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Coluna fatos e Versões - Rodrigo Silva Fernandes


 Mortes que marcam 

Em Varginha, até ontem, haviam sido registrados 334 óbitos provocados pela Covid-19. O número é menor que em outras cidades semelhantes a Varginha, mas não deixa de ser um número expressivo! Embora as mortes não estejam sendo exploradas politicamente pela oposição (o que seria absurdo, mas ocorre em outras cidades), ou mesmo que a população não esteja protestando quanto ao número expressivo, fato é que muitas outras doenças graves não mataram tanto quanto o covid neste período. Não é raro encontrar na cidade quem não tenha parentes ou conheça pessoa que já tenha falecido. Embora a vacinação esteja caminhando em Varginha, a variante delta do vírus e a morte de pessoas já vacinadas esta trazendo novamente o pânico em relação a doença, principalmente entre as pessoas mais velhas e com comorbidades. Torcemos pelo combate a pandemia e redução das mortes, mesmo porque, embora não estejamos em período eleitoral, na eventualidade dos números chegarem a 500 mortes ou mais, certamente este registro triste entrará para a história e será uma mancha na saúde e administração pública da cidade. Afinal, o combate da doença com a gestão da vacinação é uma exclusividade da rede pública de saúde. 

 

Não parou na pandemia 

Os registros de prisões e apreensões policiais deixam claro que o tráfico de drogas não parou na pandemia. Em alguns momentos até aumentou, tendo em vista o pagamento do auxílio emergencial o que colocou dinheiro no mercado. Vale ainda destacar que com o avanço da vacinação e retomada da economia, bem como maior segurança de parte da população para voltar as ruas, também o tráfico de drogas está, infelizmente, aumentando. As prisões e volume de drogas apreendidas na cidade é algo que choca, ainda mais quando se identifica que muitas crianças e adolescentes estão sendo recrutados pelo tráfico, algumas delas inclusive presas em operações da Polícia Militar. O serviço social e as forças de segurança que atuam em Varginha precisam ficar atentos para isso e algum projeto especial do governo precisa atentar para esta situação. Foi preciso que um morador de rua morresse de frio na noite gelada de Varginha para que o serviço social reforçasse o trabalho de apoio aos moradores de rua. Será que teremos que noticiar casos dramáticos de crianças e adolescentes sem nenhum apoio social, totalmente escravizados ao trabalho criminoso para que as autoridades tomem atitude? 

 

Vitrine 

O recapeamento asfáltico de vias na cidade vai de “vento em polpa e se mostra uma vitrine para o governo Vérdi Melo” na medida em que as principais ruas e avenidas estão com obras. Além da Praça Getúlio Vargas (Ponto Central) e Avenida Rio Branco, diversos outros locais estão passando por obras de recapeamento em Varginha. Estas obras foram possíveis graças ao empréstimo que a Prefeitura de Varginha fez junto a Caixa Econômica Federal. O valor total do empréstimo é superior a R$ 16 milhões e esta sendo liberado em parcelas de R$ 3 milhões. A negociação foi realizada na gestão passada de Antônio Silva, que planejou pagar o empréstimo com os recursos que estão sendo pagos pelo Governo de Minas, em parcelas mensais, em razão do bloqueio irregular de verbas municipais no governo estadual passado. Ou seja, a irregularidade feita pelo ex-governador Fernando Pimentel resultou numa economia forçada para a gestão Antônio Silva, que agora virou obras na gestão Vérdi Melo. 

 

Vitrine 02 

Além das muitas obras de recapeamento promovidas pelo governo municipal, ainda estão em obras a rotatória do bairro Santa Maria e a Avenida Otávio Marques de Paiva, que são obras importantes e, diferente dos recapeamentos, podem ser entregues com cerimônias de inauguração, para registrar e dar “DNA político” de Vérdi Melo aos investimentos. Por certo que o prefeito não perderá a oportunidade de deixar sua marca nas principais obras da gestão. Mas este movimento deve ser construído com cuidado pois algumas das obras em andamento não são originarias de sua gestão ou mesmo não são significativas ao ponto de merecer uma cerimônia de inauguração. Certo mesmo é que, pelo menos um registro ou marco precisa ser feito com o apanhado das muitas pequenas ações do governo que, sozinhas podem não significar muito, mas conjuntamente, mostram que o governo municipal não está parado nestes um ano e meio de gestão.  

