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Agenda 21 & Cidadania - 27/08/2021


 Alerta vermelho

No último dia 9 de agosto, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou um documento, o Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas - IPCC (sigla em inglês), com 3500 páginas, sobre a gravidade da questão climática. Este relatório analisa o que são e como estão acontecendo as mudanças no clima, projetando o quanto pode ainda piorar. 

São 7 anos de pesquisas, 234 cientistas de 66 países, citando cerca de 14.000 estudos individuais. A conclusão é que os humanos são os responsáveis diretos pelo aquecimento da Terra, principalmente por sua dependência de combustíveis fósseis, pelo desmatamento e pelo mal uso da agricultura e pecuária, emitindo gases de efeito estufa como dióxido de carbono (CO2) e metano. “(...) as emissões de gases de efeito estufa provocadas por combustíveis fósseis e o desmatamento estão sufocando nosso planeta”, diz António Guterres, secretário-geral da ONU

Este aquecimento, dizem os cientistas, deve chegar à marca perigosa de 1,5 graus daqui a uma ou duas décadas. Segundo o relatório, a temperatura global atual é, em média, 1,1 graus mais alta que no período pré-industrial (1850-1900) e, se nada for feito, alcançaremos 2,0 graus em 2060 e 2,7 graus em 2100. 
 
O que pode acontecer quando a Terra fica mais quente? 
• ondas de calor extremas cada vez mais frequentes;
• secas – hoje já são 70% mais frequentes que nos últimos anos;
• inundações - aumentaram cerca de 30%, com 7% a mais de água;
• furacões – estão cada vez mais fortes;
• aumento do nível do mar - piorando as enchentes de maré alta e as tempestades;
• “whiplash” do clima – que são as oscilações violentas entre extremos secos e úmidos. 

Temos testemunhado eventos inéditos como as chuvas fora do normal que atingiram a Alemanha, o calor extremo, acima de 50 graus, na Ásia e mesmo o frio intenso neste nosso inverno brasileiro. Segundo os cientistas, isso é só o começo.

 Uma segunda parte do relatório está prevista para fevereiro de 2022, abordando o impacto das mudanças climáticas na Terra nos próximos 30 anos. E uma terceira parte, marcada para março, trará as soluções possíveis para o problema. 
 
Em novembro deste ano, lideres mundiais se reunirão em Glasgow, Escócia, na COP26 – a Cúpula do Clima, e espera-se que decidam as ações urgentes necessárias para minimizar os danos e tentar diminuir o ritmo atual de aquecimento do planeta.   


* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.
           
Engº Alencar de Souza Filgueiras 
Presidente do Fórum Agenda 21 Local 
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG  
Contato: agenda21localvarginha@gmail.com


 
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