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Coluna fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes -16/07/2021

 Mudança de perfil 

O prefeito de Varginha Vérdi Melo fez um périplo por vários gabinetes na Capital Federal. A viagem institucional do prefeito retoma uma “mudança de perfil no comando da cidade”. Na gestão de Antônio Silva era inimaginável o prefeito ir a Belo Horizonte ou Brasília em busca de melhoria na interlocução política ou captação de recursos públicos estaduais ou federais. Varginha, pela cidade polo que é, sempre contou com a simpatia e conhecimento de diversos deputados estaduais e federais, ainda assim, nos últimos anos não era comum que o chefe do Executivo fosse as Capitais em busca de apoio. Veja que não estou criticando a postura anterior de Antônio Silva ou agora de Vérdi Melo. Tal disposição em ir até Brasília ou Belo Horizonte somente é frutífera se precedida por ações políticas anteriores, o que nem sempre é possível para o prefeito no interior. De qualquer forma a visita de Vérdi Melo a Brasília retoma uma nova forma de fazer política pelo comando da cidade. Mesmo quando Vérdi Melo era vice de Antônio Silva e fazia algumas ações políticas em BH, não se pode dizer que fosse “algo institucional, pois mesmo sendo o vice, representando o prefeito, o peso político é diferente”. Quando o próprio prefeito vai a Brasília ou a Belo Horizonte em vista a uma autoridade pública o peso político é outro. No release que a coluna recebeu nesta semana é informado que o prefeito de Varginha foi recebido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, senador eleito por Minas e com diversas ligações com Varginha. Consta também que Vérdi Melo esteve com Diego Andrade, deputado federal e líder da bancada mineira, entre outras autoridades de Brasilia. 

 

Frutos da viagem a Capital Federal 

A visita de Vérdi a Brasília foi produtiva, Por meio do presidente do Senado Rodrigo Pacheco, o Ministério da Saúde liberou para Varginha um recurso de R$ 5 milhões de reais que vão para o Hospital Bom Pastor. O valor servirá para a compra de equipamento de tratamento do câncer, o que vai consolidar Varginha como referência regional para 53 municípios no tratamento da doença. Varginha já estava preparada para a compra de um Acelerador Nuclear de Fótons de Gantry, que é o equipamento a ser adquirido. Com a ajuda do recurso federal liberada por ação política do senador Rodrigo Pacheco, Varginha economiza R$ 5 milhões do caixa próprio. A costura política entre Vérdi Melo e Rodrigo Pacheco começou com a proximidade de Pacheco e outro político regional, o deputado federal Dimas Fabiano. Pacheco também é próximo de diversas lideranças da OAB local e políticos do DEM e MDB, legendas das quais disputou eleição. Atualmente, a interlocução de Pacheco com o governo Vérdi tem sido conduzida por outro deputado, Diego Andrade, que também acompanhou o prefeito de Varginha a presidência do Senado. Certamente que a visita foi exitosa, pois os recursos de R$ 5 milhões do Ministério da Saúde serão utilizados para uma vantagem permanente da saúde local com a modernização do Centro de Oncologia local com novo acelerador nuclear. 

 

O que os releases não mostram? 

A assessoria do Senado, bem como do deputado federal Diego Andrade e do prefeito de Varginha se apressaram em enviar release com a visita do prefeito Vérdi Melo a Brasília, bem como a liberação dos recursos do Ministério da Saúde para o Hospital Bom Pastor. Contudo, o que os releases “não mostram” parece ser também uma informação de destaque: Vérdi Melo não foi ao gabinete do deputado federal Dimas Fabiano, que é o federal majoritário em Varginha e também apoiador de Vérdi nas eleições de 2020. Vale lembrar que o vice prefeito de Vérdi, Leonardo Ciacci, é do Partido Progressista do deputado federal Dimas Fabiano. Curioso e provocativo que o prefeito não tenha se reportado ao gabinete de Dimas Fabiano na visita a Capital Federal. Será que os rumores de estremecimento entre Vérdi e Dimas seriam verdade? Porque o prefeito não esteve com o federal majoritário na cidade quando passou por Brasília? A deferência de Vérdi dada a Diego Andrade pode indicar algum “pré-posicionamento” do prefeito para 2022? Não sabemos! Na visita que fez a Brasília, Vérdi estava acompanhado do secretário municipal de Saúde, Armando Fortunato, que é do PSD de Diego Andrade, o que certamente favoreceu a participação de Diego nas agendas do prefeito de Varginha. De qualquer forma, não ficou bem a “unilateralidade política de Vérdi ao ignorar a liderança de Dimas na Capital”. Pelos muitos recursos que já trouxe a Varginha e pelo apoio dado a Vérdi em 2020, Dimas Fabiano era merecedor de uma visita institucional. A coluna vai procurar saber se existe “mais que esquecimento e agenda apertada nesta deselegância política”!  

