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Uso de plantas medicinais e fitoterápicos pela população de Varginha



 Resultado da pesquisa é apresentado pela 
Coordenação do Programa Farmácia Viva

No período de 17 de abril a 18 de maio deste ano, foi disponibilizada nas redes sociais do município uma pesquisa para conhecer a realidade sobre o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. O questionário com informações importantes servirá de embasamento para as próximas etapas de desenvolvimento do Programa Farmácia Viva, bem como para a Política Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Quase 1500 pessoas responderam à pesquisa (1499), sendo 80% do sexo feminino. A faixa etária que mais interagiu foi a de 39 a 59 anos representando 72,6%. Outro dado relevante é que mais de 97% são residentes da zona urbana.
Em relação à aquisição das plantas medicinais, a maioria adquire em lojas de produtos naturais, cultivo próprio ou hortas de vizinhos. A opção de hortas comunitárias foi pouco lembrada. Quanto ao uso, a maioria faz por indicação de amigos e vizinhos e, raramente por orientação de um profissional de saúde. 
Sobre o reconhecimento da planta, uma grande parcela respondeu que é “pelo jeito da planta”. Questões importantes relacionadas a contraindicações e efeitos colaterais apresentaram resultados preocupantes, pois grande parte acredita ainda que por ser natural, as plantas medicinais não fazem mal à saúde.
As questões relacionadas aos medicamentos fitoterápicos, já apareceu o médico como o principal prescritor e outros profissionais de saúde como farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas. A forma farmacêutica mais utilizada é a cápsula. A maioria adquire os fitoterápicos nas Farmácias de Manipulação e os fitoterápicos industrializados apenas 19% responderam que fazem ou fizeram uso.
Mais de 30 plantas medicinais foram selecionadas, o que demonstra uma utilização ampla pela população.
As plantas medicinais e fitoterápicos são mais utilizados para infecções no trato respiratório; problemas gastrointestinais, na saúde mental como antidepressivo e calmante e também como cicatrizante de feridas.
Pela análise dos dados, há a necessidade da educação em saúde para a população, através das diversas formas de mídia, principalmente no que diz respeito aos efeitos adversos, interações medicamentosas e risco à saúde. É preciso desmistificar que o “natural pode”, pois o uso inadequado ou sem a orientação correta pode sim, trazer riscos à saúde.  A pesquisa mostrou também uma pequena participação da população da zona rural, o que pode ser explicado pelo fato do questionário ter sido aplicado através da internet, limitando a participação desta importante parcela da população. O grupo técnico, em parceria com a EMATER, já está fazendo a aplicação do questionário impresso nas áreas rurais, pois a participação é essencial para o desenvolvimento das ações referentes ao programa Farmácia Viva. O incentivo para hortos medicinais também é uma das metas do Grupo Técnico, pois facilitará o acesso às plantas medicinais frescas e o uso orientado da forma correta. Apesar do questionário ter caráter exploratório simplificado e não ser uma pesquisa científica, as informações são de grande valia para os munícipes e para o Grupo Técnico da Farmácia Viva de Varginha.


 
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