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 Fugindo da verdade

Analisando a Comissão Parlamentar de inquérito – CPI da pandemia do Senado, a qual desde a sua instauração, por determinação monocrática do Ministro Barroso do STF, achamos erradas, a iniciativa e a submissão do Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, acatando de imediato a abertura, que após os costumeiros conchavos, a comissão foi nomeada com alguns membros suspeitos, especialmente por serem a maioria, contra o Governo Federal ideologicamente, por serem de duvidosas idoneidades e por terem interesse pessoais nas investigações.

Já tivemos oportunidade, noutro texto anterior, de relatarmos às irregularidades e ilegalidades que constatamos quanto a condução dos trabalhos da dita comissão, pois além da moralidade e impessoalidade serem desrespeitadas reincidentemente, havia o agravamento pelos atos de intimidação dos inquiridores, causando mal-estar nas pessoas de bem.

Não voltaremos aos detalhes, mas comentaremos os absurdos no Senado, ao assistir como a verdade assusta muitos políticos a ponto de tornarem os protagonistas de uma CPI transtornados, capazes de atitudes inéditas, deprimentes e suspeitas, retirando-se do local e deixando os depoentes humilhados e os brasileiros boquiabertos, e com certeza, bem conscientizados da farsa que está sendo exibida e corroborada pela imprensa, saudosa dos fartos recursos públicos que eram distribuídos outrora.

Já havíamos dito que esta CPI não daria em nada, pois é tão vergonhosa e incoerente devido às inversões de valores que, a não ser que haja um desrespeito total aos princípios legais e normativos; nenhum dos institutos constitucionais, cívicos e penais encaixarão nas peças a serem julgadas e suas respectivas decisões.

Reiterando, as inversões de valores são grosseiras demais, pois o poste não pode   urinar no cachorro, os ladrões, criminosos e corruptos não podem julgar e  condenar pessoas de bem, os ratos não podem correr atrás dos gatos,  alguns dos bons estão na cadeia e criminosos soltos, policiais não podem subir os morros atrás dos traficantes, o “conluio” dos sufixos ismos são avassaladores e quase instransponíveis – corporativismos, empreguismos, continuísmos, esquerdismos, fisiologismos, clientelismos, protecionismos, feminismos, ativismo, comunismo etc.

Bem, são muitos filhos da pátria boicotando o país, muitos omissos esperando para verem o que vai acontecer, a imprensa criminosa com suas deturpações das notícias, seus jornalistas que devem ter faltado às principais aulas, são despreparados, vaidosos e maldosos e furtam-se às suas obrigações de informarem bem.

A incredibilidade da política hoje no Brasil é tão grande, tão abominável, que os próprios políticos, sejam no Congresso Nacional ou no STF, em função da publicidade dos inúmeros desentendimentos entre os seus pares e as acusações que se fazem entre eles, assustam qualquer bandido condenado, pois precedido dos tratamentos (data vênia, vossa excelência, douto, insigne) surgem adjetivos como assassino, ladrão, covarde, estuprador, corrupto, traidor, destilador de veneno, xerife, capanga, pedófilo, mentiroso e muitos outros.

E daí, quem acaba com a classe e nivela todos no mesmo patamar com medidas iguais, tirando-se de uma régua só? Eles mesmos!

Cometem autofagia contraproducente, pois diferente do processo celular, que descarta células defeituosas, eles preferem coexistirem, e às vezes se ajudarem para manter-se no submundo das vantagens. “Data máxima vênia”, o mundo da hipocrisia política é cheio de artefatos e artifícios.

Achamos que até as eleições de 2022, com esta oposição sistemática ao Palácio do Planalto, de todos aqueles que estão fora do governo, a assimetria entres os poderes, as reformas em andamento necessárias para nação e a pandemia levarão o país a uma turbulência perigosa se não houver moderação nas provocações em geral. 

Os desafios institucionais têm que ser enfrentados dando formas às leis e aos nossos valores, pois eles não desaparecerão sozinhos qualquer que seja o governo; e por tantas vantagens naturais que temos é notório que o Brasil tem jeito.



 
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