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Na volta da torcida, Atlético goleia River e avança à semi da Libertadores



Mais uma importante página da história continental do Atlético foi escrita na noite desta quarta-feira, no Mineirão. Nas arquibancadas, cerca de 17 mil torcedores marcaram a volta da torcida ainda durante a aterrorizante pandemia de COVID-19 e presenciaram uma atuação monumental dos donos da casa. Corajoso, intenso e avassalador, o time alvinegro goleou o todo-poderoso River Plate por 3 a 0 no jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores. O resultado sacramentou a vaga na semifinal para enfrentar o Palmeiras, já que os brasileiros já haviam vencido a partida de ida por 1 a 0, há uma semana, na Argentina.

O primeiro tempo quase perfeito do Atlético contou com dois golaços - um de Matías Zaracho, de voleio, e outro de Hulk, de cavadinha. Na segunda etapa, o meia argentino voltou a marcar, desta vez de cabeça, e deu números finais à classificação inconteste da equipe alvinegra, que provou mais uma vez ser um fortíssimo candidato ao bicampeonato continental. Os comandados do técnico Cuca fizeram a melhor campanha na primeira fase e, no mata-mata, eliminaram nada mais, nada menos, que Boca Juniors e River Plate.

O Atlético volta à semifinal da Copa Libertadores após oito anos. A última vez foi em 2013, quando o time - também comandado pelo técnico Cuca - superou o Newell's Old Boys nos pênaltis e rumou ao título inédito. Desta vez, o adversário será o atual campeão Palmeiras, que eliminou o São Paulo. As partidas serão nas semanas dos dias 22 e 29 de setembro, com a ida na capital paulista e a volta em Belo Horizonte.

Aglomeração, desrespeito e falta de sensibilidade


A noite de festa foi, também, de desrespeito e falta de sensibilidade. As autoridades municipais liberaram a ocupação de 30% dos cerca de 62 mil assentos disponíveis no Mineirão. Foi a volta da torcida do Atlético ao estádio após 17 meses (529 dias) - a última vez havia sido em 7 de março de 2020, na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro. O protocolo contra a COVID-19, porém, foi desrespeitado dentro e fora do local.

As horas que antecederam o jogo foram de muita aglomeração no entorno do Mineirão, com milhares de pessoas sem máscara. A exigência de testes negativos para coronavírus aos que entrariam no estádio pouco fez diferença, já que muitos presentes não tinham ingresso para a partida. Tudo isso no mesmo dia em que a taxa de contaminação (Rt) em Belo Horizonte atingiu 1,01, acima do nível considerado seguro.

Durante o jogo, as normas de uso de máscara e distanciamento social também foram desrespeitadas. A bonita festa - que lembrou tempos pré-pandêmicos - mais gerou tensão e medo do que propriamente empolgação. Em campo, o time pareceu contagiado pela energia das arquibancadas e fez história.

Primeiro tempo perfeito


Intenso, corajoso, avassalador. Não faltam adjetivos para qualificar o primeiro tempo do Atlético, que beirou a perfeição na execução da estratégia traçada por Cuca. Os primeiros minutos foram uma amostra do que viria em seguida: a forte marcação pressão gerava dificuldades aos três zagueiros do River Plate e os donos da casa eram os senhores do jogo. Eduardo Vargas chegou a desperdiçar duas grandes chances.

Mas o Atlético jogava contra o principal time do continente nos últimos anos. Os argentinos buscavam a sexta semifinal de Libertadores desde 2015 (foram dois títulos no período) e, mesmo com o elenco bastante enfraquecido, ainda despertam temor nos adversários.

Naturalmente, criaram boas oportunidades - mas pararam em duas excelentes defesas de Everson. O goleiro criticado (e até ameaçado) na última temporada encontrou a redenção em 2021 e arrancou da torcida palavrões e o canto que, por anos, classificou Victor como o melhor do Brasil.

A coragem de agredir o poderoso adversário não demoraria a render frutos ao Atlético. E dos mais belos. Hulk, o homem da temporada, saiu da área para a direita. Esperou o momento certo para colocar na área. E ali a magia aconteceu. Matías Zaracho emendou um voleio e estufou as redes aos 21 minutos. Apoteótico 1 a 0.

Atordoado, o River lutava, mas era em vão. O Atlético sofria, sim, sustos defensivos, mas não perdeu o controle do jogo. E sempre gerava preocupação. Em um grande contra-ataque aos 33 minutos, Savarino deixou Hulk na cara do gol. E o camisa 7, frio, gelado, tocou de cavadinha na saída de Franco Armani:
2 a 0. Mais um golaço para refletir a superioridade alvinegra e fazer explodir a torcida nas arquibancadas.

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