 

Dinheiro não carimbado 

A coluna foi a primeira a informar sobre o recurso milionário que Varginha iria receber do acordo fechado junto a mineradora Vale pela reparação aos estragos ambientais referente a barragem de Brumadinho. O acordo votado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais previu que R$ 1.5 bilhões fosse divido com todos os municípios mineiros, o que ocasionou uma verba extra no caixa do município no montante de R$ 7 milhões. A principal característica deste recurso, que foi apontada pela coluna, é que o dinheiro não terá destinação obrigatória, como costuma ocorrer com muitos outros repasses que chegam ao caixa do município. O valor de R$ 7 milhões já começou a ser pago em parcelas, segundo a Lei nº 23.830, a transferência será feita da seguinte forma: 40% até 30 de agosto de 2021; 30% até 31 de janeiro de 2022 e o restante, 30%, até 1º de julho de 2022. e deve ser totalmente concluído ainda neste ano, ou seja, R$ 7 milhões a mais no orçamento que não estavam previstos. Assim, cabe ao município informar o que pretende fazer com esta bolada! Por conta disso, o vereador Thulyo Paiva (Avante) encaminhou um requerimento pedindo informações sobre os recursos financeiros que serão encaminhados para Varginha por conta do acordo feito entre o Estado de Minas Gerais e a Empresa Vale S.A. devido ao desastre ambiental ocorrido em Brumadinho. O município não se manifestou ainda, mas é certo que o recurso precisa ter uma destinação certa nas muitas obras e investimentos que vão agregar valor para a cidade e não podem ir para o caixa único, apenas para manutenção da máquina pública com pagamento de salários. 

 

Caça aos candidatos 

A ebulição nos bastidores da política mineira começou na articulação dos dois principais nomes que vão disputar o Palácio Tiradentes em 2022. O governador Romeu Zema que vai buscar a reeleição e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil que deve se licenciar da Prefeitura da Capital em janeiro de 2022, já preparam suas estruturas para a disputa. Os principais articuladores políticos de Minas orbitam em torno dos dois nomes. Também existe muita conversa sobre a disputa pela única cadeira do Senado. Em 2022, a vaga ocupado pelo senador Antônio Anastasia estará em jogo. O senador e ex-governador, nos bastidores, diz que prefere ocupar uma cadeira do Tribunal de Contas da União a disputar novamente o Senado. Contudo, como a disputa pela vaga no Tribunal de Contas da União depende de muitas articulações políticas incertas, é bem possível que Anastasia coloque seu nome, neste momento, para a reeleição, até que tenha mais certeza sobre as possibilidades no TCU. Também interessado na cadeira do Senado, o deputado federal petista, Reginaldo Lopes trabalha para ser candidato ao Senado pela legenda, embora o partido queira jogá-lo para candidato ao Governo de Minas. Reginaldo Lopes sabe que a disputa ao governo de Minas será difícil para o PT depois dos muitos erros da gestão Pimentel, que aliás deve disputar para deputado em 2022. Outro nome do Senado que pode aparecer em 2022 é o senador Carlos Viana, que está deixando o PSD para tentar concorrer ao Governo de Minas. Se Viana for tentar o Governo de Minas, disputando com Zema e Kalil, é bem provável que os três sejam os principais nomes da disputa. Mas o maior problema para qualquer candidato majoritário em Minas é montar uma forte e ampla chapa de candidatos a deputado estadual e federal. Mesmo com as mudanças buscadas pelo Congresso, como a volta das coligações e outros retrocessos que favorecem a reeleição dos atuais nomes, muitos políticos estão desanimados com a disputa a Assembleia e Câmara Federal. Talvez Varginha seja uma das poucas cidades da região onde se veja nomes eufóricos para disputar eleição em 2022. Aqui teremos certamente mais de 4 nomes locais na disputa, além dos deputados eleitos que tentaram reeleição, sem falar nos muitos deputados forasteiros que aparecem aqui de quarto em quatro anos apenas para pescar votos sem dar muito e troca.  

