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Magistrada do TJMG participa de live sobre violência contra a mulher



 A juíza da Comarca de Patos de Minas, Solange Reimberg, foi uma das palestrantes da live Minas de Superação: Rede de Enfretamento de Violência Contra a Mulher na região do Triângulo Mineiro. A live, realizada na última terça-feira (13/7), foi promovida pelo Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG).

As duas outras palestrantes foram a tenente da Polícia Militar de Minas Gerais, Bruna Lara, e a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Mariana Pontes Andrade. A mediação foi da farmacêutica conselheira federal suplente do CRF/MG e coordenadora do Núcleo da Condição da Mulher, Elaine Baptista. Cada uma das expositoras apresentou os programas e respectivas atuações das instituições às quais pertencem na prevenção e enfretamento da violência contra a mulher.

A juíza Solange Reimberg agradeceu o apoio da juíza de Ibirité, Daniela Pereira, e das desembargadoras Ana Paula Caixeta e Paula Cunha Silva, respectivamente superintendente e superintendente adjunta da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

As três palestrantes falaram da necessidade de sensibilizar os colegas que compõem redes de enfretamento da violência contra a mulher para que tenham segurança e saibam acolher mulheres vítimas de violência no sentido de orientá-las a acessar os serviços disponíveis e auxiliá-las para fazer a denúncia.

A juíza falou sobre a importância de fortalecer cada vez mais as redes de enfretamento que contam com atuação em parceria do Judiciário, das polícias Militar e Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, universidades, conselhos municipais, Fiemg, Sebrae, Senai entre outras instituições públicas e privadas. Entre os programas desenvolvidos pela Comsiv do TJMG, a magistrada destacou o Selo Mulheres Libertas, Não se Cale, Semana da Justiça pela Paz em Casa e especialmente o Programa de Conscientização, Instrução e Combate à Violência Doméstica, desenvolvido junto com a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) do TJMG, voltado para preparar os magistrados para lidarem com a matéria.

Na opinião da juíza, é preciso desenvolver um trabalho de conscientização também com o homem agressor para que ele possa se responsabilizar sobre a violência que praticou e não fazer mais vítimas no futuro. Por fim, Solange Reimberg falou da importância de o Judiciário atuar com a justiça restaurativa, a comunicação não violenta e a cultura da paz. "Eu confesso que me desconstruo e me reconstruo todos os dias porque também nós mulheres fomos formadas nesta sociedade machista, por isso precisamos nos aprimorar em prol desta luta. Temos que olhar para a vítima da violência como um sujeito de direitos que precisa ser ouvida e acolhida", disse.

 
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