Só 11 cidades voltariam às aulas se taxa de normalidade fosse aplicada em MG



Se a taxa de normalidade adotada pela Prefeitura de Belo Horizonte fosse aplicada em todos os municípios mineiros, apenas 11 teriam um indicador que permitiria a abertura das escolas do infantil ao ensino médio. O levantamento foi feito pelo estatístico Braulio Couto, colaborador do Comitê de Enfrentamento à Covid da capital mineira. 

A taxa de normalidade é baseada em seis parâmetros: taxa de incidência de novos casos por 100 mil habitantes (últimos 14 dias), tendência de novos casos, mortalidade por 1 milhão de habitantes (últimos 14 dias), letalidade global da Covid, tendência da mortalidade e percentual da população plenamente vacinada com as duas doses. 

Com base nesses dados, os especialistas calculam a taxa de normalidade. Abaixo de 50%, a permissão é somente para aulas online. Entre 50% e 70% há permissão para aulas presenciais para crianças até 5 anos e 8 meses. Para os alunos de 6 a 12 anos, a taxa deve estar entre 71% e 80%. Já no caso dos adolescentes entre 12 e 18 anos, a taxa precisa ficar entre 81% e 90%. 

A cidade com maior taxa de normalidade no Estado é São João das Missões, no Norte. A taxa é impulsionada pelo grande número de moradores que receberam as duas doses de vacina contra a Covid: 52% dos 11 mil moradores. 

O município tem mais de 5.000 indígenas, divididos em 36 aldeias. Dessa forma, boa parte dos moradores de São João começou a ser imunizados em janeiro. O último óbito por Covid no município foi registrado em abril. As outras dez cidades estão espalhadas por diversas regiões mineiras. Todas têm um população inferior a 11 mil habitantes. Entre elas, a maior é Francisco Badaró, no Jequitinhonha, com 10.585 moradores. 

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