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Cruzeiro é punido e precisará pagar R$ 13 milhões para voltar a contratar



O Cruzeiro foi punido, agora oficialmente, por não pagar uma dívida de cerca de R$ 6 milhões com Mazatlán, antigo Monarcas Morélia, do México, pela compra de parte dos direitos econômicos do atacante Duvier Riascos, em 2015. A informação foi confirmada pelo presidente do clube, Sérgio Rodrigues, nesta quarta-feira, ao Seleção SporTV.

"Hoje temos dois transfer ban ativos, ou seja, temos limitações financeiras e também de punições para poder registrar. Mas claro que a gente trabalha pensando nisso, mirando para cima. A gente já viu histórias de outros times que engatam uma sequência boa", disse.

Como já tinha um débito de cerca de R$ 7 milhões com o Defensor, do Uruguai, pela aquisição de Arrascaeta, também em 2015, o clube só poderá voltar a registrar reforços se desembolsar cerca de R$ 13 milhões para quitar as pendências cobradas na Fifa.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de acesso à Série A, mesmo com um time tecnicamente limitado, Sérgio mostrou confiança. "Por mais que esteja na parte de baixo, a diferença para a zona de acesso seria de dois ou três rodadas faltando mais da metade do campeonato para correr. Então a gente mira na parte de cima e pede ao torcedor para acreditar nisso", complementou.

Neste momento, o Cruzeiro não está sequer perto de ter o dinheiro para pagar as dívidas milionárias. Em encontro recente com torcedores, Sérgio apontou que o projeto para quitar os débitos é a venda da Sede Administrativa do Barro Preto, já desocupada pelo setor administrativo do clube, que hoje trabalha em um espaço de coworking em Belo Horizonte.

No início de maio, a Rádio Itatiaia informou que o prédio da sede administrativa do clube seria desapropriado para uso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão pagaria ao Cruzeiro R$ 40 milhões pelo imóvel.

A ideia do MPMG seria utilizar o prédio para instalação de um órgão que atuará na investigação e no combate a casos de corrupção, crime organizado e lavagem de dinheiro.  O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, se manifestou na oportunidade. 

"Quanto à notícia divulgada - aquisição da sede do Cruzeiro -, informo que o MP procura, sim, imóvel para seu novo órgão de investigação do dinheiro público desviado, inclusive para locação. Há inúmeras opções. A do Barro Preto será possível se também for bom para o Cruzeiro", disse. 

No último dia 19, também pelo Twitter, Jarbas indicou que a criação dos novos órgãos está cada vez mais próxima. "Com a aprovação das nossas leis na Assembleia, iremos iniciar a criação das Unidades de Combate ao Crime e à Corrupção, econômica inclusive, as primeiras em BH e Varginha. As UCCs terão o GAECO, CAOET, CAOCRIM, a PMMG, PC e a Receita Estadual, um completa a atuação do outro", publicou.

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