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Setembro termina, mas o cuidado continua

Psicóloga da Unimed Varginha 
alerta sobre sinais da ansiedade e depressão

O tema é complexo, delicado e cheio de tabus, mas não pode ser ignorado por ninguém. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem todos os anos por atentarem contra a própria vida, o que corresponde a uma morte a cada 40 segundos. Diante de tais dados, o mês de setembro, conhecido como “Setembro Amarelo” é dedicado à prevenção do suicídio. Porém, esse assunto deve ser trabalhado todos os outros meses do ano. 

Confira a entrevista com a psicóloga da APS – Atenção Primária a Saúde da Unimed Varginha, Mayara Souza Custódio, na qual ela alerta sobre sinais da ansiedade e depressão.

Quais são os sinais de alerta sobre depressão ou ansiedade em uma pessoa?

R. Ansiedade e tristeza são emoções naturais do ser humano, mas devemos ficar atentos quando estão em excesso. Sentimento de angústia e tristeza a maior parte do tempo, perda de prazer em atividades que antes gostava, falta de energia, insônia ou sono em excesso, aumento ou diminuição do apetite, pensamentos negativos, diminuição da libido, pensamentos suicidas, falta de motivação e irritabilidade são alguns sintomas que servem de alerta para uma possível depressão. Com relação à ansiedade, além desses sintomas da depressão, também, em geral, estão presentes: tensão muscular, pensamentos acelerados e catastróficos, procrastinação, sofrer por antecipação.

Existem níveis diferentes de depressão? Por exemplo, é possível uma ansiedade não tratada se tornar uma depressão?

R. Sim, existem tipos diferentes de depressão que interferem na vida da pessoa em graus diferentes. Algumas pessoas sentem menos interferência no seu dia-a-dia, já em outras pessoas a depressão pode ser totalmente incapacitante. Porém é válido lembrar que para ser caracterizado como um transtorno depressivo é preciso que haja algum prejuízo na vida da pessoa causada pelos seus sintomas, seja no trabalho, relações sociais, perda de interesse, etc. Mas não é porque alguns tipos de transtornos depressivos são mais brandos que podem ser ignorados ou menosprezados, pois eles causam sofrimento. A ansiedade, em um grau mais elevado e incapacitante, pode sim gerar um transtorno depressivo, devido ao conjunto de pensamentos negativos que gera na pessoa e o sofrimento que acarreta.

Quais são as formas de tratamento desta doença?

R. Existe tratamento psiquiátrico, através de medicações e psicoterapia. Porém existem outras atividades que podem auxiliar na diminuição dos sintomas e melhora da qualidade de vida, como exercícios físicos, acupuntura, meditação, entre outros. É essencial que o tratamento leve em consideração os aspectos biológicos, pois existem componentes genéticos na depressão, psicológicos e sociais do paciente.

O que devemos fazer para ajudar uma pessoa que está com sintomas, mas ainda não falou abertamente sobre o assunto?

R. Mostrar-se aberto e sem julgamentos. Muitas pessoas sentem vergonha de compartilhar, pois ficam com medo de serem julgadas. Ter informação é fundamental. Prestar atenção se algum familiar, amigo ou colega de trabalho relata ou demonstra algum sinal ou sintoma e alertá-lo para isso.

Cuidar de você. Esse é o plano. Unimed Varginha.


 
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