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Cruzeiro de volta à Arena do Jacaré; veja números e jogos marcantes



Cruzeiro voltará a jogar na Arena do Jacaré, casa dos clubes de Belo Horizonte entre julho de 2010 e abril de 2012, quando o Mineirão passou por um processo de modernização visando à Copa do Mundo de 2014, e o Independência foi praticamente reconstruído para se adequar à realidade contemporânea do futebol. O estádio em Sete Lagoas sediará o duelo contra a Ponte Preta, às 11h de sábado, pela 23ª rodada da Série B. A equipe treinada por Vanderlei Luxemburgo tenta se afastar das proximidades da zona de rebaixamento - 14º, com 26 pontos, três a mais que o Vitória (17º) e a 12 do Botafogo (4º).

A decisão do Cruzeiro de transferir a partida contra a Ponte para a Arena do Jacaré se deu em razão da liberação de público em eventos esportivos em Sete Lagoas. A prefeitura local garantiu que os casos de COVID-19 na cidade estão controlados e autorizou a utilização de 30% dos mais de 18 mil lugares do estádio (entre 5 e 6 mil). Todavia, os demais clubes da Série B tentam cassar a liminar concedida pelo STJD que permite a comercialização de ingressos pela Raposa.

Desde a inauguração da Arena do Jacaré - cujo nome oficial é estádio Joaquim Henrique Nogueira -, o Cruzeiro disputou 57 jogos, com 36 vitórias, 10 empates, 11 derrotas, 124 gols marcados e apenas 51 sofridos. Com 14 gols, três jogadores dividem a artilharia no estádio: Wallyson, Montillo e Wellington Paulista. Completam o 'top 5' Anselmo Ramon (11) e Thiago Ribeiro (9). Os dados estão disponibilizados no site Cruzeiropedia.

Sob a gestão do Democrata Futebol Clube, a Arena do Jacaré vinha sendo palco de jogos de futebol amador e de competições profissionais de menor apelo, como o Módulo II do Campeonato Mineiro. Com a iminência de receber o Cruzeiro na Série B, o estádio passou por um processo de revitalização do gramado pela Green, empresa que também cuida dos campos da Toca. A Raposa se dispôs a pagar R$10 mil pelo serviço.

Jogos marcantes


Cruzeiro 6x1 Atlético - 04/12/2011

Entre os jogos marcantes do Cruzeiro na Arena do Jacaré, o mais lembrado é a vitória por 6 a 1 sobre o Atlético, em 4 de dezembro de 2011, pela 38ª rodada do Brasileiro. O time celeste necessitava dos três pontos para não ser rebaixado à segunda divisão e os obteve com tranquilidade em cima do maior rival. Roger, Leandro Guerreiro, Anselmo Ramon, Fabrício, Wellington Paulista e Everton marcaram os gols celestes. Réver balançou a rede para o Galo. Ao término da Série A, o Cruzeiro ficou em 16º, com 43 pontos, enquanto o Athletico-PR caiu para a Série B em 17º, com 41.

Cruzeiro 5x0 Estudiantes-ARG - 16/02/2011

Dez meses antes do histórico 6 a 1, o Cruzeiro vivia um momento de muita expectativa na Copa Libertadores, na qual teria pela frente o Estudiantes, algoz na decisão de 2009, na fase de grupos. O sentimento de revanche contagiou jogadores e torcedores na noite de 16 de fevereiro, especialmente pela equipe argentina contar com remanescentes da finalíssima no Mineirão: o zagueiro Leandro Desábato, o lateral-esquerdo Germán Ré, o volante Braña, os meias Verón e Enzo Pérez e o atacante Gastón Fernández.
No primeiro minuto, Wallyson abriu o placar para o Cruzeiro. Aos 18, Roger ampliou: 2 a 0. Montillo marcou o terceiro, aos 39 da etapa inicial, e o quarto, aos 14 do segundo tempo. Wallyson voltou a balançar a rede, aos 37, e fechou a conta: 5 a 0. De alma lavada, os cruzeirenses não perdoaram Verón e o provocaram com vaias e xingamentos. A partir dessa goleada nasceu o “Barcelona das Américas”, apelido dado pelo então técnico do Peñarol, Diego Aguirre.

