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Produtor do Sul de Minas aumenta renda com frutas exóticas certificadas



 Um produtor rural do município de Divisa Nova, no Sul de Minas Gerais, percebeu que a diversificação é uma boa alternativa para aumentar a renda da propriedade. E, mais do que isso, é um exemplo de que a qualidade e a atenção com as necessidades dos consumidores rendem bons lucros. 

Além de uma pequena agroindústria de muçarela de leite de búfala e da produção de hortigranjeiros, Fabiano Costa e sua família agora mantêm uma bem-sucedida produção de frutas, algumas delas ainda pouco conhecidas do público, mas com bom valor de mercado. Em janeiro, o produtor obteve, para a Fazenda Taboca, o selo do Certifica Minas Frutas. É a garantia de que a produção segue todas as normas sanitárias e boas práticas agropecuárias determinadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Para chegar a esse estágio, Fabiano contou com as orientações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). O processo de certificação exige uma série de adequações, como explica o coordenador estadual de Fruticultura da empresa, Deny Sanábio. “Por exemplo, os agrotóxicos têm que ser estocados em local próprio, com segurança. E às vezes é necessário construir um depósito. Outra exigência é que seja feita a proteção de nascentes na propriedade. E os pomares têm que ser identificados, com placas. São pequenos investimentos que precisam ser feitos. Mas, para os agricultores familiares, a orientação da Emater-MG e a certificação do IMA não têm custos”. De acordo com Fabiano Costa, o esforço de se adequar às normas para a certificação tem sido bem recompensado. “Valeu muito a pena os investimentos. 

Agora, com o CertificaMinas, a gente consegue um valor agregado maior e ampliamos nosso mercado, pois, para exportar, por exemplo, é exigida a certificação. E para os consumidores também é bom, pois ele tem a garantia de um bom produto”, avalia o produtor. A estrela dos pomares da Fazenda Taboca é a pitaya, também conhecida como fruta do dragão, devido à sua casca semelhante a escamas. É o fruto de uma planta da família dos cactos, cheia de espinhos. Mas a aparência estranha esconde uma polpa gelatinosa e brilhante, de sabor suave e refrescante, e que oferece muitos benefícios para quem a consome regularmente. Como costuma dizer Deny Sanábio, coordenador da Emater-MG, “o produtor Fabiano está comercializando saúde.” Além de fornecer fibras e diversas vitaminas, a pitaya é uma aliada para quem quer controlar o peso. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a fruta é rica em tiramina, que aciona no corpo um hormônio chamado glucagon.

 O resultado é maior sensação de saciedade e menos apetite. E as fibras solúveis ainda beneficiam o sistema digestivo. Para os produtores, a pitaya também apresenta muitas vantagens. Originária do México, é uma planta rústica, de fácil cultivo, o que reduz a necessidade de aplicação de produtos para controle de pragas e doenças. Na Fazenda Taboca, atualmente existem 3 mil pés, distribuídos em quase dois hectares. Outra fruta exótica que vem sendo produzida por lá é o lulo, que veio da Colômbia e de outros países da região dos Andes, onde também recebe o nome de naranjilla. Por fora, lembra uma pequena laranja, mas tem a polpa bem diferenciada, com sabor que fica entre o abacaxi e o morango. Assim como a pitaya, é considerada um alimento funcional, pela grande quantidade de nutrientes que oferece, inclusive boa quantidade de substâncias antioxidantes, como as vitaminas A e C, que beneficiam o sistema circulatório e a imunidade. 

“Por enquanto, a área com o lulo ainda é pequena, estamos em fase de experiência, mas também tem um bom valor de venda e acho que vai ser um sucesso”, afirma Fabiano Costa. Para se ter uma ideia, o quilo da pitaya e do lulo pode chegar a R$ 20.


 
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