 

Segurança Pública 

Nesta semana a Polícia Militar de Varginha conseguiu prender três homens na cidade após denúncia anônima. Com a turma a Polícia Militar encontrou uma arma e dinheiro. O grupo estava utilizando uma casa na cidade para planejar um assalto a banco na cidade de Conceição do Rio Verde. Os três presos possuem antecedentes criminais e são oriundos da região metropolitana de Belo Horizonte. O episódio mostra bem como o serviço de inteligência da Polícia Militar, com apoio da população, que viu a movimentação estranha e fez a denúncia, podem agir bem na melhoria da Segurança Pública. A participação da comunidade é fundamental para coibir crimes. Seja denunciando tais bandidos ou impedindo que tais quadrilhas “captem novos integrantes” dentre a juventude local. Embora a crise econômica seja um estimulador para que desempregados optem pelo crime, o que se tem visto é que muitos jovens optam por este caminho por “ignorância, cobiça e glamorização do crime”, o que sabemos é falso e errado. Compete a família fazer a “blindagem” das falsas ideia de muitos jovens que acreditam que possam encontrar “felicidade e futuro na vida de crime”. Infelizmente, é cada dia mais comum a prisão de jovens nesta situação. Talvez seja um desvio de caráter da juventude influenciada pela (banda podre da) mídia, falhas na Educação, mas certamente é uma falha da estrutura familiar. Afinal de contas, valores, conceitos e caráter são adjetivos que se formam no ceio familiar. Na medida em que a unidade familiar vai se deteriorando, vamos vendo o crescimento de “enganos deste tipo”.  

 

A falha do Governo de Minas 

O governador Romeu Zema é um dos melhores governadores que passaram pelo comando do Estado. Isso é um fato! A pessoa do governador é sem dúvida um homem honesto, simples e trabalhador. Seus atos e ações mostram sua preocupação com o povo mineiro. Contudo, a exemplo de outros bons governantes que administram uma enorme máquina pública, a equipe de Zema, composta por seus secretários, sub secretários, assessores diretos ou não e os milhares de cargos de chefia que o ajudam a tocar o governo não tem a mesma “excelência de caráter e eficiência de gestor da iniciativa privada”. Alias, em vários meios da Capital mineira já há quem faça separação entre Zema e seu secretariado. O governador é franco, direto e cumpridor das palavras, o que não se pode dizer do restante da equipe. Basta ver um problema grave que angustia Varginha e dezenas de outras cidades da região: a paralisação das obras de duplicação da MGC 491 (antiga BR 491) que liga Varginha a Rodovia Fernão Dias. A via é uma importante ligação para milhares de pessoas e empresas que escoam produção, serviços e recursos para Varginha e região. Muitas cidades são impactadas economicamente por conta da paralisação das obras pelo Governo de Minas. As obras estão paradas desde o início do Governo Zema, o próprio governador sabe disso, esteve aqui pessoalmente. Além disso já foi cobrado por deputados importantes do Legislativo como Antônio Arantes, vice presidente da ALMG, Dalmo Ribeiro e Professor Cleiton Oliveira, contudo a obra permanece parada, gerando atrasos, prejuízos e mortes.  

