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Moradores de Areado, no Sul de Minas, dizem terem sentido tremor de terra



Moradores de Areado relataram neste domingo (4/7) terem sentido um tremor de terra na cidade. O fenômeno teria acontecido por volta das 14h, e foi sentido em vários pontos da cidade que tem aproximadamente 15 mil habitantes. Se confirmado, é o quinto registro de abalo sísmico em 21 anos no município.

A dona de casa Maria de Fátima Batista, de 56 anos, conta que estava terminando de almoçar com a família quando ouviu um barulho estranho. "Não era exatamente uma explosão, mas era um som nesse sentido. Senti o tremor. Foi coisa de poucos minutos", disse.

O empresário Vinícius Melo publicou nas redes sociais uma mensagem sobre o tremor, perguntando se mais moradores também haviam sentido o abalo. 

Ao Estado de Minas, ele contou que o som parecia de uma batida muito forte. "Não consigo te descrever exatamente qual é a sensação. Eu senti o chão tremer, e logo notei que era um abalo sísmico", disse.

Maria de Fátima também relata algo parecido. Ela mora com o marido e um filho na região central da cidade. "Já tinha passado por isso antes, mas a gente não consegue se acostumar", completa.

Não há registro de vítimas até o momento.

Areado já passou por pelo menos outros quatro abalos sísmicos nos últimos 21 anos. Em janeiro de 2004 e junho de 2016 os tremores chegaram a 3,2 na escala Richter. Nenhuma pessoa ficou ferida, mas, na casa da avó de Melo, por exemplo, uma janela ficou trincada e precisou ser reposta, e outros moradores também tiveram que fazer pequenas reformas.

 

O que teria acontecido desta vez?

No portal do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), órgão oficial que faz a medição em todo o país, não há nenhum registro de tremor de terra em Minas Gerais neste domingo (4/7).

Quando os tremores de 2004 e 2016 foram sentidos, pesqusiadores da UnB explicaram que isso acontece devido a proximidade da cidade com o Lago de Furnas. A terra da região se "acomoda" em uma movimentação normal nos períodos de estiagem e quando os níveis de água voltam ao normal. É como se o terreno estivesse se adaptando às circunstâncias do momento.

A prefeitura de Areado foi consultada e ainda não respondeu à reportagem. O governo de Minas Gerais também foi contatado para saber se houve algum relato, mas ainda não havia dado retorno.

 

Nem sempre tremores são sentidos

Os últimos registros no sismógrafo, aparelho que mede a movimentação da terra, foram feitos no dia 2 de julho, em Patrocínio e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Os tremores tiveram média de 2 graus na escala Richter. Mas ambos não foram sentidos pela população.

Nos primeiros quatro dias de julho, tremores de magnitude 2 também foram registrados Em Morada Nova de Minas, Paracatu (duas vezes) e Prata.

O maior abalo sísmico registrado no país até desde o começo do mês foi em Iperó, cidade que fica no interior de São Paulo. O tremor chegou a magnitude 3,6 na escala Richter, próximo à Floresta Nacional de Ipanema, área de preservação ambiental. Apesar do número parecer alto, foi considerado de "baixo risco", tanto que nenhum morador relatou ter sentido o tremor.


 
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