar, do que você ter um camisa criativo. Então, são perfis diferentes de estilo de jogo. E joga como a gente quer, com posse de bola, atacando muito”, declarou em participação na live do canal Clube Ligados, nessa segunda-feira, no YouTube

A opinião de Sérgio Rodrigues diverge da análise de alguns ídolos do Cruzeiro. Em recente entrevista ao Superesportes, Dirceu Lopes, Nonato e Natal apontaram a necessidade de um armador de ofício no elenco celeste. Nesta temporada, o clube chegou a anunciar Yeison Guzmán como reforço - em transferência não concretizada. O colombiano poderia atuar na criação de jogadas. Ele é considerado um meio-campista técnico e habilidoso, com características de conduzir e proteger bem a bola.

O que esperar do Cruzeiro na Série B


O acesso à Série A é a prioridade do Cruzeiro em 2021. Sérgio Rodrigues ressaltou que a intensidade em campo deve ser a marca do time na competição. O dirigente acredita que faltou 'competitividade' à equipe na disputa da Segunda Divisão na temporada passada e aposta no trabalho de Felipe Conceição para o time ganhar outra cara na competição. 

“Parece que a palavra é boba, mas é a competitividade. Isso, hoje, como que a gente mede no futebol? Como eu disse, os números não mentem. Hoje, no time, a gente tem que ter pelo menos uns cinco ou seis atletas correndo de 10km pra cima para você falar que houve essa competitividade. E quem gosta de analisar isso, que veja os nossos números no ano passado. Vão ver que em até alguns jogos que a gente perdeu em casa, em que a torcida ficava revoltada, ‘ah, não pode perder para time tal, não pode jogar desse jeito, vinha aqui e massacrava a gente’, a gente via isso, essa falta de competitividade. Isso é uma coisa que o estilo do Felipe mudou muito”, abordou. 

“Por isso que eu insisto, e volto, e os torcedores vão ver. O Cruzeiro é um time que vai jogar mais pra frente, que vai jogar correndo mais, finalizando mais, logo, com mais chance de fazer gol. Vai jogar mais com a bola no pé, que dificilmente alguém vai dominar o time do Cruzeiro nas 38 rodadas. Vamos perder? Vamos, infelizmente. Eu queria ganhar (a Série B) invicto, mas é difícil. Mas tenho certeza que, pelo que se desenha aí, a gente vai conseguir manter uma constância no jogo, ganhar mais e não ter sofrimento como a gente teve ano passado. Que a gente seja, portanto, mais competitivo. Pelo menos mais competitivo, e isso vai gerar bons resultados. É o que a gente espera, é o que a gente projeta”, concluiu. 

Super Esportes

 
Todos os Direitos Reservados - Notícias do Renan © 2017
Desenvolvido por: Renan Lenzi.