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Projeto da UNIFAL-MG desenvolve grupo de emagrecimento para promoção de práticas integradas em prol de saúde física e mental; “Maratona Vida Leve” terá a duração de 100 dias



 Com o objetivo de acompanhar membros da comunidade universitária no processo de mudança de hábitos alimentares e comportamentais de maneira divertida, sem restrições, a projeto Vida Leve, vinculado ao Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Acadêmico (Progrida), irá promover, ao longo de 100 dias, a iniciativa “Maratona Vida Leve”. A ação busca, em interações no aplicativo Telegram, promover a melhora da qualidade de vida dos participantes por meio de atividades virtuais que correlacionam saúde física e mental.

A Maratona é acompanhada pela nutricionista da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace), Fernanda Laurides Ribeiro de Oliveira Lomeu, e pela psicóloga da Prace, Crislaine Luísa de Araújo, em parceria com o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e o curso de Fisioterapia. “Observamos que muitas pessoas têm descontado a ansiedade na alimentação, até por estar mais em casa. Muitos diminuíram atividades físicas – outros não, outros aumentaram -, mas muita gente parou de sair mesmo, e dentro de casa acaba comendo mais, como uma forma de prazer, de aliviar as tensões”, relatou a nutricionista Fernanda Lomeu à Dicom. 

Segundo ela, o objetivo da ação é desenvolver três hábitos por semana, a fim de promover mudanças integradas, para que, a partir do segundo mês, o grupo possa amadurecer cada um dos hábitos trabalhados, como a leitura de rótulos de alimentos industrializados ou o consumo de água. “Por que isso é importante? Qual é a aplicação? Como isso me ajuda na minha saúde, no emagrecimento? Esses são alguns dos questionamentos. Não são dicas de alimentação ou dietas passageiras só para conseguir perder peso na balança. Nós queremos mudanças para toda a vida”, destacou.

Para a psicóloga Crislaine Luísa de Araújo, a proposta é, exatamente, tentar compreender que a saúde física e mental não estão separadas, uma vez que fazem parte de um contexto integral de desenvolvimento. “Nós aprendemos comportamentos alimentares, a como nos alimentar socialmente, desde criança.

 Então, quando você pensa em mudar a alimentação, tem que pensar em mudar, também, os pensamentos e a relação com a comida, e os aspectos psicológicos estão diretamente relacionados às nossas escolhas alimentares, aos momentos sociais em que a gente come, aos padrões de vida que a gente leva”, salientou a psicóloga.


Atividades semanais

A Maratona irá se desenvolver em dois grupos no Telegram: um para disponibilizar materiais informativos aos participantes e outro para discussões dos temas e esclarecimentos de dúvidas. “No segundo grupo, o participante pode, se quiser, postar uma foto da refeição; é uma forma de um incentivar o outro. Mas cabe destacar: os grupos não têm intenção, em momento algum, de instigar comparações. Muito pelo contrário, é para incentivo

. A comparação é com a gente mesmo: será que hoje consegui melhorar 1% de quem eu era ontem? Esta é a nossa meta diária: melhorar 1% todos os dias”, explicou a nutricionista Fernanda Lomeu.

 Às segundas, o grupo irá disponibilizar vídeos com informações de educação alimentar e nutricional, com missões de mudança de hábito. Às terças, às 17h, os participantes poderão se reunir em encontro on-line, pelo Google Meet, para esclarecer dúvidas, com participação da nutricionista Fernanda Lomeu, da psicóloga Crislaine Araújo e de um convidado especial. No final de semana, haverá a disponibilização de um questionário rápido para acompanhamento da evolução dos inscritos. Durante os 100 dias, o programa se divide em três fases: a primeira fase é o aquecimento, a segunda fase é a programação para correr meia maratona, e a terceira é a fase de correr um evento completo.

 “O nome maratona é, então, no sentido de que ninguém corre uma maratona de um dia para o outro, assim como a mudança de hábitos não acontece de um dia pro outro”, finalizou Fernanda Lomeu. A ideia é que o projeto tenha continuidade futuramente, com abertura de novas turmas quando possível.


 
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