Cruzeiro 2x1 Palmeiras - 05/12/2010

O Cruzeiro chegou à última rodada do Campeonato Brasileiro de 2010 com chances remotas de título. Para isso, precisaria vencer o Palmeiras na Arena do Jacaré e torcer para que Fluminense e Corinthians não ganhassem dos já rebaixados Guarani e Goiás. A classificação tinha os cariocas na liderança, com 68 pontos, seguido por paulistas (67) e mineiros (66).
Nos primeiros 45 minutos, Goiás e Corinthians empataram por 1 a 1 no Serra Dourada, em Goiânia, enquanto Fluminense e Guarani não saíram do zero no Maracanã. Mas o Cruzeiro esbarrou na marcação dos reservas do Palmeiras e também ficou com placar em branco.

No segundo tempo, o Verdão fez 1 a 0 aos nove minutos na Arena do Jacaré. Para piorar a situação celeste, o Guarani não suportou a pressão do Fluminense, que marcou aos 17 minutos. O alento é que o Corinthians não conseguia se impor diante do Goiás.

Se o título estava complicado, o Cruzeiro não abriu mão de ficar com o segundo lugar, que dava vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2011. Desta forma, o time arrancou o empate com Henrique, aos 17 minutos do segundo tempo, e alcançou a virada em finalização de Wallyson, aos 47, para delírio dos mais de 16 mil espectadores na Arena do Jacaré.

Cruzeiro 2x0 Atlético - 15/05/2011

O Campeonato Brasileiro de 2010 escapou por um triz, mas o Mineiro de 2011 ficou com o Cruzeiro, que bateu o Atlético por 2 a 0, em 15 de maio, pelo jogo de volta da final. O lance-chave para o título foi a arrojada defesa de Fábio, aos 28 minutos do segundo tempo, quando o clássico ainda estava empatado por 0 a 0 (o alvinegro venceu na ida por 2 a 1). Na jogada, o goleiro se atirou aos pés do atacante Magno Alves, que carregava a bola sem marcação em direção à grande área depois de receber lançamento nas costas da zaga celeste. Após o ‘milagre’ do camisa 1, a Raposa se recuperou do susto e marcou os gols da vitória com Wallyson, aos 31, e Gilberto, aos 41.

Cruzeiro 0x2 Once Caldas-COL - 04/05/2011

Nem só de bons momentos viveu o Cruzeiro na Arena do Jacaré. Das 11 derrotas no estádio, a mais dolorosa certamente foi para o Once Caldas, em 4 de maio de 2011, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Na cabeça dos torcedores, a classificação viria com tranquilidade por causa da vitória por 2 a 1 em Manizales, na Colômbia. Contudo, o time que passeou na fase de grupos com goleadas sobre Estudiantes-ARG (5 a 0), Tolima-COL (6 a 1) e Guaraní-PAR (4 a 0) entrou em curto-circuito diante de um adversário despretensioso.

A calma cruzeirense deu lugar ao nervosismo com a expulsão de Roger, aos 30 minutos, após atingir Mirabaje com um carrinho. No segundo tempo, um alento: o Once Caldas também teve um cartão vermelho, mostrado pela arbitragem a Carbonero, que acertou uma cotovelada em Henrique. De nada adiantou. Os colombianos marcaram aos 21 minutos, com Amaya, e aos 26, com Dayro Moreno. Aos 36, o Cruzeiro chegou a balançar a rede com Gilberto, porém o auxiliar assinalou impedimento de maneira equivocada. Ali terminava o encanto do Barcelona das Américas e iniciava uma crise que quase resultou no rebaixamento à Série B de 2012.

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