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Com tarifa mais cara do Sul de Minas, Itajubá arrecadou R$ 1 milhão com Zona Azul



 A prefeitura de Itajubá arrecadou, em 2020, pouco mais de R$ 1 milhão com o estacionamento rotativo da cidade. O valor foi divulgado pelo vereador Pedro Gama (PV), após um requerimento encaminhado por ele para a prefeitura, junto do vereador Markinhu Meirelles (PSD), cobrar a destinação dos valores arrecadados pelo município.

Em Itajubá, a tarifa cobrada é de R$ 3,00 e é considerada a mais cara dentre as maiores cidades do Sul de Minas. Em Poços de Caldas, o valor cobrado pela hora estacionada é de R$ 2,20. 

Em Pouso Alegre e Passos, o valor cobrado é de R$ 2,00. Na cidade de Varginha, os motoristas precisam desembolsar R$ 1,50 para cada hora estacionados. A cidade de Lavras suspendeu a cobrança em 2018.   Segundo o vereador, a prefeitura arrecadou, apenas em 2019, o equivalente a R$ 1,5 milhão por meio do estacionamento rotativo. No ano seguinte, em 2020, mesmo com a crise econômica provocada pela pandemia, o valor chegou a R$ 1,084 milhão. 

O parlamentar informou que o recurso arrecadado é de livre destinação, e que o valor poderia ser utilizado na melhoria do transporte público. A destinação exata do dinheiro arrecadado não é divulgada de forma clara pela prefeitura. 

 "A crise da Valônia escancara a necessidade de se repensar nossa política de mobilidade urbana e acredito que o sistema de estacionamento rotativo pode ser uma importante fonte de financiamento de um transporte público que efetivamente atenda os itajubenses, ao contrário do que acontece hoje", disse. 

 Desde março de 2020, a Expresso Valônia, empresa responsável pelo transporte coletivo de passageiros em Itajubá, reduziu a quantidade de itinerários nos bairros. Desde 5 de agosto, a quantidade de linhas chegou ao seu menor índice, quando outros quatro itinerários foram retirados de circulação.

Desde o início do mês, as linhas Cruzeiro-Cafona, Rio Manso-Mercado, Freire-Mercado e Rebourgeon-Medicina, via Piedade, deixaram de circular na cidade. A empresa decidiu manter apenas os itinerários de maior fluxo de passageiros e nos horários de maior pico. 

Sem ônibus o suficiente, a prefeitura intensificou a fiscalização do serviço prestado na cidade e pretende colocar na Justiça a retomada do transporte coletivo de forma integral, caso a empresa não volte a circular em todas as linhas.

A empresa alega falta de dinheiro por conta da crise financeira provocada pela pandemia de covid-19 e pede para que a prefeitura, a exemplo de outras cidades, dê um subsídio mensal para que todas as linhas possam voltar a circular. Entretanto, a prefeitura nega qualquer ajuda para a empresa, que ameaça parar todas as linhas caso a situação não melhore.


 
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