 

Caça aos candidatos 02 

O movimento destes muitos nomes que pretendem disputar uma vaga a Assembleia Legislativa ou a Câmara Federal é gerado por objetivos diferentes. Alguns querem mesmo ganhar as eleições e estão investindo para isso, sabem que têm chances a depender do trabalho executado, apoio conquistado e obviamente recurso disponível. Já outros desejam apenas é manter o nome em alta e plantar para as eleições de 2024, quando haverá eleições municipais e o prefeito Vérdi Melo não poderá se reeleger e, possivelmente, não terá um “herdeiro político consolidado”. Estes temperos são os principais ingredientes que vão compor a seleção de nomes que vão disputar eleições em 2022 em Varginha. Não se sabe entre os vereadores de Varginha se teremos nomes que possam ser jogados na disputa, mas não é difícil que algum dos edis queira subir no palco, também de olho nas eleições de 2024. O PSB do deputado estadual Professor Cleiton Oliveira vai apoiar a reeleição do parlamentar em Varginha. Contudo, como o ex-vereador Rogério Bueno, embora tenha deixado o PT, é amigo do deputado federal Odair Cunha (PT), não se acredita que Bueno poderia eventualmente disputar para federal para fortalecer e fazer chapa com Cleiton Oliveira que vai pra estadual. Neste caso, não é inimaginável que o PSB de Varginha possa recrutar algum vereador para compor chapa com Cleiton a federal. 

 

Curiosidades políticas 

Nas conversas que circulam na Câmara de vereadores, bem como em outros setores políticos e econômicos municipais muito se especula sobre as querelas políticas que estão por vir em 2022. Recentemente tivemos em Varginha a visita do deputado federal Dimas Fabiano, que especulava-se estaria “distante de Vérdi”. Antes disso, o deputado federal Diego Andrade esteve com o prefeito em Brasília. No início do ano, uma foto de reunião entre o deputado estadual Cleiton Oliveira, Rogério Bueno e Vérdi Melo na Prefeitura de Varginha levou muitos a crer que haveria um “recomeço” entre o PSB que disputou com Vérdi em 2020 e o ex-vereador Rogério Bueno. O ex-vereador Zacarias Piva, que deixou o Partido Progressista no passado para poder ser candidato a prefeito, agora, parece que deixou o PSL para poder ser candidato a deputado, e assegura que será o único candidato de oposição verdadeira ao atual governo municipal. Será que o candidato a deputado Zacarias Piva terá uma dobradinha com nome que seja identificado com Varginha em 2022? Já o vice Leonardo Ciacci, que certamente vai apoiar a reeleição de Dimas Fabiano, nada conta sobre quem apoiaria a estadual. De igual modo, o secretário municipal de Governo Carlos Honório Ottoni Junior acredita fielmente que terá apoio exclusivo do prefeito para a disputa a deputado estadual. Nada se sabe sobre tudo isso, mas tudo aponta que o prefeito e o vice vão precisar “pisar em ovos” nas eleições do ano que vem. Afinal, mesmo não disputando eleição em 2022, Vérdi e Ciacci têm muito a perder em 2022, a depender da posição que tomarem. Vérdi quer ser mais que prefeito, já Ciacci quer ser mais que vice! 

 

Curiosidades políticas – 02 

É certo que para os três deputados mais atuantes politicamente em Varginha é muito importante a construção de uma dobradinha com nome de destaque na cidade para fortalecer o nome na disputa. O desgaste natural é algo comum, mesmo porque o deputado estadual Cleiton Oliveira (PSB), deputado federal Diego Andrade (PSD) e o deputado federal Dimas Fabiano (PP) já não serão novidades em 2022. Ambos os nomes possuem políticos locais de destaque que poderiam em tese formar chapa na cidade, mas não se sabe se esta seria a melhor forma de fortalecer a candidatura a reeleição. Cleiton Oliveira tem o PSB de Rogério Bueno e o movimento carismático que certamente lhe darão votos. Já Diego Andrade terá o apoio do PSD local e do médico e ex-vereador Armando Fortunato, que comanda a principal pasta municipal da Prefeitura: a Saúde. Sem falar que Armando Fortunato, embora não planeje disputar em 2022, pode ser uma opção do PSD em 2024. Já o deputado federal Dimas Fabiano tem, além do vice prefeito Leonardo Ciacci, diversas outras lideranças municipais que irão apoiá-lo. Contudo, não se vislumbra, na cidade, nenhum nome de destaque do PP ou dos partidos aliados do parlamentar que possa fazer dobradinha como candidato a estadual com Dimas Fabiano a federal. 



 
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