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Tudo ilusão ou apenas corremos atrás do vento


 Se você tiver de mal com a vida, depressivo, sem esperança, faça o um favor para sua integridade física e ou espiritual, não leia o livro Eclesiastes de Salomão, principalmente perto de um profundo despenhadeiro.

O livro Eclesiastes, embora propugne algumas explicações fáceis de compreender, sobre ideias transcendentes, do tipo que há tempo para tudo durante a trajetória questionável e, aparentemente injusta do homem, de quem muito foi dado, muito será cobrado, fala também de quão rotineira, repetitiva, sem sentido, triste, paradoxal é a vida de todos que passaram, passam e passarão por este mundo. É como correr atrás do vento; tudo não passa de ilusão, contudo a vida de quaisquer um de nós humanos é a mesma coisa, desde os primórdios dos tempos.

A título de esclarecimentos, somos convictos, fundamentado na mais profunda certeza, oriunda do simples raciocínio, ao analisarmos o macro e o micro, ambos de tamanhos incompreensíveis à nossa capacidade de vislumbrarmos o significado, devido aos infinitos zeros aquém e além da vírgula, levando-se em conta a complexidade da vida e o ajuste fino do universo, para não desvirtuar à precisão infinitésima daquilo que é imponderável à nossa insignificância; não dá margem a ninguém questionar o Criador. Ele não nos impede de procurarmos a verdade, contudo perdoa nossas heresias e prepotência, restando-nos a fé incondicional e o louvor à sua grandeza. Quão grande és tu Senhor!

Se incluirmos os profetas bíblicos, os grandes pensadores de nossa história, cujas obras, na sua essência, obrigatoriamente, são apenas notas de rodapé de escritos filosóficos, científicos, teológicos e outras teorias naturais e humanas de mentes privilegiadas ou missionárias, entenderemos, porque alguns pensam e outros não, apenas copiam e seguem o guia.  

Chegamos ao ápice da discordância irracional no Brasil, pois todos que conhecem formas de governos não democráticos, sabem do quão castrada é uma sociedade, no entanto, os maiores pensadores de nosso país, aquela casta que aprendeu, como muitos de nós, nas notas de roda pé dos grandes pensadores, que além de escreverem conjugando e complementando ideias, assistiram ou leram  barbaridades no curso da história, parecem estar cegos e não vêm que a maioria esmagadora dos brasileiros, estão querendo, ideias estáveis e republicanas com uma governabilidade proba, despreocupados de quem seja, só que até o momento não tem ninguém para abraçar tais ideais, e é ele o último eleito representante legítimo até o final do seu mandato, já que até agora cumpriu rigorosamente a CF.

Não acreditamos mais em conversas, promessas, acertos políticos, nas circunstâncias que a situação chegou. A hora é de agir, por ordem na casa, invocando o artigo 142 da CF, só para restabelecer a ordem, os acertos legítimos de nação livre, vêm depois, através do bom senso.

Muitos que não têm dúvidas destas inevitáveis medidas, grande parte são ativistas de “what zap”, não se expõem, por conta do supremo medo do Supremo. Embora estivéssemos esperando que as coisas resolvessem na base da diplomacia até no começo deste mês, já não acreditamos mais, com muita tristeza. 

Achamos que estamos na seguinte encruzilhada sem volta: Um congresso acovardado por suas próprias fraquezas do passado, o STF empolgado transigindo com nossos direitos, o povo em desacordo com o STF, a imprensa criminosa apoiando o quanto pior melhor, e quanto ao Executivo, arriscamos duas premissas.

Primeira, o Presidente não quer usar  suas prerrogativas de chefe do estado, achando mais sensato dar mais prazos até os acontecimentos pacíficos previstos para 07 de setembro, ou as Forças Armadas, estão sugerindo esgotarem todas alternativas, aguardando   consolidar uma opinião favorável mais forte, inclusive internacionalmente, pois a ruptura já se concretizou e colocar ordem na casa, não significa nenhum golpe, senão os legisladores não colocariam o controvertido  artigo 142 na Carta Magna, temido pelos esquerdistas.

Sabemos que embora haja uma cadeia de comando, podem existir oficiais Generais mais comedidos ou contrários, no entanto, as cartas do baralho estão na mesa e quem tem o “zap”, está na hora de trucar e cobrar a aposta, pois   o custo é muito caro para o Brasil com estas narrativas idiotas.

Tudo isto com a ajuda de Deus! Quem sabe os radicais resolvem conformar-se com às eleições de 2018? O Brasil é de todos brasileiros, sejam esquerdistas comportados, conservadores patriotas, amantes da família, da liberdade e Deus acima de tudo! Democracia é o que queremos, sabemos que nela não haverá unanimidade jamais, porém a liberdade é um pilar indestrutível e inarredável, afinal temos a ilusão que estamos sempre em mutação, porquanto a mudança crida no presente é o prenúncio do que creremos no futuro, ou seja a mesma coisa, só que de lados diferentes, mas a corrida atrás do vento continuará.  

Artur Shopenhauer, filósofo pessimista, como nas narrações de Salomão, que teve tudo que a vida pode lhe proporcionar, inclusive o excesso de saber, disse: “Perdemos três quarto de nossas vidas, tentando ser como os outros” e disse também: Quando mais dotado de genialidade, mais sofrimentos temos. Ele deve ter lido Salomão, pelo menos a nota de roda pé, lógico não desmerecendo sua distinção, como um dos grandes. Só que Salomão sabia que nós nascemos com a eternidade no coração. Deus não colocaria carências nos nossos processos físicos e emocionais, se não houvesse o remédio na própria natureza. Não é como dizia Freud, que o homem já nascia com a carência de um Deus. Felizmente ele, um ateu convicto, estava errado, pois como carecer de uma coisa que não existe? 

É provável que os excessos de informações e possessões das gerações podem levar as marionetes do futuro, não terem limites saciáveis e faze-los buscarem coisas inusitadas e abomináveis o que não deveriam torna-los excludentes, inclusive a ânsia de serem reconhecidos como diferentes, apesar de ser pura ilusão, pois às suas buscas continuarão, a saciação, os farão enfadonhos novamente e seus destinos continuarão atormentados e imutáveis.

Talvez os ignorantes sejam mais resignados e felizes do que os sábios, pois quanto mais as pessoas focam em perguntas, menos respostas elas encontram, daí vem a solidão, a angústia e a depressão. Fujamos dos pseudos intelectuais, pois estes copiaram de quem sabia, porém não se deram conta, do que aprenderam com seus mestres, que sabiam que não sabiam quase nada, empolgaram-se com suas tolas opiniões, para ouvirem a própria voz.



 
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