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Após governo ampliar aulas presenciais, professores avaliam entrar em greve



 Os professores da rede pública estadual podem entrar em greve sanitária nos próximos dias. A medida vai ser avaliada em reunião remota marcada para a próxima quarta-feira (7), conforme anúncio feito pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). 

A decisão foi tomada após a Secretaria de Estado de Educação autorizar a retomada de aulas em mais 543 escolas de 132 cidades a partir de hoje.  A chegada dos professores ocorreu a partir de ontem, segunda (5), enquanto o recebimento dos estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental tem início a partir do dia 12. Caso a greve sanitária seja aprovada, no entanto, os professores prometem que manterão as atividades somente por meio remoto.

 O embate entre professores e governo estadual continua. Por um lado, o sindicato dos docentes sugere que as famílias não enviem seus filhos às escolas. “Há riscos sim de novas contaminações e de mais perdas de profissionais da educação, especialmente, em municípios que estão na onda vermelha”, informa trecho divulgado no site da entidade. “O governo burlou as regras que ele mesmo criou”, avalia Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG. A Secretaria de Estado de Educação, por sua vez, refuta qualquer risco à comunidade escolar.

 “O retorno se torna possível com a melhora dos indicadores epidemiológicos em todo o estado, o aumento da cobertura vacinal de professores e dos públicos prioritários e os bons resultados da primeira etapa da implantação da educação híbrida”, justifica a pasta.

 Algumas cidades, no entanto, discordam da retomada das aulas presenciais e possuem decretos que impossibilitam esse retorno das atividades. Teófilo Otoni, Papagaios, Itamarandiba, São Joaquim de Bicas e Areado são algumas delas. Em Teófilo Otoni, por exemplo, a prefeitura emitiu o decreto na última sexta-feira (2) que proíbe que qualquer escola receba estudantes ou funcionários. A administração questiona a normativa emitida pela equipe da Secretaria de Estado de Educação.

 “O Governo do Estado não apresentou qual o impacto positivo esperado para o retorno presencial das atividades escolares (...)”, diz trecho do documento.

 Essa liberação de funcionamento de mais uma remessa de escolas envolveu as instituições de ensino situadas em cidades situadas dentro da onda vermelha do programa Minas Consciente, que organiza a situação sanitária das localidades mineiras.

 Anteriormente, estavam liberadas apenas as escolas localizadas nas ondas amarela e verde. Ao todo, 1.123 escolas reabrem suas portas nessa etapa de flexibilização da rede estadual de ensino. Cidades que estavam nas ondas amarela ou verde já haviam reiniciado as aulas dos anos iniciais do ensino fundamental

. Esses municípios agora podem receber alunos e professores do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Fonte: Jornal o Tempo


 
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