 

A falha do Governo de Minas - 02 

Nesta semana uma carreta tombou no trecho não duplicado e causou enormes prejuízos. Os trabalhos para remoção do veículo e volta do trânsito demorou mais de 10 horas. A fila de carros chegou até depois da ponte da Palmela, portanto, já no município de Três Corações. No dia seguinte, um acidente envolvendo um veículo e um caminhão na curva do Cigano, perto do Clube Campestre também comprovou que o trecho não duplicado é um risco constante para quem passa pela MGC 491. O Governo de Minas esta demorando muito para dar uma resposta para esta paralisação e isso vai “cair na conta do governador Romeu Zema, que por certo não sabe que sua equipe ainda não deu resposta ao problema desta importante via”. Este é apenas um dos muitos problemas na região que envolvem o Governo de Minas e ainda não tiveram solução. Sabemos que, nos últimos tempos, o próprio governador reuniu uma equipe para melhorar sua interlocução com o interior de Minas e dar vazão aos muitos pontos que precisam ser destravados e obras que estão pendentes. Esta equipe já esta trabalhando, principalmente, no setor político. Mas é fato que a MGC 491 precisa ser vista com urgência por essa equipe do Governo de Minas, sob pena de perda de votos e apoios em 2022. A conferir. 

 

Acordo da Vale vai trazer R$ 7 milhões a Varginha 

A finalização do acordo da Vale S/A com o Governo de Minas, aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas em segundo turno, após mudança na legislação, vai trazer a Varginha uma aumento de caixa de R$ 7 milhões de reais. O valor é parte do recurso de R$ 1.5 bilhões que a Mineradora Vale S/A já depositou na conta do Governo de Minas para ser distribuído pelos municípios de Minas Gerais em razão do acidente ocorrido em Brumadinho que vitimou centenas de mineiros. O valor total despendido pela Vale no acordo de reparação judicial que envolveu, além do Governo de Minas, também o Ministério Público, Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública chega a R$ 37 bilhões. O recurso bilionário que vai irrigar os cofres do Estado e de todas as prefeituras de Minas será destinado para milhares de obras importantes para Minas. Os R$ 1,5 bilhões que serão partilhados entre os municípios, dos quais Varginha terá direito a R$ 7 milhões, estava travado na ALMG por conta que o Governo de Minas queria que o valor fosse destinado aos municípios por meio de convênios e com projeto definido para o gasto do recurso. Os deputados estaduais defendiam que o recurso fosse depositado diretamente na conta das prefeituras, em parcelas, e fiscalizado pelo Tribunal de Contas e Câmaras municipais, sem a necessidade de participação do Governo do Estado. A tese do Legislativo mineiro venceu e após intensa movimentação política e votações no plenário da ALMG, os recursos serão destinados diretamente, sem vinculação de gasto, para os municípios. Assim, Varginha poderá dar o destino que quiser a verba. O não “carimbamento do recurso” que vem direto pro caixa da Prefeitura de Varginha implica em muita responsabilidade para a Câmara de Vereadores, que terá o papel de, em primeira instancia, fiscalizar o gasto deste recurso. É bem possível que em algum município o prefeito possa utilizar o recuso para “dar festa com trio elétrico e cerveja para a população, com intenções eleitorais”, ou mesmo outro gasto absurdo e desnecessário. Por isso as Câmaras e o Ministério Público precisam ficar atentos.    

 

Fiscalização continua atuando 

Mesmo com as melhorias trazidas pela vacinação contra a Covid-19, que ainda é baixa, a população ainda não se “educou” para aguardar o momento certo para o retorno das atividades normais do dia a dia. É claro que boa parte da população, principalmente a juventude e os “botequeiros” querem voltar a vida noturna e atividades normais nos bares e restaurantes da cidade. Já os donos destes estabelecimentos, com certeza, também estão ávidos em voltar ao normal. Mas os números do contágio ainda assustam em Varginha e a fiscalização não está perdoando as aglomerações promovidas ilegalmente. Nesta semana que passou a fiscalização em Varginha interditou vários estabelecimentos como bares e restaurantes que não cumpriram as regras impostas. Houve até o caso de um evento na zona rural de Varginha que foi proibido. Os fiscais estão atentos e estão causando muito desconforto. Embora a ação de fiscalização esteja correta e seja necessária, é preciso destacar que a classe empresarial de Varginha, principalmente os proprietários de bares e restaurantes tem feito seu papel, mesmo que alguns poucos não se enquadrem. O município de Varginha que parece estar “sensível a dificuldade do setor e vem recebendo recursos extras nos últimos tempos”, sabe que terá que dar forte apoio ao setor de entretenimento, principalmente bares e restaurantes quando a pandemia acabar. Este setor esta sofrendo fortemente, não apenas pelo limitação de funcionamento, mas também pela cobrança feroz de impostos municipais, estaduais e federais, bem como pelas inúmeras baixas entre funcionários e clientes. 


 
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