AS ULTIMAS


POLÍTICA

COLUNAS

ESPORTES

Coluna - Luiz Fernando Alfredo


Todo poder emana do povo


 Todo o poder emana do povo, esta máxima é o fundamento das democracias do mundo inteiro.

É verdade que nem todas as democracias do mundo são iguais em qualidade, pois dependem muito das constituições e leis ordinárias, normas gerais e principalmente do seu sistema eleitoral ter regras perfeitas para evitar fisiologismos e um mecanismo de avaliação do desempenho de seus políticos de maneira bem clara, para que não haja nas urnas, chances dos eleitores errarem duas vezes.

É antigo o adágio: “Todo povo tem o governo que merece”. Lamentamos por todos nós a mensagem intrínseca do provérbio acima, afinal nós não temos culpa da sofrível educação e cultura que recebemos, e muito menos nossos professores, pois repassaram tudo aquilo que receberam, se esforçaram ao máximo com certeza, mas como não tiveram especialização em Milagres, hoje o Brasil ocupa sexagésimo quarto lugar no ranking. Professores, obrigado pelo melhor que tentaram fazer, honra seja feita!

Infelizmente nossa constituição de 1.988, nosso sistema eleitoral permitem, vamos dizer, por falta de modernização e por interesses próprios dos legisladores, às reeleições de muitos parlamentares de qualidades duvidosas, e estes estão sempre renovando seus mandatos com facilidade, devido à sistemática eleitoral dar-lhes condições de aperfeiçoarem seus esquemas, a cada pleito. 

Vejam que todas as Assembleias legislativas dos Estados, Câmara dos Deputados federais e o Senado da República, dificilmente, são substancialmente renovados, pois o sistema incrustado de proteção dos mandatos, são tão fortes, que assustam e desestimulam novos pretendentes aos concursos eleitorais, sem contar que os valores monetários investidos por alguns, é um grande diferencial também. Podemos dizer que uma vez eleitos, sempre eleitos, depende só das peripécias de cada um dentro das permissividades do sistema. Isto é falta de informações aos eleitores e compromissos com a cidades, estados e o país, também daqueles que votam. Alguns eleitores votam sem conhecer os currículos dos seus candidatos e muitos esquecem até para quem votaram.

Estas circunstancias nada pedagógicas, a par do sistema eleitoral de coligações nos municípios, sejam Executivo e Legislativo, não é fácil de enganar o povo (mandantes) e autoridades eleitas ou nomeadas (mandatários), porque os dois lados estão, praticamente, frente a frente, portanto os mais cobrados dos políticos, são os municipais, assim mesmo das cidades médias para baixo. Coisas do Brasil! Vamos fazer justiça, um país continental é muito difícil de ser administrado, mas é possível dos mandatários serem pelo menos, honestos, patriotas e pensarem que a nação é de todos, eles, mesmos no Brasil, um dia passarão deixando um tipo de legado bom ou ruim. Muitos são vaidosos, deveriam pensar nos seus epitáfios.

Não entendemos ainda, o porquê da polêmica do voto eletrônico auditável, que consiste apenas num incremento do sistema eleitoral que só melhora, ao torna-lo mais seguro, evitando sofismas e judicializações, legitimando e consolidando a tão propalada democracia, que no Brasil é uma das piores, que parece existir na sua plenitude, morre nos discursos, às vezes.

Em que pese a militância do Ministro Barroso, contra a maior segurança dos votos e de todos os candidatos durante o pleito, não culpamos diretamente o Supremo Tribunal eleitoral, culpamos sim o legislativo, afinal esta matéria é de competência dos parlamentares e estes são os mais legítimos representantes do povo e considerando a máxima de que o poder emana do povo, cabe ao Congresso Nacional, colocar o Supremo no quadrado deles, respeitando a separação dos poderes, haja vista que é o óbvio ululante, a vontade do povo.

Não importa que parte dos congressistas tenha receio do STF, devido ao envolvimento em processos administrativos e ou criminais, contudo é fundamental atender ao povo, do contrário, a democracia estará ameaçada desnecessariamente, pois o Brasil não tem vocação mais para regime autoritário. Seria muito retrógrado e possivelmente violento.

Será que os detentores dos poderes, não enxergam que parte do mundo está meio tendente ao socialismo, e o Brasil é um dos poucos países que resistem ao regime, na América, e o atual Presidente, é o único que têm coragem de falar e lutar, mas ele também passará. A maioria dos brasileiros de bem, querem Deus, pátria, família e liberdade.

Parem, pensem, esquerdistas mal intencionados, vocês não podem prejudicar um país inteiro com a ajuda desta imprensa inconsequente que planta o que lhe convém e dane-se a colheita, pois os artífices (seus jornalistas irresponsáveis) desaparecerão no meio da porcaria que ajudarão a fazer ou se venderão novamente para outros; enquanto o sofrimento perenizará, não sabemos até quando, para o restante do país. Ainda bem que até agora, a realidade não mostra o crescimento da esquerda apontado pelas pesquisas, parece que os políticos em geral, envergonhados, não querem Lula, mas não sabem o que fazer para modificar Bolsonaro e voltar para o antigo esquema, parece que suas esperanças estão numa terceira via, que não acharão nesta altura das ocorrências. E daí, vão virar as costas para o povo?

Que Deus salve o Brasil e ilumine os brasileiros que coordenam esta pátria amada! 



 
Todos os Direitos Reservados - Notícias do Renan © 2017
Desenvolvido por: Renan Lenzi.