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Coluna - Luiz Fernando Alfredo

 

Brasil versus Brasil

De quem é este país dos discursos calorosos e memória curta?

Até 07 de setembro 1.822 era colônia de Portugal, cujos laços foram rompidos por D. Pedro I, através do conhecido “grito de Independência” às margens do Ipiranga, emancipando como uma nação livre, administrada pelo próprio príncipe.

Logo em seguida, em 15 de novembro de 1.889, o Marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, proclamando a República Brasileira.

Daquela data até os dias de hoje, o Brasil teve seis constituições Federais, nove moedas, o congresso fechado por seis vezes, seis golpes de estado, um plebiscito ignorado (venda de armas) treze Presidentes não concluíram seus mandatos, trinta e um presidentes não eleitos (incluindo os interinos), a república velha, marcada por fraudes eleitorais, trinta e cinco revoltas e guerrilhas.

Vejam que, com este histórico, o estado sempre foi o dono do Brasil e essa balela do poder emanar do povo é letra morta na nossa constituição, o que parece ter prevalecido após 1.988, foi um arremedo de democracia cartorial, onde as leis do Congresso Nacional sempre foram feitas, a priori para beneficiar os políticos, depois seus seguidores, e após à esquerda assumir, partiu-se para um desenfreado aparelhamento da máquina pública, bem recheada de benefícios substanciais, dando vasão a um sistema fisiológico, corporativista e corrupto.

E o povo, uma grande massa de manobra, a mercê de estelionato eleitoral e com a grande maioria, esquecida pelos governantes, que não se preocuparam em devolver benefícios compatíveis com o custo dos impostos que se paga, via de regra, são mal versados, pois visam o trampolim eleitoral, descartando às necessidades básicas das gerações futuras, criando com isto dois Brasis, numa proporção maior de um Brasil ter que se sustentar e ainda custear uma corte de privilegiados extremamente blindados, que legam aos seus sucessores a certeza de uma vida abundante para o futuro.

A cada dois anos, às mesmas promessas, Educação, Saúde, Segurança, Moradia, Infraestrutura, cultura, redução de impostos, empregos, cultura enfim, outras coisas, que mais parecem uma esmolinha por um voto. Reformas políticas, administrativas, tributárias, fiscal, desburocratização, meio ambiente e democracia.

Certamente que tais promessas não podemos atribuir totalmente, quando se trata de eleições municipais, em função da competência de iniciativa por contas das prerrogativas das leis, mas de um modo geral, são parecidas.

Já citamos que um país continental, como uma república federativa, é muito difícil de administrar dentro de um padrão único, mas ser patriota, correto com o dinheiro público, não depende de geografia, no entanto, os princípios éticos e da legalidade no Brasil estão longe de serem adotados generalizadamente porque, a anarquia foi duradora, infestada nas entranhas do país, mais parece fruto de um DNA de colônia, com exceções, evidentemente.

O que nos causa espécie é o Brasil de hoje, estar próximo ao “cavalo arreado” e não estar percebendo que é a hora de sairmos da característica histórica de colônia e buscarmos o seu lugar como um dos países mais ricos do mundo.

Temos que nos impor perante ao mundo, deixarmos de ser apenas o país do futebol, da Amazônia, das mulheres bonitas e praias paradisíacas. Temos cacife para sermos grandes, ricos, inteligentes e colocarmos ordem nesta anarquia que está hoje, o Brasil, a começar deportando o Embaixador Chinês falastrão, juntamente com outras escórias e mazelas que atrasam, apodrecem e detona nosso país.

A propósito, infelizmente não acreditamos que o movimento previsto para 07 de setembro próximo, os pedidos de impeachments do Presidente, vão mudar muitas coisas no Brasil, não adianta, o poder jamais emanará do povo literalmente, se não convocarmos outra assembleia constituinte, por outro lado, o estilo mais republicano de Bolsonaro, dificilmente vai mudar o Brasil, a curto prazo, na base da diplomacia, o antagonismo persistirá e embora acreditemos no Brasil, o ódio desnecessário foi longe demais e provavelmente deixará sequelas. Tomara que não!

O grande risco é perdermos nossa soberania, vejam que nosso país é cobiçado pelo mundo inteiro e não podemos entregar o ouro facilmente.

Os poderes estão entrelaçados profunda e fortemente e desatarmos este nó cego é quase impossível. Uma curiosidade: Quantos ADVOGADOS militantes temos no país?

Que Deus nos ajude a juntarmos os Brasis!



 
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