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10 de Setembro - Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio



 Criada em 2003 pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio, em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, é uma forma de incentivar governos mundo a fora sobre a necessidade de criar políticas públicas eficientes para o enfrentamento desse problema. A data também faz parte das ações do Setembro Amarelo que ocorrem ao longo de todo mês e buscam promover a vida. 

A OMS estima que, a cada 40 segundos, uma pessoa tenta autoextermínio no mundo e há indicações de que, para cada adulto que morreu por suicídio, pode ter havido mais de outras 20 tentativas. No entanto, é importante salientar que suicídios são evitáveis e para isso é necessário ter uma rede de apoio à saúde para acolher essas pessoas. Atualmente, Juiz de Fora conta com uma Rede de Atenção Psicossocial ligada ao SUS. 

A gerente do Departamento de Saúde Mental (DESM), Rosane Jacques Rodrigues, explica que através do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), os usuários são acolhidos por uma equipe multiprofissional e, a partir de sua escuta atenta, é realizado um Projeto Terapêutico que “pode envolver múltiplas intervenções, como atendimento individual (médico, psicológico, de enfermagem ou de serviço social), oficina terapêutica, grupos, atenção diária, etc”, explica Rosane.

“O enfrentamento ao suicídio e a promoção de cuidados em saúde mental requer a luta pelo fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, pelo cuidado em liberdade, pela redução de danos, pela valorização do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), e o enfrentamento ao desmonte e precarização de políticas públicas como SUS e SUAS”, reforça Rosane.


Saúde Mental em meio à pandemia

Durante a pandemia foi observado uma maior incidência nos casos de suicídio e uma alta nos relatos de problemas relacionados à saúde mental. Pelos dados do DESM, em 2019, foram 5.454 atendimentos na rede do município, enquanto em 2020, ano de início da pandemia, esse número saltou para 6.779. 

Este ano, somente nos primeiros quatro meses, foram realizados 2.336 atendimentos na cidade. Segundo Rosane, entre esses atendimentos, “houve um aumento sutil de casos de ansiedade e depressão, aumento nos casos de automutilação e tentativas de autoextermínio entre adolescentes”. 

Além disso, de acordo com a gerente do DESM, “foi observado um aumento expressivo nos casos de uso e abuso de álcool e outras drogas, inclusive entre adolescentes”.


Como procurar ajuda?

Quem estiver passando por algum momento difícil pode procurar ajuda através da UBS da sua região ou ligando diretamente para o CAPS de referência do seu território. 

Sempre há alguém disponível para atender e direcionar a demanda. Para além dos atendimentos individuais, os Centro de Atenção Psicossocial realizam atendimentos às famílias, visitas domiciliares, ações de articulação de rede, atenção à crise, matriciamento, dentre outras atividades.


 
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