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Coluna do Luiz Fernando Alfredo - 13/07/2021

 

O cerco não vai parar


Contra força não há resistência. Este provérbio é infalível -  o cerco que estamos assistindo diariamente, desde a eleição de Bolsonaro é cansativo demais para acompanharmos e aceitarmos, pois foge a todos os parâmetros da lógica, do senso comum e até das ciências políticas.

E agora, após dois anos e meio do seu governo, temos a certeza da possibilidade desta situação continuar até o fim, nestas circunstancias adversas, com riscos iminentes de arranhar a democracia.

Bolsonaro é uma pessoa extremamente despreparada para obedecer a liturgia do cargo de Presidente do país (Lula e Dilma também deixavam a desejar), apesar de sua eleição legítima e de ter cumprido até hoje, naquilo que dependeu dele, às promessas da sua campanha eleitoral tipo, nomear Ministros, Presidentes de estatais e assessores, todos técnicos, lutar arduamente contra corrupção, privatizações, desburocratizações,  reformas da previdência, administrativa e tributária enfim implantar um governo de direita, acabando com os vícios do sistema e com base nos três pilares Deus, Pátria e Família, recuperando o Brasil moralmente e com uma economia promissora, atento às investidas internacionais, especialmente da China e França e talvez outros.

Como já testificamos em editoriais anteriores, votamos em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, por falta de opção, porque achávamos que nas circunstâncias que ele seria eleito tipo, contra o sistema, quase metade da sociedade, e odiado pela grande mídia, nosso prognóstico é que não teria como governar, ainda mais com a incumbência de fazer tantas reformas para recuperar o país economicamente.

Na montagem de seu governo começaram as primeiras decepções dos seus próprios apoiadores e daqueles que estavam na expectativa de coalizão para o obter-se maioria no congresso, sem o que não haveria reformas, então pensaram, o “toma lá dá cá” não seria alijado assim radicalmente. Bolsonaro em plena lua de mel com o poder, sem abrir mão das suas promessas de campanha, começou a perder adeptos, primeiros os que tinham sido eleitos na sua “cola” – Governadores do Rio de janeiro, São Paulo e Minas Gerais, senadores, deputados, militantes da sua coligação, enfim, deixando os congressistas com os pezinhos atrás, destarte a intenção de todos almejarem uma “boquinha” ou tentar guiar o Presidente, no entanto se frustraram.

Logo em seguida começou a discórdia com o Vice Mourão, que despreparado na política descobriu tarde, que vice é só vice, não tem direito nem a nome de rua. Ou ele esconde e se retira para seu pequeno quadrado ou ajuda o presidente, mas com a condição indispensável de sempre concordar com o titular e às vezes substitui-lo por eventuais períodos com muita discrição.

O fato de Bolsonaro ter criado raízes no exército e ter dado baixa para seguir a carreira política, fez dele, na visão da maioria do povo, um herói invencível pelos supostos apoios irrestritos das forças armadas - ledo engano - já tivemos oportunidade de explicarmos em que condições elas são acionadas e numa democracia onde o Presidente foi eleito, pregando liberdade, não se pode contar com atitudes de força, fora das quatro linhas da constituição. E por outro lado, Bolsonaro jamais cogitou de transformar o Brasil num estado autoritário. Os militantes contrários tiram frases dele de contexto para criarem narrativas falsas.

Sem saídas para aplicarem um golpe contra Bolsonaro, aumentam as decepções da esquerda daí o cerco foi fechando cada vez mais, chegando aos dias insípidos e massacrantes que estamos assistindo contra o governo e especialmente o país.

A pressão da mídia é forte demais, e este negócio do poder do povo, nesta democracia representativa é pura balela; as instituições não estão nem ai para vontade do povo, afinal, ainda pensam que este, não tem memória, logo esquecem. E para agravar a separação e a harmonia dos poderes só se ouve nos discursos acalorados dos omissos e medrosos, porém não espelham a realidade.

Apesar dos erros que Bolsonaro comete espontaneamente na comunicação, todos veem que não foi planejado, ele simplesmente fala, não deveria ser, mas é o mesmo da sua campanha e vitória, cujos opositores até hoje estão anestesiados e não admitem a “zebra”. Pelo menos ele não saúda a mandioca, não ensaca vento, não fala das “zelites”, e não é cachaceiro, não se iguala a Jesus e não se importa que tome o seu nome em vão.

Covardemente, por ódio ou cegueira, a oposição e a imprensa militante, insistem em rotular Bolsonaro de genocida (sendo que até hoje estamos na incerteza da pandemia, cientistas, ciências, autoridades, palpiteiros, salvo médicos que usaram da autonomia de tentar curar a qualquer custo, dentro de suas atribuições missionárias) – salve doutores e profissionais multidisciplinares.

Se não bastasse esta covardia indescritível, os saudosos do PT e a imprensa descarada, atribuem a ele, que nunca usou de força com ninguém, não perseguiu, prega a liberdade, a justiça, a lei, se humilhou em prol da causa para não criar problemas com os outros poderes, aguenta a imprensa deturpando suas ações sejam elas boas, corretas e aceitáveis ou pequenos erros, com mentiras e pegadinhas jornalísticas, dando-lhe mais rótulos de nazista e fascista, desconstruindo-o internacionalmente com os esquerdistas e comunistas do velho mundo. Não teve sequer empenho das autoridades competentes para desvendar o crime do seu agressor. Caramba ninguém é de ferro!

Como vão solucionar esta situação, que está parando o Brasil e ainda, custando uma fábula para os cofres públicos, não sabemos, mas de uma coisa temos certeza, se tornaram o Lula elegível a todo custo, seria bem sensato atender aos anseios do povo, quanto a promulgação pelo congresso, da PEC do voto eletrônico impresso, para melhorar a transparência, do contrário ficará uma incógnita para um futuro próximo, que já está tão inigmático, após a visita do Diretor da Cia ao gabinete do Presidente e um suposto artífice do mal, treinado em Cuba, chamado “Daniel”, especialista em chantagem, possivelmente atuando em segredo de Estado e incluindo a troca de farpas com o Ministério da defesa, piora mais ainda.

Não precisamos ser entendidos em política e nem especialistas em sociologia e muito menos eruditos, leitores de grandes pensadores, sobre formas e preceitos de governança -  basta raciocinarmos quanto às dúvidas que ficarão, caso não melhorem a segurança das urnas eletrônicas. Que Deus abençoe o Brasil!




 
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